Pesadelo
em Mogadishu
Fernando
Diniz
Pesquisador em Forças Especiais
e Armas Leves
Após
triunfarem e serem aclamadas na Operação Tempestade
do Deserto o cidadão vê nos principais jornais
fotos com corpos de seus soldados sendo dilacerados pela
turba somali.
Uma
unidade Ranger do Exército dos Estados Unidos e membros
da Força Delta são insertados por helicóptero
em Mogadishu, capital da Somália, no dia 3 de outubro
de 1993. Sua missão : capturar membros de um clã
somali, os Habr Gidr, que de acordo com Washington, opunham-se
às tentativas de paz neste conturbado país
africano, desafiando, portanto, os interesses americanos.
Já
havia sido feito antes...Entrar e sair de uma área
hostil por helicóptero antes que a população
local se desse conta.
Descendo
rapidamente por cabos pendentes de helicópteros UH-60
Blackhawks e apoiados por helicópteros OH-6 Little
Birds, a Força Delta moveu-se rapidamente e capturou
todos os Habr Gidr que tinham ido buscar. A operação
deveria durar menos de uma hora, mas de repente, as coisas
começaram a sair errado. Imobilizados em terra, eles
passaram uma noite aterrorizante, lutando sem parar por
suas vidas, contra uma multidão sempre crescente
de guerrilheiros somalis. Quando tudo terminou, dois UH-60
Blackhawks que transportavam os Rangers haviam sido abatidos
por disparos de RPG, quatorze americanos estavam mortos
e mais de setenta feridos. E o mundo assistira, horrorizado,
as multidões ululantes de guerrilheiros somalis arrastarem
pelas ruas poeirentas de Mogadishu os corpos de soldados
mortos da nação mais poderosa do planeta,
golpeando-os, mutilando-os e eventualmente comendo pedaços
!
Esta
é a história destas horas de horror e vergonha.
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No
meio da tarde do dia 3 de outubro de 1993, uma força
de dezessete UH-60 Blackhawks levando 75 Rangers e 40 membros
da Força Delta apoiados por oito OH-6 Little Birds
de ataque decolaram para uma operação "
quase de rotina ". Enquanto os Delta capturavam seus
objetivos, os Rangers deveriam organizar e manter um perímetro
de segurança, enquanto um comboio de 12 veículos
Humvee e caminhões deveria percorrer um trajeto de
não mais do que 5 km até o perímetro,
embarcar os prisioneiros, os Delta e Rangers e retornar
para a área mantida pelas forças dos Estados
Unidos na periferia da cidade de Mogadishu.
Enquanto
os helicópteros OH-6 Little Birds da Força
Delta circulavam procurando alvos de ocasião, os
Delta desembarcavam de seus UH-60 e atacavam a casa onde
se encontravam reunidos os principais líderes dos
Habr Gidr, capturando todos os que tinham ido buscar. Começa
o desembarque dos Rangers para criarem o perímetro
defensivo, enquanto esperam pelos Blackhawks que irão
retirá-los.
Neste
momento, o Ranger Todd Blackburn atrapalha-se ao descer
e cai de uma altura de 10 metros. O soldado Mark Good, médico
do Pelotão Ranger Chalk Four desce em seguida, e
após rápido exame, avisa que Blackburn está
seriamente ferido, e se não for evacuado imediatamente
ao hospital da Base, vai morrer. O resto do Pelotão
já desembarcou e começa a receber fogo esporádico
de atiradores somalis, alertados pelo movimento inusitado
dos helicópteros. Arrastam o ferido para uma precária
proteção atrás de dois carros estacionados.
Contatam via rádio o Major Mike Steele, Cmte. do
Batalhão Ranger, que desembarcou com seu grupo (
Chalk One ) duas quadras ao sul do perímetro original.
O rádio subitamente silencia. Recebeu uma bala de
um sniper somali.
O
fogo de AK-47 torna-se mais intenso, e os oficiais que acompanham
o combate a bordo de AWACS circulando a cidade, descobrem
que os Rangers meteram-se num ninho de vespas. As camêras
montadas em AWACS e helicópteros mostram multidões
de somalis erguendo barricadas para impedir a chegada de
reforços.
Eles
correm aos bandos em direção ao local onde
os helicópteros orbitando tentam dar algum apoio
aos Rangers encurralados. E todos parecem estar armados...
O
Pelotão Chalk Four já atira em todas as direções,
tentando manter os somalis à distância... Embora
os Rangers tenham recebido estritas ordens para não
atirar em ninguém que não esteja apontando-lhes
uma arma, a situação começa a ficar
irreal...Mulheres com crianças nos braços
disparam pistolas, e garotos de dez anos disparam AK-47
de todos os lados...E mais gente chega para assistir a batalha...
Até mesmo velhos e enfermos aproximam-se aparentemente
sem medo dos precisos disparos dos Rangers...
O
Ten. Perino, oficial de Operações do Btl.
Ranger ( Chalk One ) informa que o comboio de resgate ainda
não começou a deslocar-se, e eles tem que
agüentar até a sua chegada. O ferido piora a
cada momento. Eles resolvem mudar de posição,
e transportando uma maca com o ferido, começam uma
corrida desesperada rua abaixo, correndo um pouco, largando
a maca para responder ao fogo, correndo mais alguns metros,
outra vez parando para responder ao fogo...
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Após
a saída dos helicópteros, o Sgt. Jeff Struecker
aguardou a ordem de sair com o comboio de resgate para recolher
os Delta e Rangers, que estão a apenas 5 min de distancia
da base...Mas serão os 5 min mais longos da história...
Struecker, um rapaz de 24 anos não consegue entender
o que os Estados Unidos fazem na Somália, um pais
miserável onde ninguém gosta deles ou quer
sua ajuda...Mas é um soldado, e sua missão
é liderar o comboio, recolher os prisioneiros somalis,
os Delta e Rangers e voltar correndo...
Dois
minutos após iniciar seu deslocamento, o comboio
está totalmente perdido nas ruelas de Mogadishu...Struecker
fez uma curva errada, metade do comboio o seguiu, a outra
metade virou noutro sentido e agora ninguém sabe
onde está...E pior : começam a receber fogo
cerrado de AK-47 e RPG de todos os lados...
Um
grupo de três Humvee transporta um pelotão
formado por Delta e SEALs, a unidade de elite da Marinha
americana ( Navy). Eles correm adiante do comboio para unirem-se
à força principal, que tem 24 somalis prisioneiros
para serem algemados. Quando se aproximam da casa começam
a receber fogo de AK-47, que atinge vários a bordo.
O Sgr. Tim Martin da Força Delta é salvo pela
faca de combate no seu cinto, que absorve um impacto a queima-roupa...
Eles encontram os Rangers encurralados com vários
feridos, embarcam-nos num Humvee e este parte à toda
de volta para a Base por ruas agora cobertas por pesado
fogo inimigo...
O
veículo abre caminho a bala, usando um lança-granadas
Mk19 40 mm e uma .50 que literalmente arranca do chão
os somalis atingidos por seu fogo...
Mas
as coisas andam mal... Quase imediatamente o operador da
.50 é atingido na cabeça por um somali que
simplesmente pulou dentro do Humvee... Ambos morrem imediatamente,
mas a pesada metralhadora agora está silenciosa...E
mais somalis atiram a queima-roupa nos soldados americanos
enquanto estes correm para o perímetro da Base...
Ao chegarem, o Humvee está coberto de sangue, com
dois mortos a bordo, o metralhador e o somali, e vários
feridos, além do soldado Blackburn...
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Enquanto
os Rangers do Pelotão Chalk Four e os Delta lutam
por suas vidas, e o comboio perdido gira sem cessar por
ruas cada vez mais perigosas, os UH-60 e OH-6 tentam criar
um perímetro protetor usando suas armas de bordo...
Neste momento, o UH-60 Blackhawk código Super 61
pilotado pelo Capt. Cliff Woolcott recebe um disparo de
RPG que arranca o rotor traseiro... A nave gira subitamente
sem controle, e cai sobre algumas casas, a cerca de 1 km
do perímetro mantido pelo Chalk Four...
Todos
os Blackhawk transportam além da tripulação
de quatro homens mais dois membros da força Delta
como proteção...
No
impacto com o solo, Woolcott e seu co-piloto morrem instantaneamente,
mas os outros tripulantes e os Delta sobrevivem apenas levemente
feridos...
Um
outro pelotão Ranger ( Chalk Two ) corre até
o local e resgata os feridos, mas tem problemas para retirar
os corpos de Woolcott e seu co-piloto dos destroços...E
os somalis avançam em ondas, contidos pelo fogo dos
Rangers e dos dois Delta...
Finalmente
conseguem retirar os corpos e correm até uma casa
nas proximidades, onde buscam abrigo...Um OH-6 consegue
pousar num exíguo espaço entre as casas e
resgata os mortos, decolando no último momento sob
fogo cerrado...
Enquanto
isso, o comboio perdido gira pelas vielas da cidade, recebendo
sem cessar fogo de armas leves e RPG, transportando já
vários mortos e feridos...
Embora
os homens no comboio ainda não saibam, acabam de
receber novas ordens. A missão básica ainda
continua a ser recolher os Rangers, os Delta e seus prisioneiros...Mas
ao invés de retornar à Base, eles agora devem
seguir até o local da queda do primeiro Blackhawk
e recolher Woolcott e sua tripulação...
Perdidos
e vagando pelas estreitas ruelas de Mogadishu, eles são
dirigidos por oficiais que observam a cena de aeronaves
AWACS orbitando no céu... Mas o que os oficiais não
conseguem ver é que o comboio está cada vez
mais debilitado e precisando ele próprio de socorro...
O
Ranger Ben Ohtic maneja uma .50 no topo de um Humvee...
Ele acabou de ver uma granada de RPG atingir um caminhão
de 5 ton, e levar as pernas do Sgt. Dave Wilson, que corria
ao lado do veículo... Seus colegas apanham e jogam-no
no caminhão. Ohtic também é ferido
quase imediatamente, bem como os Sgts. Bob Gallagher e Bill
Powell.
Não existem suficientes veículos para transportar
todos os Rangers e Delta, e os ilesos devem correr ao lado
dos veículos.
De
alguma maneira, os Rangers conseguem juntar-se aos Delta
e seus prisioneiros, e ocupam algumas casas...Pedem sem
cessar evacuação mas é impossível
pousar um helicóptero naquele labirinto infernal...Eles
têm que agüentar...
Homens
morrem e mais homens são feridos enquanto a tarde
avança e os soldados se dão conta subitamente
que vão passar a noite naquele inferno...E a maioria
deles deixou na Base seus coletes a prova de balas devido
ao calor sufocante, e também deixaram para trás
os equipamentos de visão noturna...Afinal, era apenas
uma missão de rotina...
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De
repente, outro Blackhawk ( código Super 64 ) é
atingido por RPG e estatela-se no chão... O piloto,
Mike Durant, é seriamente ferido mas consegue sair
da nave sinistrada. Sua tripulação, ilesa,
forma um perímetro em volta do local da queda, mas
aos poucos vão sendo mortos pelos somalis... Finalmente
Durant está só... Um grupo de somalis chega
e começa a espancá-lo, enquanto arrancam suas
roupas...Ele desmaia e é levado para um casebre...Um
trunfo valiosíssimo : um oficial americano prisioneiro...!!!
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A
noite chega e os Rangers e Deltas, reunidos num perímetro
apertado, entre algumas casas meio destruídas, aguardam
um resgate que parece nunca chegar...
Começam
a surgir atritos entre eles... Os Deltas, soldados altamente
profissionais, e acostumados a este tipo de situação,
obedecem apenas aos seus próprios líderes,
não levando em consideração o Capt.
Mike Steele, Cmte. dos Rangers, que juntou-se a eles no
perímetro...Acham que os Rangers são pouco
mais do que adolescentes em uniforme, pois a idade média
é de 19 anos...
Finalmente,
o comboio alcança o perímetro, e o Sgt. Matt
Eaversmann começa a carregar os pesadamente danificados
veículos com seus feridos e mortos, os feridos e
mortos do perímetro e os prisioneiros...
Mais
uma vez não há lugar a bordo para os ilesos,
e eles começam a deslocar-se a pé sob pesado
fogo de snipers.
Num
dos Humvees o Ranger Eric Spalding maneja uma .50 com efeitos
devastadores...De repente, uma mulher somali corre para
o veículo com uma criança de colo nos braços...
Spalding suspende o fogo apenas para ver horrorizado a mulher
erguer uma pistola para eles... Ele fecha os olhos e aperta
os gatilhos da Browning... O Humvee treme com o recuo da
pesada arma... O soldado não olha para trás...
O
SEAL John Gay e o Delta Matt Rierson não sabem para
onde o comboio se dirige...A única coisa que sabem
é que o Cmte. Ten-Cel Danny McKnight não tem
experiência neste tipo de combate, e detém
o comboio em cada esquina, como se aguardasse o sinal ficar
verde...E cada vez que isto acontece, mais homens e veículos
são atingidos, pois é nas esquinas que os
somalis ficam emboscados disparando RPGs e AKs...
O
Sgt Ranger Casey Joyce protege-se ao lado de um muro baixo,
e logo nota o Spec. SEAL Jim Telscher fazendo-lhe frenéticos
sinais para sair dali, pois muros são altamente perigosos
por causa de ricochetes...Um segundo depois, um projétil
de AK ricocheteia no muro e atinge Joyce na coxa...Mais
um segundo e outro projétil arranca-lhe uma bochecha...Ele
cai e o SEAL corre até ele, arrastando-o para lugar
seguro...
Finalmente
Eaversmann consegue dirigir o semi-destruido comboio de
volta à Base
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Um
segundo comboio saiu da Base para tentar alcançar
o local da queda do segundo Blackhawk, e quase imediatamente
também acha-se sob fogo cerrado...
Somente
os experientes Delta mantém a cabeça fria
e tentam controlar a situação...Cada vez que
alguém é ferido, eles o colocam nos veículos
e seguem correndo a pé ao lado, disparando sem cessar
e literalmente " abrindo caminho a bala", enquanto
ambos os comboios agora seguem rotas convergentes...
Alguns
dos veículos estão quase sem munição...
Foram disparados milhares de tiros de vários calibres...Os
comboios agora abandonaram suas missões originais
e apenas lutam por suas vidas e para voltarem à Base...
Mas ainda falta muito...
Num
Humvee o Ranger James Cavaco maneja um lança-granadas
M19 com mortífera precisão... As granadas
de 40mm projetadas para perfurar duas polegadas de concreto
explodem entre a multidão somali, causando verdadeiros
massacres...
O
Ranger Kowalewski e dividido ao meio por um projétil
de RPG que atravessa o caminhão que dirigia, sem
explodir, pois havia sido disparado a queima-roupa...
Seus
colegas arrastam as duas partes do amigo e alguém
salta para o assento ensopado de sangue e vísceras,
e segue dirigindo...
Finalmente
ambos os comboios encontram-se...A cena é fantástica...O
Humvee líder fumega e todos os pneus estão
arrebentados. Todos os outros veículos parecem estar
na mesma situação, e o mais chocante é
que estão cheios de mortos e feridos...
O
Sgt. Scott Galentine, normalmente um sujeito risonho, cambaleia
em choque com uma mão quase arrancada; o duro e veterano
Sgt. Tim Martin, quase dividido ao meio por uma explosão
de RPG, continua, de alguma maneira, vivo...O Ranger Rodriguez
é uma massa sanguinolenta e gemente; o ex-boxeador
Sgt. Lorenzo Ruiz, com um tubo de plástico enfiado
nos pulmões para seguir respirando, parece pequenino
e frágil...E a lista continua...
Eles
começam a viagem de volta à Base...
Num
Humvee o Ranger Galewsky está furioso... Ele agora
não liga mais para as instruções sobre
procedimentos de fogo... Atira em tudo o que se move com
sua poderosa Browning .50... Não importa se são
homens, mulheres ou crianças...Todos atiram nele
e em seus amigos e ele atira de volta...Aqueles Rangers
mortos e morrendo são seus amigos, seus melhores
amigos, mais próximos dele do que sua própria
família, e ele vai fazer o possível para que
possam voltar para casa.
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Um
novo comboio, desta vez formado por quatro M-60 paquistaneses,
28 M-113 malaios e 250 Rangers em caminhões e Humvee
sai da Base para encontrar e escoltar os restos dos comboios
anteriores... Vai também receber sua parte de fogo
mas alcança e escolta os remanescentes dos dois comboios
anteriores de volta ao perímetro...
As
cenas na Base são aterrorizantes : dezenas de feridos
e mortos espalhados pelo chão, sendo atendidos por
médicos e enfermeiros, e Rangers sobreviventes vagando
entre eles, em choque e chorando abertamente...
Num
canto do perímetro, os Delta sobreviventes, faces
fechadas e olhos secos, recolhem munição e
suprimentos e apresentam-se a seus oficiais superiores para
saírem outra vez... Talvez a diferença entre
garotos e homens esteja aí...
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Um
APC saudita encontra na cidade uma multidão somali
que arrasta pela rua o corpo mutilado de Bill Cleveland,
o co-piloto de Woolcott...
Questionados
pelos sauditas porque agiam desta forma, pois não
era permitido pelo Corão ( ambos povos são
muçulmanos ), recebem ordem de seguir se não
quiserem o mesmo destino... Os sauditas partiram...
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Em
Washington, o Pres. Clinton está indignado. Ele não
havia sido informado desta missão e está furioso
com a situação. Uma contagem prévia
indicou 18 soldados americanos mortos e 73 feridos. Centenas
de somalis foram mortos e milhares estão feridos.
Numa reunião no Salão Oval estão Clinton,
seu porta-voz Samuel Berger e a representante dos EUA na
ONU, Madeleine Albright. Junta-se a eles o ex-embaixador
na Somália Robert Oakley, o Secretário de
Defesa Christopher Waren e os Chefes das Forças Armadas..
Oakley recebe ordens pessoais do Pres. Clinton para dirigir-se
a , contatar o líder dos Habr Gidr, Mohammed Aidid,
e exigir a libertação imediata de Durant,
sem condições.
Oakley
leva a seguinte mensagem : O Presidente dos Estados Unidos
quer o piloto Durant libertado. Agora.
Ele
transmite seu recado e acrescenta : a força americana
agoira é formada por um porta-aviões, uma
Brigada de Marines, tanques, helicópteros de ataque...Uma
força capaz de mandar pelos ares a Somália
inteira...
Aidid
recebe a mensagem e age rapidamente. O prisioneiro é
imediatamente liberado e recebido com festa em Washington.
O
pesadelo terminou...Em poucas semanas não haverá
mais um único soldado americano na Somália.
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Muita
coisa ainda será escrita sobre estes acontecimentos,
mas uma coisa ficou gravada de forma indelével :
mesmo uma força bem treinada, quando enfrentada com
decisão e ferocidade, pode ser vencida e expulsa.
Os US Rangers que o digam...
Fontes
: Blackhawk Down !!! - Mark Bowden
Philadelphia Inquirer - Washington DC
Nota
Defesanet - Embora esta Operação seja dois
anos após a Desert Storm, consideramos como uma extensão
desta guerra. O choque de ver os miolos de seus soldados
sendo comidos pelos locais foi um choque brutal para o Governo
e população americana.
Os
resultados do desastre de Mogadishu influenciaram as operações
militares americanas posteriores e a tentativa de seus oponentes
em recriar as condições que lhes foram tão
propícias e obtidas uma vitória expressiva.