COBERTURA ESPECIAL - SisGAAz - Naval

21 de Novembro, 2016 - 09:00 ( Brasília )

Planejamento estratégico da Amazul para 2040 é aprovado


O Conselho de Administração da Amazul aprovou o novo Plano Estratégico da empresa (PEA), que foi revisto para se adequar aos novos cenários e novas oportunidades, com uma visão para 2040. Com o PEA, a Amazul pretende entregar à Nação conhecimento, tecnologias e pessoal qualificado nas áreas nuclear e de desenvolvimento de submarinos. A elaboração do plano contou com a participação direta de mais de 40 empregados.

Constituída em 2013, a Amazul tem como missão desenvolver e aplicar tecnologias e gerenciar projetos e processos necessários aos Programas Nuclear Brasileiro, Nuclear da Marinha e de Desenvolvimento de Submarinos, para contribuir com a independência tecnológica do País, em benefício da sociedade. A empresa tem 1.750 empregados, distribuídos em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Entre outros projetos, os empregados da Amazul atuam no Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), na construção do Laboratório de Geração Núcleo-Elétrica (Labgene), um protótipo de reator construído em terra, cujo propósito é desenvolver a capacidade tecnológica nacional para reatores pequenos de até 100 MW. Ao mesmo tempo, desenvolvem, junto com o CTMSP, os projetos conceitual e básico do Complexo Radiológico do Estaleiro e Base Naval de Itaguaí, onde será construído o primeiro submarino com propulsão nuclear, a cargo da Coordenadoria-Geral do Programa de Desenvolvimento de submarino com Propulsão Nuclear (COGESN).

Outro empreendimento promissor é a construção do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), instalação voltada à pesquisa, ao teste de materiais sob irradiação e à produção de radioisótopos, base da fabricação de radiofármacos para a medicina nuclear. Conduzido pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), o RMB é um reator de suma importância para o nosso parque tecnológico e para a industrialização de produtos que vão beneficiar diretamente a saúde das pessoas.

Com a INB – Indústrias Nucleares Brasileiras, a Amazul assinou contrato que tem por objeto a elaboração dos projetos conceitual e básico da Unidade de Testes e Preparação de Equipamentos Críticos e de Treinamento (UTT) de sua Fábrica de Combustível Nuclear. A Amazul também prestará serviços de consultoria de engenharia para suporte técnico à implantação e licenciamento da UTT.

No futuro, a Amazul, como está no PEA, poderá participar de outros empreendimentos na área nuclear, como o Depósito Complementar de Armazenamento de Combustível Usado da Central Nuclear Álvaro Alberto, o Repositório para Armazenamento de Rejeitos de Baixo e Médio Níveis de Radiação (RBMN), o Laboratório de Fusão Nuclear (LFN), entre outros.

A Amazul poderá atuar, ainda, no desenvolvimento de novas tecnologias, comercialização de produtos, prestação de serviços técnicos, gerenciamento de projetos de engenharia, implantação e gestão de empreendimentos e operação de instalações.

Além da missão de desenvolver, absorver e manter tecnologias sensíveis, a Amazul foi criada também com o propósito de contribuir para a consolidação da Base Industrial de Defesa.

Estiveram presentes à reunião os conselheiros e representantes do Comando da Marinha, Almirante de Esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior (presidente); do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Roberta Carolina Caldas Terra Rios Bosco Soares; dos empregados da Amazul, Jaqueline Sales Gorroi, e o diretor-presidente da empresa, Vice-Almirante Ney Zanella dos Santos. Na reunião, tomou posse o representante do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Major-Brigadeiro Paulo Roberto Pertusi, titular da Subsecretaria de Coordenação das Unidades de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que substituirá no Consad o ex-ministro Marco Antônio Raupp na função de conselheiro. O representante do Ministério da Defesa justificou sua ausência.

Além do PEA, o Conselho de Administração aprovou o novo Código de Ética e de Conduta da Empresa e as novas normas da empresa para se adequar às mudanças na Lei de Licitações.



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