12 de Janeiro, 2013 - 11:34 ( Brasília )

Segurança

Software estilo 'Minority Report' ajuda polícia a prever crimes


Usar computadores para prever o crime é a estratégia dos departamentos de polícia dos estados americanos de Maryland e Pensilvânia, mais de 40 anos da aposta da ficção. Segundo o jornal Daily Mail, os agentes têm usado softwares de previsão de crime para se antecipar a possíveis delitos que prisioneiros em condicional ou libertados estão mais propensos a cometer. Especialmente a tendência à homicídios é acompanhada de perto. Nas telas, em Minority Report (2002), essa tecnologia só seria utilizada em 2054.

A ideia é que a polícia não dependa de oficiais de condicional para decidir o tipo de supervisão que será dada a cada um dos detentos do lado de fora da prisão.

Quem criou o programa foi o professor criminologista da Universidade da Pensilvânia Richard Berk. Ele acredita que as taxas de homicídios e outros crimes deverão acabar com os computadores, já em uso em Baltimore e na Filadélfia, e em breve com implantação em Washington.

Berk declarou que as primeiras comparações com Minority Report vieram dos seus próprios alunos na universidade. No filme, em vez de computadores, paranormais, chamados de 'precogs', são usados para prever crimes futuros. A polícia age antes que o pior aconteça, até que o personagem de Tom Cruise vê, pelos 'precogs', que ele cometerá um assassinato.

Segundo Berk, além de prever crimes o algoritmo poderia ser usado para ajudar a determinar fianças e decidir sentenças futuras. "Ele poderia também ser modificado para prever crimes menores", diz seu desenvolvedor.

Berk aposta que seu programa poderá identificar oito futuros assassinos de 100 presos analisados. Ele explica os critérios: "O que realmente importa é o que essa pessoa fez como um indivíduo jovem. Se eles cometeram assalto à mão armada aos 14 anos, isso é um bom indicador. Se eles cometeram o mesmo crime aos 30 anos, isso não prevê muito".

Critérios como registo criminal, o tipo de crime, localização e idade em que o indivíduo cometeu o crime foram analisados, com o tipo de crime e idade, segundo ele, sendo os parâmetros mais confiáveis.

O pesquisador usou os detalhes de mais de 60 mil crimes, então, escreveu um algoritmo para encontrar as pessoas por trás dos crimes que eram mais propensos a cometer homicídio quando estavam fora da prisão.