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O
F-5
( Um Clássico dos
Ares)
A história do F-5 Tiger inicia em 1954, quando técnicos
da Northrop( hje Northrop Grumman), viajaram à Europa
e à Ásia para identificar as necessidades
dos países da OTAN e SEATO (Organização
de Segurança do Sudeste da Ásia, similar à
OTAN). A resposta? Em 1955 a companhia apresenta os estudos
de um caça leve supersônico, que operaria em
pistas curtas e até em porta-aviões, mas que
seria de fácil operação e de baixo
custo. A USAF não mostrou interesse, mas precisava
de um treinador para substituir o Lockheed T-33, surgiu
o T-38 Talon (1956), com base no projeto do F-5.
A
Northrop decidiu seguir com o programa do F-5 como um projeto
privado, em julho de 1959, o avião realizava seu
primeiro vôo. Três anos após o Departamento
de Defesa escolheu o F-5 para o Military Assistance Program
(MAP). Aliados dos Estados Unidos que procuravam um caça
de custo módico começaram a ser atraídos
pelo pequeno e ágil avião. Em 1965 as primeiras
entregas ao Iran.
A
USAF encomendou 200 F-5A para usar no Vietnã, devido
às baixas maiores que o previsto. Embora fosse o
mais leve, menos sofisticado e quase sem armamento, suas
baixas eram menores que a dos outros aviões em uso
( F-4 Phantom e o F-105 Thunderchief), pois era menos atingido,
pois sua manobrabilidade permitia escapar ao fogo antiaéreo.
Grandes
encomendas para a Força Aérea do Vietnã
se seguiram. A produção por outras empresas
também, tais como Canadair (Canadá), CASA
(Espanha), FFA (Suíça), Hanjin (Coréia
do Sul) e AIDC (Taiwan).
Fácil
de voar, pilotar, custo de aquisição, operação
e manutenção baixas e com performance excepcional
o F-5 estabeleceu um padrão de referência.
Além do mais peças de reposição
acessíveis e de fácil aquisição.
Quando o resto falhava o F-5 estava disponível, quando
na Guerra Iran-Iraque (1980-1988), os F-14 iranianos, sem
peças de reposição e pilotos treinados,
eram usados como radares aéreos, para iluminar alvos
aos F-5, únicos caças que permaneciam operacionais.
A
USAF necessitava adicionar algumas capacidades ao F5-A para
lhe dar mais capacidade de combate aéreo, em especial
para enfrentar o MiG-21 soviético, que era enviado
em grandes quantidades aos aliados de Moscou. Em Novembro
de 1970, a Northrop apresentou um desenho à USAF,
que permitiria realizar missões de superioridade
aérea e enfrentar os MiG-21. Uma versão avançada
do F-5, que seria conhecido como F-5E Tiger II. Uma encomenda
de 325 aviões foi colocada, e os primeiros foram
entregues, em 1972. Mas só foram aceitos em serviço
em 1973, e a versão biplace, F-5F, só surgiu,
em 1975.
Como
as características de vôo e tamanho eram similares
ao MiG-21, a USAF usou eles nos famosos Agressor Squadrons.
Assim a US Navy Fighter Weapon School( ver o filme Top Gun
onde o F-5 representou um fictício MiG-28) e os Aggressor
Squadrons da USAF foram equipados com F-5E.
Vários
programas de modernização dos F-5E/F têm
sido desenvolvidos no mundo, inclusive pelo fabricante Northrop
Grumman. A integração de aviônica digital
ao F-5E e reforços estruturais aos aviões
permitem entrar no século XXI operando. A empresa
Northrop Grumman fabrica até hoje peças estruturais
e componentes para o avião. Interessante que as atividades
posteriores da Northrop na área de caças foram
infrutíferas: o F-20 (F-5G) não foi aceito
pela USAF e não teve compradores internacionais,
o projeto YF-17 perdeu para o que seria o F-16, e só
teve seus projetos posteriores na área de caças
como subcontratada da McDonnell Douglas no F/A-18 (desenho
baseado no YF-17) e da Lockheed Martin no JSF.
No
dia 07 de julho de 1989 os três últimos caças
F-5E foram entregues. Ao todo foram 3.806 aviões
da família F-5/T-38 produzidos. Ao final 33 países
operaram o F-5,entre eles: Bahrain, Botswana, Brasil, Chile,
Grécia, Honduras, Indonésia, Jordânia,
Quênia, Coréia, Malásia, México,
Marrocos, Noruega, Filipinas, Arábia Saudita, Cingapura,
Espanha, Suíça, Tailândia, Turquia,
Tunísia, Venezuela e Iêmen. Atualmente 26 países
ainda operam o F-5 Tiger ( informações Northrop
Grumman).
A
USAF opera os T-38 como treinador avançado. Mais
de 68.000 pilotos da U.S. Air Force treinaram no legendário
T-38, o primeiro treinador supersônico do mundo. Pilotos
da OTAN também treinam nos Estados Unidos nos T-38,
O T-38 permanece em serviço Force, com 800 em serviço
e um programa de modernização e reforço
que os manterá em serviço por mais duas décadas
A NASA também treina seus astronautas em T-38.
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