
|
Defesa
@ Net
Matéria Reeditada sem alteração de
conteúdo
|
Fotos
LEGENDA
DAS FOTOS
Foto 1 - Chegada
ao Brasil dos SK-105 A2 Kürassier em 02.02.2001.
Foto: Jornal do Brasil
Foto 2 - Sete
SK-105 A1 Kürassier do Exército Argentino em manobras.
Foto: Exército Argentino
Foto 3 - SK-105
A1 Kürassier do Regimiento de Caballeria Ligero 3 do Exército
Argentino.
Foto: Exército Argentino
Foto 4 - SK-105
Kürassier em testes na Áustria
Foto: Steyr AG
Foto 5 - Transporte
de Tropas SAURER, cujo chassi originou o
SK-105 Kürassier
Foto: Steyr AG
Foto 6 - Momento
do disparo de um SK-105 Kürassier
Foto: Steyr AG

Foto 9 - Versão
Escola do SK-105 Kürassier
Foto: Steyr AG
Foto 10 -
Vista frontal do SK-105 Kürassier
Fotos: Steyr AG
Foto 11- Vista
superior do SK-105 Kürassier
Foto: Steyr AG

Foto 12 -
Caça-tanque ENGESA EE-17 SUCURI I protótipo, Brasil
final dos anos 70.
Foto: Engesa S/A
Foto 13 -
Caça-tanque ENGESA EE-18 SUCURI II protótipo, Brasil
final dos anos 80.
Fotos: Engesa S/A
|
Revista
Virtual
|
Defesanet
06 Abril 2001
Reeditado Novembro 2005
|
Defesa
@ Net
|
PANZERJÄEGER
KÜRASSIER SK-105 A2
O
MAIS NOVO BLINDADO DO CORPO DE FUZILEIROS
NAVAIS DA MARINHA BRASILEIRA
Expedito
Carlos Stephani Bastos,
Pesquisador de Assuntos Militares
Universidade Federal de Juiz de Fora
A mais recente aquisição da Marinha do Brasil
acaba de chegar ao Rio de Janeiro, no último dia
02 de fevereiro de 2001.
Trata-se
de um lote de l8 (dezoito) caça tanques SK -105 A2
KÜRASSIER adquiridos da firma Austríaca STEYR-DAIMLER-PUCH
SPEZIALFAHRZEUG AG, que irão equipar o Corpo de Fuzileiros
Navais.
Este
blindado foi concebido utilizando o chassi do blindado Saurer,
desenvolvido para o Exército Austríaco pela
firma Oesterreichische Saurerwerk AG, entre os anos de 1959
a 1969. Posteriormente esta empresa foi comprada pela Steyr-Daimler-Puch
AG que utilizando seu chassi lançou um protótipo
em 1967 do SK-105 Kürassier, sendo que sua produção
seriada ocorreu três anos após, sendo os primeiros
entregues ao Exército Austríaco.
Partindo
de grandes modificações do primitivo Saurer,
do qual foram conservados muitos componentes de eficácia
comprovada, foi montada um torreta com canhão de
l05mm, o que obrigou a modificações da colocação
do motor, transmissão, e dos redutores laterais,
os quais foram deslocados para a parte traseira ou dianteira
do veículo. Sua torre é derivada da francesa
FL 12 que equipava os AMX 13 de segunda geração.
Os primeiros 12 modelos utilizavam a torre francesa FL 12
fabricada na França pela firma Fives Lile-Cail, sendo
que os modelos posteriores passaram a utilizar a torre modificada
e já fabricada na Áustria pela firma Vöest-Alpine,
um pouco maior do que a antecessora, dando mais espaço
para sua tripulação que é de 3 homens.
Seu canhão
é de alma raiada calibre 105mm de fabricação
Francesa com um tubo de 3,68m com freio de boca de duplo
defletor, provido de camisa térmica. Pode disparar
munições de carga oca idênticas as do
carro de combate francês AMX-30, com uma velocidade
inicial menor (800m/seg). Este projetil pode perfurar um
blindagem de aço de 360mm de espessura com um ângulo
de 90º ou de 150mm com um ângulo de 65º,
podendo deduzir que este canhão é capaz de
deixar fora de combate a qualquer dos blindados em uso na
região sul-americana. Este canhão está
previsto de um sistema semi-automático de carregamento,
que originariamente fora concebido para o canhão
de 75mm instalada na torre FL-10 do AMX-13. Está
ainda armado com um metralhadora coaxial de 7,62mm com dois
mil cartuchos e seis lança granadas fumígenas
de 80mm com uma reserva de 12.
Pelo
fato de possuir seu canhão quase que no teto da torre,
diferente dos demais, isto se torna uma grande vantagem
, pois reduz em muito as superfícies expostas ante
ao inimigo, quando dispara de locais protegidos. O artilheiro
dispões de um visor telescópico com aumento
de 8 vezes e de dois periscópios. Pode ainda ser
colocado um telêmetro laser. Este veículo não
possui capacidade anfíbia
Sobre
o mesmo chassi foi desenvolvida uma versão Veículo
Socorro, Veículo de Engenharia e um Veículo
Escola.
Foram
fabricados 600 veículos nas suas três versões
do SK-105 Kürassier, os modelos A1, A2 e A3, o modelo
A1 e A2 possuem canhões franceses de 105mm modelo
l05G1, e o A-3 canhão norte-americano de 105mm modelo
M-68. Todas as versões podem também disparar
munição flecha. A versão A2 tem um
telêmetro laser e visor de intensificação
de imagens para o motorista. O Corpo de Fuzileiros Navais
adquiriu o veículo de maneira a ser compatível
com os atuais equipamentos tanto de comunicação
como optrônicos.
O SK-105
Kürassier está em uso na Argentina (120 veículos),
Áustria (250 veículos), Bolívia (34
veículos), Brasil (l8 veículos), Marrocos
(109 veículos), Tunísia (54 veículos).
Sua produção
encerrou-se em 1995, o que levou a muitos a considerar como
os veículos recebidos elo Corpo de Fuzileiros Navais
como sendo veículos de segunda mão. Ver Nota
Nota:
Os 18 tanques SK 105 A2 Kürassier adquiridos pela
Marinha Brasileira, não são usados, e
sim novos, conforme informações do fabricante.
A firma Steyr-Daimler-Puch AG retomou a linha de produção
para atender exportações daquele veículo,
além dos adquiridos pelo Brasil foram vendidos
mais 50 para Botswana, país africano. Vale ressaltar
que este país recebeu também as versões
socorro e a primeira versão Comando, desenvolvida
pela primeira vez pelo fabricante. |
Vale
ressaltar que a firma Engesa - Engenheiros Especializados
S/A, chegou a desenvolver um blindado caça-tanques,
denominado de EE-17 SUCURI I sobre rodas e que utilizava
a mesma torre do SK-105 Kürassier (FL-12, canhão
francês de 105mm), o qual chegou à fase de
protótipo e aí morreu. Posteriormente foi
desenvolvido um segundo modelo, que na realidade era um
outro carro, denominado EE -18 SUCURI II, canhão
italiano Oto Melara de 105mm, derivado do modelo inglês
L-7, o mesmo do M-60A3TTS adquirido pelo Exército
Brasileiro, tendo este veículo chegado à fase
de protótipo, não passando disto.
Isto
vem comprovar que a política de defesa no Brasil
deveria ser revista pois manter um parque de Indústrias
Militares seria de vital importância, pois projetos
tivemos o que faltou foi um visão mais ampla da necessidade
de manter a Indústria Brasileira de Defesa, hoje
em fase de extinção, daí ter-mos que
voltar a importar blindados de segunda mão e de diferentes
países, aumentando em muito a nossa dependência
externa numa área vital.

Foto
8 - Desenho em 4 vistas do SK-105 Kürassier.Foto:
Steyr AG
A versão brasileira possui miras diurnas e noturnas
estabilizadas para o chefe do carro, apontador e telêmetro
laser integrado na mira do atirador. O
controle de fogo computadorizado é um ELBIT de fabricação
Israelense, capaz de atacar alvos estáticos e em
movimento, tanto noturno quanto diurno.

Foto
7 - Versão Socorro do SK-105 Kürassier, a esquerda
em posição de transporte, e a direita pronto
para entrar em ação. Foto:
Steyr AG
Está também prevista a compra de um
na versão socorro.
A
Indústria Brasileira de Material de Defesa poderia
estar gerando empregos no país, e produzindo blindados
para as Forças Armadas, pois se valeu a pena para
os austríacos reativarem novamente uma linha de montagem
que estava parada de 1995, para vender 68 blindados. Isto
vale uma reflexão...
|
DADOS
TÉCNICOS
SK105
A2
País
de Origem: Áustria
Tripulação: 3 homens
Peso: 17,5 ton.
Altura: 2,51m
Largura: 2,50m
Comprimento: 7,76m com canhão e 5,58m sem canhão.
Armamento: Um canhão de 105mm e uma metralhadora
7,62mm.
Motor: Steyr 7FA diesel, 4 tempos de injeção
direta, 6 cilindros em linha
Transmissão: mecânica (como opcional
pode ser automática)
Combustível: 400 litros diesel
Autonomia: 520km (em rodovia)
Velocidade máxima: 70km/h
Suspensão: Barras de torção e
amortecedores.
Máxima inclinação lateral: 40%
Altura de obstáculo vertical: 0,8m
Inclinação máxima: 75%
Vau: 1,0m
|
|
BIBLIOGRAFIA
Fogliani,
Ricardo Sigal. Blindados Argentinos de Uruguay y Paraguay.
Ayer y Hoy Ediciones, Argentina, 1997;
Foss,
Christopher F. Jane's Armor and Artillery. International
Thomsom Publishing, Sixteenth Edition, England, 1995;
Foss,
Christopher F. Jane's World Armoured Vehicles. Macdonald
and Jane´s, London, 1979;
Bishop,
Chris and Drury. Ian. The Enciclopedia of World Military
Weapons. Crescent Books, New York, 1988;
Revista
Defensa, diversos números;
Catálogos
Engesa
___
Tecnologia Militar Brasileira - Coleção
Guerra Moderna, Editora Nova Cultural Ltda, São
Paulo, 1987
|
|
|
|