22 de Julho, 2016 - 09:00 ( Brasília )

Segurança

O novo rumo da Segurança Pública


Da reação e resposta à antecipação e prevenção, a segurança pública está atravessando um processo de verdadeira transformação. Ao lidar com o enorme volume de dados disponíveis com estudo analítico avançado para prever onde podem ocorrer os delitos, a tecnologia está fazendo com que as forças policiais consigam transcender o mapeamento delitivo básico. Ao combinar monitoramento, inteligência local e ferramentas investigativas em tempo real, os órgãos estão conseguindo multiplicar suas capacidades e minimizar riscos.

Os departamentos de polícia estão enfrentando uma situação difícil. Bastante limitados em pessoal e com orçamentos cada vez menores, precisam garantir um serviço imediato e a segurança dos cidadãos. No Reino Unido, com cortes de orçamento de até 20%, estão somando-se voluntários como investigadores, peritos forenses e oficiais de planejamento de emergências[1]. Algo similar ocorre no continente americano, onde 41% dos órgãos americanos cortaram radicalmente seu orçamento[2].

Os órgãos precisam de soluções tecnológicas de eficácia comprovada que ajudem a obter uma resposta mais eficiente e que possam mudar a trajetória dos acontecimentos na hora. A chave é nunca distrair o policial durante uma operação. Ao contrário do que ocorre com um cidadão comum com um dispositivo para o consumidor, o policial costuma ter de enfrentar situações de muito stress, e é fundamental que se mantenha concentrado o tempo todo. As informações corretas fornecidas no momento indicado e de maneira adequada podem marcar a diferença.

Durante um incidente (em pleno incidente), os órgãos de segurança pública devem poder disponibilizar informações críticas e urgentes para vários usuários, desde o pessoal responsável pela coordenação de tarefas até os prestadores de socorro. É fundamental que o vídeo chegue na hora com base no ponto onde estiver desenvolvendo-se o incidente.

Os oficiais precisam poder ver onde estão as unidades de apoio mais próximas que chegarão ao local. Também é fundamental que os mapas com representação de pontos conflitivos e previsão de delitos sejam atualizados automaticamente. As informações urgentes que possam vir do público em geral devem ser priorizadas, analisadas e retransmitidas rapidamente para o pessoal de campo.

A segurança pública está migrando de um mundo que reage e responde para aquele que prevê e previne. Diante de um incidente, aqueles que puderem responder de maneira mais eficiente e em tempo real, e contarem com informações mais precisas e atualizadas, conseguirão mudar a trajetória dos acontecimentos e, portanto, o resultado final.

Agrupando grandes volumes de dados para uma Inteligência otimizada

Os órgãos encarregados do cumprimento da lei permanentemente recebem informações de todos tipos, desde fotos capturadas por um cidadão comum com seu smartphone até feeds de vídeo de antenas comerciais. Esta abundância apresenta um grande desafio. Como capturar, correlacionar e compartilhar todas estas informações em tempo real e torná-las executáveis na hora?

Um estudo sobre segurança pública conduzido no Chile, com o apoio da Fundação Motorola Solutions, indica que os avanços tecnológicos e a participação da cidadania com informações e denúncias, também estão transformando a segurança pública na América Latina. Em face desta realidade, como capturar, correlacionar e compartilhar todas essas informações em tempo real e fazê-las executáveis na hora [5]?

A força policial está monitorando sistemas de vídeo monitoramento, redes sociais, informações fornecidas voluntariamente pelo público em geral, estudos analíticos, sensores e alarmes para oferecer aos policiais informações detalhadas na hora na medida em que ocorre o incidente. Os investigadores devem monitorar todas as sequências entrantes e efetuar “patrulhamentos virtuais” utilizando uma visão operacional unificada de dados sobrepostos e mapeamento informático avançado.

O aumento das vendas de equipamentos de vídeo monitoramento na América latina ajuda os agentes de segurança pública a obter mais informações e transmissão de vídeo em tempo real para agilizar os tempos de resposta e prevenir incidents criminais.

Os órgãos fazem uso da tecnologia para agrupar dados, com os quais conseguem melhorar sua capacidade de monitoramento e controle. Ao integrar informações de todos tipos, voz, vídeo e dados, têm acesso a uma visão operacional comum, elas são convertidas em inteligência crítica e enviadas diretamente ao pessoal de campo.

Use Inteligência local para aumentar o conhecimento da Situação

Ao aproveitar a inteligência local, desde sensores até o público em geral, para complementar a tecnologia, os órgãos encarregados pelo cumprimento da lei estão conseguindo melhorar seu nível de conhecimento da situação. Cada vez são mais os cidadãos que enviam dados úteis para os órgãos, como fotos tomadas por eles mesmos com seus celulares ou feeds de Twitter em pleno incidente, por exemplo. A modalidade de denúncia de delitos efetuada via Web pelos usuários particulares está tornando-se tão comum que 82% dos departamentos de polícia dos EUA esperam aumentar sua utilização [7].

Muitos departamentos estão optando por um monitoramento pó-ativo, aproveitando os avanços na tecnologia e a coleta de dados que lhes permitam concentrar-se nos pontos mais conflitivos e prever as áreas onde há mais probabilidades de ocorrer delitos. Ao mesmo tempo, suas linhas de frente estão pressionando por informações mais precisas e atualizadas, enquanto as investigações vão migrando de processos baseados no papel para dados automatizados e em tempo real.

O estudo analítico de dados converte as inforações em ação

Como a força policial pode aproveitar ao máximo o valor de todos estes dados e utilizá-los como multiplicador de forças? Primeiro, precisam concentrar-se nas tecnologias e investimentos já disponíveis e buscar maneiras de ampliá- las para ser mais previsivos e preventivos.

Depois precisam reconhecer a importância de poder interconectar seus sistemas a fim de compartilhar dados e convertê-los em inteligência, e converter a inteligência em ação. Esta integração conseguirá simplificar operações entre despachadores e analistas, que já não se verão sobrecarregados com tantos acessos e computadores.

A entrega adequada de informações relevantes e na hora ajuda a minimizar a distração do policial, melhorar o reconhecimento da situação e responder rapidamente. Podem ser forjados laços mais sólidos com a comunidade compartilhando alertas e denúncias de atividades delitivas em tempo real, melhorando a transparência e a participação da cidadania.

A Segurança não se vê, se sente

As soluções de segurança pública inteligente operam “entre bastidores” para proporcionar uma visão operacional comum, agrupar dados e garantir um fluxo de informações em tempo real otimizado para melhorar os resultados. Quando se consegue interpretar o contexto de cada usuário, inclusive a localização, o estado, reforços, etc., pode-se transmitir informações importantes para minimizar o nível de distração do policial e ajudá-lo a permanecer concentrado durante todo o incidente.

Podem ser geradas na hora milhares de conexões de cidadãos, redes sociais, vídeo e sensores para ajudar a prever delitos e resolver incidentes. Em último caso, ao aproveitar a tecnologia como multiplicador de forças, os órgãos de segurança pública podem proteger suas comunidades com custos mais baixos e maior eficiência.

Fonte: Motorola Solutions

Referências:

1. “Police budget cuts: unpaid volunteers now used in key roles, “ The Guardian, 18 de outubro de 2014
2. “Policing is Suffering – 41% of Agencies Still Facing Budget Cuts: PERF”, The Crime Report, 14 de fevereiro de 2013
3. “The Next Privacy Battle, “ Forbes, 30 de agosto de 2012
4. Intelligence and Analytics in Public Safety, Aberdeen Group, outubro de 2013
5. Estudo sobre segurança pública na América Latina, Chile, outubro de 2015
6. Channel News, 26 de mayo de 2016
7. Future Trends in Policing, PERF, 2014 8. Estudo sobre segurança pública 2014 da Motorola Solutions