COBERTURA ESPECIAL - Russia Docs - Geopolítica

28 de Dezembro, 2017 - 09:45 ( Brasília )

Rússia irá limitar alcance de voos de observação militar dos EUA, diz RIA


Moscou irá limitar o alcance de voos de observação militar dos Estados Unidos sobre a Rússia a partir do dia 1º de janeiro do próximo ano em retaliação a restrições semelhantes impostas contra voos russos sobre os EUA, relatou a agência de notícias RIA, nesta quarta-feira.

Os Estados Unidos têm acusado a Rússia de ignorar o Tratado de Céus Abertos, um acordo que entrou em vigor em 2002 para estimular a confiança entre as Forças Armadas dos dois países, e disse que planeja tomar medidas contra Moscou.

O jornal The Wall Street Journal relatou em setembro que essas medidas incluiriam a restrição de voos militares russos sobre o território norte-americano em resposta ao que disse ser Moscou impedindo voos de observação dos EUA sobre seu altamente militarizado enclave báltico de Kaliningrado.

Segundo relatos, os Estados Unidos pretendia restringir voos russos sobre o Alasca e Havaí, assim como limitar a distância de vôos de observação russos.

Nesta quarta-feira, Georgy Borisenko, uma autoridade graduada do Ministério de Relações Exteriores da Rússia disse que Moscou dará passos recíprocos em resposta às novas medidas dos EUA a partir do dia 1º de janeiro e irá limitar o território sobre o qual aviões de observação norte-americanos podem sobrevoar, de acordo com a RIA.

Falha em lançamento de satélite foi causada por erro de programação

O vice-primeiro ministro russo Dmitry Rogozin disse nesta quarta-feira que a falha no lançamento de um satélite de 2,6 bilhões de rublos (44,95 milhões de dólares) no mês passado foi causada por um vergonhoso erro de programação.

A Roscosmos, agência espacial russa, disse no mês passado que perdeu contato com o recém-lançado satélite climático Meteor-M após ter decolado do novo cosmódromo de Vostochny.

Dezoito satélites menores que pertenciam a pesquisas científicas e companhias comerciais de Rússia, Noruega, Suécia, Estados Unidos, Japão, Canadá e Alemanha, estavam a bordo do mesmo foguete.

Falando à emissora de TV estatal Rossiya 24, Rogozin disse que o problema foi causado por falha humana. O foguete que carregava os satélites foi programado com as coordenadas erradas, disse ele, explicando que tinha sido orientado para decolar de um cosmódromo diferente -Baikonur -, que Moscou arrenda do Cazaquistão. “O foguete realmente foi programado como se a decolagem fosse acontecer em Baikonur”, disse Rogozin. “Eles não entenderam as coordenadas direito”.

Putin diz que explosão em supermercado de São Petersburgo foi "ato terrorista"



O presidente russo, Vladimir Putin, disse que uma explosão em um supermercado de São Petersburgo na quarta-feira foi um ato de terrorismo, e que agentes de segurança cujas vidas forem ameaçadas por suspeitos terroristas devem atirar para matar, se necessário.

Putin se pronunciou nesta quinta-feira durante cerimônia de premiação no Kremlin para russos que serviram na Síria. “Você sabe que ontem, em São Petersburgo, um ato terrorista foi conduzido”, disse Putin ao público, se referindo à explosão que deixou 13 clientes feridos em um supermercado. Investigadores abriram um inquérito sobre a explosão de quarta-feira, que disseram ter sido causada por uma bomba caseira feita com pedaços de metal.

Relatos da mídia russa disseram que a bomba estava escondida em um guarda-volumes onde clientes deixam seus pertences. Putin disse ainda que agentes de segurança não devem correr nenhum risco com suas próprias vidas se confrontados por suspeitos de serem terroristas.

“Eu, ontem, ordenei que o diretor do FSB (Serviço Federal de Segurança da Rússia) agisse dentro do âmbito legal quando detendo esses bandidos, claro, mas se há uma ameaça à vida e bem-estar de nossos funcionários... ajam decisivamente, não façam nenhum prisioneiro e liquidem os criminosos no local”.


Homem armado abre fogo em fábrica em Moscou deixando um morto e fazendo reféns, diz RIA


Um homem armado abriu fogo contra uma fábrica de massas em Moscou nesta quarta-feira, deixando um morto e fazendo reféns, relatou a agência de notícias estatal da Rússia, RIA, citando fontes.

O prédio da fábrica “Menshevik”, localizada no sudeste de Moscou, foi isolado pela polícia que está tentando estabelecer contato com o agressor para liberar os reféns, disse a RIA.

Ao menos duas pessoas ficaram feridas na troca de tiros, afirmou a agência Interfax, acrescentando que informações preliminares indicam que a vítima trabalhava como segurança da fábrica. Segundo a Interfax, uma fonte disse que o ex-dono da fábrica seria responsável pelo ataque.


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