COBERTURA ESPECIAL - Russia Docs - Geopolítica

19 de Março, 2018 - 12:00 ( Brasília )

Moscou não busca nenhuma corrida armamentista e quer resolver disputas, diz Putin


A Rússia não tem nenhum interesse em uma nova corrida armamentista e fará tudo que puder para resolver divergências com outros países ao mesmo tempo que defende seus interesses nacionais, disse o presidente russo, Vladimir Putin, nesta segunda-feira.

Putin, durante reunião com os adversários que derrotou na eleição presidencial de domingo, disse que a Rússia quer ter diálogos construtivos com seus parceiros internacionais, mas disse que eles precisarão retribuir e respeitar a Rússia.

Putin aproveita grande vitória após conquistar mais 6 anos no comando da Rússia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, consolidou sua reeleição de lavada nesta segunda-feira, ampliando seu domínio sobre o maior país do mundo por mais seis anos em um momento em que suas relações com o Ocidente estão em uma trajetória hostil.

A vitória de Putin estenderá seu domínio político sobre a Rússia a quase um quarto de século até 2024 —o maior mandato desde o ditador soviético Josef Stalin—, quando Putin terá 71 anos. Putin prometeu usar seu novo mandato para reforçar as defesas da Rússia contra o Ocidente e para elevar padrões de vida.

Em um resultado que nunca esteve em dúvida, a Comissão Central Eleitoral, com quase 100 por cento dos votos apurados, anunciou que Putin, que tem governado a Rússia como presidente ou primeiro-ministro desde 1999, havia ganhado a eleição com 76,68 por cento dos votos.

Com mais de 56 milhões de votos, foi a maior vitória de Putin e a mais ampla de qualquer líder da era pós-soviética.

Em discurso na noite de domingo, perto da Praça Vermelha, Putin disse a uma multidão que interpreta a vitória como um voto de confiança no que alcançou nos últimos anos em difíceis condições.

“É muito importante manter essa união”, disse Putin, antes de liderar a multidão em repetidos clamores de “Rússia!”. Em seguida, ele disse a uma reunião de partidários que tempos difíceis estão vindo, mas que a Rússia tem a chance de fazer um “avanço”.

Apoiado pela TV estatal, pelo partido governista, e com uma taxa de aprovação de cerca de 80 por cento, Putin não enfrentava nenhuma ameaça considerável em uma disputa com sete adversários.

Seu concorrente mais próximo, o candidato do Partido Comunista, Pavel Grudinin, conseguiu 11,8 por cento dos votos, enquanto o nacionalista Vladimir Zhirinovsky obteve 5,6 por cento. Seu oponente mais expressivo, o anticorrupção Alexei Navalny, foi proibido de concorrer.

Críticos afirmam que autoridades obrigaram pessoas a ir às urnas para garantir que a monotonia de uma disputa unilateral não levasse a um baixo comparecimento.

Os números mais recentes indicam que o comparecimento eleitoral foi de 67,47 por cento, pouco menos do que os 70 por cento que o governo estaria buscando, de acordo com reportagens da mídia russa.

A Comissão Central Eleitoral da Rússia disse na manhã desta segunda-feira que não havia registrado nenhuma queixa séria sobre violações e que, este ano, foram registradas metade das irregularidades do que na eleição de 2012.

Rússia continuará a ser parceiro difícil para Europa, diz ministro das Relações Exteriores da Alemanha

A Rússia vai continuar a ser um parceiro difícil, disse o novo ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, em uma reação à reeleição do presidente russo, Vladimir Putin, no domingo.

A União Europeia tem de ser capaz de continuar a conversar com a Rússia, apesar de uma série de questões, disse ele.

“O resultado da eleição na Rússia foi tão previsível para nós quando as circunstâncias da eleição. Não podemos falar sobre uma competição política justa como a entendemos”, disse ele ao chegar a um encontro mensal entre ministros das Relações Exteriores da UE.

“A Rússia vai continuar um parceiro difícil. Mas a Rússia também será necessária para soluções para os grandes conflitos internacionais, então queremos manter o diálogo”, disse Maas.

 


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