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O Jornalista
Kaiser Konrad viajou ao Haiti e as reportagens serão publicadas
na
Série Especial
Missão Haiti
Kaiser
Konrad
Matérias
publicadas na Reportagem Missão Haiti
1ª - Viagem
13 Dez 05
Link
2ª Entrevista Comandante Veppo, Grupamento Fuzileiros
15 Dez 05
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3ª Entrevista a UNPOL
Capt Osório
20 Dez 05
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4ª Cia E F Paz
26 Dez 05
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5ª Patrulha
30 Dez 05
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6ª Entrevista Comandante Batalhão Haiti
Cel Inf Santiago
13 Jan 06
Link
7ªFinal - Retorno
28 Jan 06
Link
8º A Função do Intérprete
06 Abr 06
Link

Capitão
Serpa, um combatente das palavras, em ação no Haiti.

Reunião de trabalho dentro da MINUSTAH

Capitão
Serpa no seu posto de trabalho

A
seção de intérpretes do Batalhão Haiti

Alunos haitianos
e militar brasileiro. O ambiente escolar é um contraste com
a realidade do país.
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Reportagens
Defesa @ Net
Missão Haiti
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Defesanet
06 Abril 2006
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Exclusivo
Defesa @ Net
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Capitão
Serpa
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Missão
Haiti
Entrevista
com Capitão Marco Antônio Esteves Serpa
Kaiser
Konrad
"...quando aceitei a missão eu sabia da sua natureza.
Todos somos voluntários, essa é a primeira condição.
Ninguém pode reclamar de estar no Haiti, de passar
trabalho e correr risco de vida."
Capitão Serpa - QCO
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Entrevista
com
Capitão Marco Antônio Esteves Serpa
O idioma sempre foi uma das principais dificuldades enfrentadas
em missões de paz das Nações Unidas.
Sua correta utilização é fundamental
para o bom contato com a população local e no
planejamento e execução de operações
militares com contingentes estrangeiros. O Exército
brasileiro mantém no Haiti um grupo de militares especializados
em línguas.
O Capitão Marco Antônio Esteves Serpa, 44, é
formado pela Escola de Administração do Exército
(EsAEx), com graduação em Letras. Integra o
Quadro Complementar de Oficias(QCO), e chefia a Seção
de Língua Estrangeira do Colégio Militar de
Porto Alegre (CMPA). No Haiti, é responsável
pela seção de intérpretes do batalhão
brasileiro.
Defesanet
entrevistou o Capitão Serpa, que mostra uma face desconhecida
das operações do Batalhão Haiti, mas
de primordial importância na MINUSTAH, onde operam forças
de 12 diferentes países. Também é a oportunidade
de mostrar o trabalho do Quadro Complementar de Oficiais.
Defesanet
- Como é composta a Seção de Intérpretes
do Batalhão Haiti?
Capitão Serpa: Nossa
seção é composta por oito militares;
quatro para inglês e outros quatro para francês.
Há um oficial responsável para cada idioma,
apoiado por três auxiliares subtenentes e sargentos.
Defesanet
- Qual a importância da Seção de Intérpretes?
Capitão
Serpa: O trabalho realizado na Seção de
Intérpretes é fundamental pois atende todo o
Batalhão Haiti e seu Estado-Maior. Toda a documentação
que vem da ONU está em inglês e cabe a nós
traduzir. Da mesma forma, os que saem devem ser passados ao
inglês, o idioma oficial em missões das Nações
Unidas. Nosso pessoal de francês realiza um trabalho
mais diferenciado; atua na área de compras, trato com
autoridades locais e acompanhamento de comitivas militares
e civis brasileiras que chegam ao Haiti e, também,
realizam a clipagem das notícias veiculadas sobre a
MINUSTAH nos principais jornais do país. Além
dos oito militares de nossa Seção temos ainda
seis intérpretes locais; haitianos que estudaram no
Brasil e nos auxiliam no contato com a imprensa e a comunidade.
Eles nos apóiam em todas as nossas ações,
inclusive, fazem a locução de mensagens, que
são veiculadas numa viatura especial equipada com sistema
de som e usada em operações psicológicas.
Defesanet
- Quando surgiu o convite para participar da missão?
Capitão
Serpa: Cerca de um mês antes do embarque do 4º
contingente eu recebi uma ligação do gabinete
do Comandante do Exército perguntando se eu gostaria
de participar da missão de paz no Haiti. Aceitei a
missão, e uma semana após, me desloquei a Caraguatatuba
e Caçapava (SP) onde recebi a preparação
básica. Foi tudo muito rápido; entre o telefonema
e a minha chegada ao Haiti, não se passaram mais de
30 dias.
Defesanet
- Já participou de operações militares
como intérprete no Haiti?
Capitão
Serpa: Eu participei da primeira grande operação
do 4° contingente - operação Barba Branca
- em Cité Militaire. Junto conosco havia alguns militares
da Jordânia e eu estava como oficial de ligação
entre as duas forças. No início de janeiro,
foi montada uma outra operação conjunta em Porto
Príncipe. Tropas jordanianas deveriam entrar em Cité
Soleil, fazer um cerco e vasculhamento enquanto a tropa da
Cia. de Engenharia do Brasil montava barreiras físicas
para proteger o check-point jordaniano. Nessa operação
- onde morreram um capitão e um sargento jordanianos
- eu fazia a ligação, já que toda a comunicação
era realizada em inglês. Permaneço sempre na
retaguarda dando suporte ao comandante. Essa foi a minha mais
importante missão real.
Defesanet
- Qual o seu equipamento de proteção e que arma
carrega?
Capitão
Serpa: Para minha proteção utilizo capacete,
colete à prova de balas e carrego uma pistola 9 mm.
No Haiti estou realizando exercícios de tiro para me
manter preparado.
| Além
do Capitão Serpa, estão em serviço
no Haiti um assessor jurídico e um responsável
em informática, todos oficiais QCO formados na
EsAEx. |
Defesanet
- Você é professor do CMPA. Como foi essa mudança
da sala de aula, tendo em frente crianças e adolescentes,
para um teatro de operações real, sendo um canal
de comunicação por onde passam informações
vitais?
Capitão
Serpa: Foi uma experiência nova. Embora sendo um
oficial do Exército, até então não
me via nessa situação, já que sou um
professor de linha não combatente e que trabalha em
colégio. Mas quando aceitei a missão eu sabia
da sua natureza. Todos somos voluntários, essa é
a primeira condição. Ninguém pode reclamar
de estar no Haiti, de passar trabalho e correr risco de vida.
Sair de dentro de um colégio e partir numa missão
expedicionária à outro país, entrar em
combate real, colocar em prática todos os conhecimentos
relativos a minha formação militar e humanista
torna ainda mais significativa essa experiência.
Defesanet - Qual a grande lição que você
traz do Haiti?
Capitão
Serpa: A maior lição que trago do Haiti
é de vida. O haitiano, mesmo com tantas necessidades,
da miséria e das doenças, é um povo feliz.
A melhor roupa que uma
criança tem é seu uniforme escolar. Estão
sempre bem arrumadas e com um sorriso estampado no rosto.
As meninas andam sempre enfeitadas com tranças nos
cabelos. As escolas são limpas e bem cuidadas. A educação
é o alicerce da grandeza de qualquer país, por
isso o haitiano leva a sério. Para ele, educação
significa esperança.
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Nota
Defesa @ Net
O Capitão Serpa foi entrevistado durante o mês
de março, em Porto Alegre,
enquanto fazia o seu arejamento da missão de paz no Haiti
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EsAEx
Criada
em 5 de abril de 1988, a ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO
DO EXÉRCITO (EsAEx) está sediada na cidade de
Salvador-BA e tem como objetivo principal preparar recursos
humanos, no campo da administração militar,
contribuindo para o aprimoramento dos procedimentos administrativos
no âmbito da Força Terrestre.
O
CURSO DE FORMAÇÃO DE OFICIAIS DO QUADRO COMPLEMENTAR
(CFO/QC), realizado na EsAEx, capacita alunos de ambos os
sexos para desempenhar e assumir as responsabilidades e funções
de oficial do Exército, de acordo com as suas áreas
de formação, e em qualquer parte do território
nacional, sempre em atenção aos interesses da
Instituição.
O
Exército, durante o curso, fornece ao aluno alimentação,
salário, alojamento e instrução, compatíveis
com o posto de primeiro-tenente. A carreira do oficial do
Quadro Complementar está estruturada do posto inicial
de primeiro-tenente até o de tenente-coronel.
O
CFO/QC tem a duração aproximada de oito meses.
Durante este período são ministradas instruções
militares básicas, que objetivam formar o oficial,
e instruções específicas, que visam adaptar
os conhecimentos profissionais dos alunos às necessidades
da Força Terrestre.
O requisito para ingresso é de estar formado em curso
superior e ser aprovado em prova de seleção.
A página da EsAEx é http://www.esaex.ensino.eb.br
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