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No Brasil, a história do F-5 iniciou na prática
em março de 1975, porém, ele esteve
cotado para equipar a FAB desde 1965, em sua versão
F-5A/B. Em 1967 ele foi novamente cogitado, desta
vez como vetor do projeto SISDACTA. A preferência
era para o F-4 Phantom, mas este foi vetado pelos
americanos, que em contrapartida ofereceram o F-5C
(versão proposta pela Northrop com melhorias
baseadas no relatório de avaliação
feito no Vietnã).
O impasse norte-americano favoreceu os franceses,
tendo a FAB adquirido 16 Mirages IIID/EBR. Numa nova
disputa internacional, realizada a partir de 1971
para substituir os AT-33A, na qual participaram o
Fiat G-91, MB-326K, Harrier Mk-50, Jaguar GR1 e A-4F,
saiu vencedor o caça da Northrop, agora em
sua versão F-5E. Começava a longa história
de sucesso do Tiger II na FAB, que continua até
hoje e ainda deve durar até 2018.
A
FAB recebeu seis F-5B (FAB 4800 a 4805), quatro F-5F
(FAB 4806 a 4809) e 58 F-5E (FAB 4820 a 4877) que
foram adquiridos em dois lotes distintos, um em 1973,
direto da fábrica (06 F-5B + 36 F-5E), ao valor
de US$ 115 milhões e outro, em 1988, ex-USAF
(04 F-5F e 22 F-5E), ao custo total de US$ 13,1 milhões.
As primeiras aeronaves da "Operação
Tigre", como ficou conhecido o translado do primeiro
lote, foram entregues a partir de 28 de fevereiro
de 1975 em Palmdale. Eram três F-5B, que chegaram
ao Brasil no dia 06 de março do mesmo ano,
sendo seguidos de outros três em 13 de maio.
Em 12 de junho de 1975, chegavam os primeiros quatro
F-5E à BAGL, dando início a uma ponte
aérea que só terminaria em 12 de fevereiro
do ano seguinte, totalizando 36
aeronaves.
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Enquanto a rotina seguia tranqüila em Canoas,
em Brasília o Estado-Maior da Aeronáutica
fechava os últimos detalhes de um contrato
via FMS (Foreign Military Sales) para a compra de
um lote de F-5E/F, com o objetivo de repor perdas
e incrementar a frota. O fechamento deste contrato
encerrava uma longa busca iniciada em 1985 por um
lote adicional de aeronaves de caça, que inclusive
esteve perto de não ser um lote de F-5, dada
a negativa americana em vender novas unidades e a
escassez de células usadas em outros mercados.
Depois de muito procurar, chegou-se a um acordo com
o governo Reagan, que aceitou negociar quatro F-5F
e 22 F-5E, que sairiam das fileiras da USAF, a um
custo de US$ 13,1 milhões. As células
escolhidas entre as disponíveis para venda
no inventário da USAF viriam das unidades sediadas
em Williams AFB (405th TTW) e Nellis AFB (57th TTW),
esta última famosa por abrigar dois esquadrões
Aggressors, o 64th e o 65th AS.
Desde
o início as coisas se desenhavam para alocar
os "novos" F-5 em Canoas. Como as aeronaves,
apesar de serem do mesmo modelo (E), eram de versões
diferentes (no caso, versão USAF), seria impossível
operacionalmente simplesmente dividir elas entre SC
e CO. Era preciso separar os lotes e como o planejamento
do MAer era ter uma Unidade de Defesa Aérea
no Sul, a balança pesou para as bandas (ou
pagos) de Canoas, que ficaria com os Aggressors, visto
a ausência do probe não fazer falta em
missões de interceptação e combate
aéreo. Com tudo ajustado entre os governos
brasileiro e americano, ficou acertado que as aeronaves
estariam disponíveis em meados de agosto de
1988, em Nellis, de onde seriam transladadas em vôo
para o Brasil. Apesar de a FAB ter toda a condição
de fazer o translado em vôo praticamente direto,
valendo-se do REVO com os KC-137, a ausência
de probe nos F-5 yankees inviabilizava esta opção.
As aeronaves teriam que vir "pingando" desde
Nellis. Seria uma longa e complicada viagem dos "bicudos"
para a sua nova casa
Textos
do livro
Já
te atendo tchê!
- A História do 1°/14° GAV, o Esquadrão
Pampa
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