O Jornalista
Kaiser Konrad viajou ao Haiti e as reportagens serão publicadas na
Série Especial
Missão Haiti

Kaiser Konrad

Matérias publicadas na Reportagem Missão Haiti
1ª - Viagem
13 Dez 05
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2ª Entrevista Comandante Veppo, Grupamento Fuzileiros
15 Dez 05
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3ª Entrevista a UNPOL
Capt Osório
20 Dez 05
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4ª Cia E F Paz
26 Dez 05
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5ª Patrulha
30 Dez 05
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6ª Entrevista Comandante Batalhão Haiti
Cel Inf Santiago
13 Jan 06
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7ªFinal - Retorno
28 Jan 06
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8º A Função do Intérprete
06 Abr 06
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Fotos do Autor

O repórter Kaiser Konrad, ao fundo o
KC-137, no Aeroporto Eduardo Gomes
(Manaus -AM)



Saida do Comboio do Aeroporto de Porto Príncipe



Desembarque de oficiais-generais brasileiros, em primeiro plano um soldado guatemalteco.







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Reportagens Defesa @ Net
Missão Haiti

Defesanet 13 Dezembro 2005

Exclusivo Defesa @ Net

Missão Haiti
Viagem


Kaiser Konrad
Enviado Especial ao Haiti

Porto Príncipe - Ser correspondente militar é um desafio e ao mesmo tempo uma honra para qualquer jornalista. Integrar uma missão militar na condição de jornalista "embedded" também têm seus méritos, principalmente quando os militares que acompanhamos são nossos compatriotas e estão a serviço da Organização das Nações Unidas, hasteando nossa bandeira em território estrangeiro e usando seu braço amigo em prol da construção da paz num país onde reina a guerra.

A força militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH) é comandada pelo General-de-Divisão Urano Teixeira da Matta Bacellar. Possui um efetivo de 7269 capacetes azuis, destes 1050 são brasileiros. Conhecer in loco o trabalho da força de paz brasileira no Haiti foi a nossa missão. Partimos da Base Aérea do Galeão num Boeing KC-137, popularmente conhecido como sucatão, do Esquadrão Corsário da Força Aérea Brasileira (2°/2°GT).


A aeronave comandada pelo Coronel-Aviador Eduardo levava uma comitiva de jornalistas e oficiais-generais. O avião é um Boeing 707 adaptado para uso militar. Na FAB, além de transportar tropas e carga, é usado para reabastecimento em vôo. Ao contrário do que muitos dizem, voar nesse gigante é muito confiável, com uma tripulação bem treinada e pronta para qualquer imprevisto. Seus sargentos realizam um excelente serviço de bordo. Não falta nada. A aeronave é preparada para operar com o mínimo auxílio de terra, quando em pouso.

Pernoitamos em Manaus, onde no dia seguinte a nós se juntou a última parte do 4º contingente, um pelotão da Companhia de Engenharia e Construção de Força de Paz. Os militares do Exército Brasileiro que são lotados em Santarém (PA) não escondiam a ansiedade de chegar ao país caribenho. Sabem que a missão é difícil e também o que os espera lá. "Nossa missão não é somente promover uma melhor infraestrutura para os haitianos, mas também auxiliar no que for possível para se construir a paz entre eles", disse um soldado.

Vista Aérea do Haiti

 

Aeroporto de
Porto Principe



Coronel-aviador Eduardo
e a
tripulação do KC-137


Quem vê o Haiti do céu se assusta. Um país de imensas montanhas onde raras são as árvores que ainda continuam de pé - a maioria delas foi cortada para produzir carvão. Rios secos descem das montanhas num ambiente que lembra alguns lugares do continente africano, semelhança essa que não pára por aí. Após mais de três horas de vôo, o KC-137 aterrissa na Capital Porto Príncipe, cidade onde se encontra nosso efetivo. Imediatamente após a operação de táxi, o avião é cercado por militares brasileiros e guatemaltecos. Um perímetro de segurança já havia sido formado e atiradores estavam estrategicamente posicionados. Embarcamos num caminhão da ONU e em comboio fomos levados ao hotel. É no trânsito caótico dominado pelos Tap-taps - o meio de transporte característico - onde carros trafegam pelas calçadas para fugir dos engarrafamentos e as pessoas ficam nas ruas por que não têm trabalho é que temos uma impressão real do que é o Haiti . Com o esgoto correndo à céu aberto e montes de lixo jogados nas esquinas, Porto Príncipe têm um cheiro nada agradável, mas não muito diferente de algumas cidades brasileiras. Mesmo com todas essas dificuldades, vemos no semblante de cada haitiano um desejo de mudança, uma esperança de que bons dias virão.

O correspondente de Defesanet esteve no Haiti para acompanhar as tropas brasileiras em mais essa missão de paz, conhecer como é seu dia-a-dia, seus anseios, receios e dificuldades, trazendo para perto àqueles que longe trabalham, ostentando a bandeira do Brasil e levando a segurança, a justiça e a alegria em prol da reconstrução de uma nação amiga, debilitada pela ausência de recursos naturais, de uma economia, saneamento básico, educação e espírito de união nacional.

Intensos combates ainda ocorrem em determinados bairros da cidade, mas um exemplo de que a situação tende a melhorar é Bel Air. Cenário de violentos embates e um dos locais mais perigosos do país, graças a um contínuo trabalho de vigilância, conscientização e combate ao crime realizado pelo Batalhão Haiti do Brasil, hoje se pode andar com mais tranqüilidade, inclusive dispensar o tradicional capacete e colete à prova de balas. Mesmo vivendo na mais absoluta miséria, as crianças cercam os jornalistas e militares, gritam como nós "Brasil" e saem correndo felizes com as bolachas do Brasil e da ONU que retiram dos uniformes dos nossos soldados.



Típico Tap-Tap.

Escolta do Comboio, com jornalistas, pelas ruas de Porto Principe



Rua do Haiti

 

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