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O Jornalista
Kaiser Konrad viajou ao Haiti e as reportagens serão publicadas
na
Série Especial
Missão Haiti
Kaiser
Konrad
Matérias
publicadas na Reportagem Missão Haiti
1ª - Viagem
13 Dez 05
Link
2ª Entrevista Comandante Veppo, Grupamento Fuzileiros
15 Dez 05
Link
3ª Entrevista a UNPOL
Capt Osório
20 Dez 05
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4ª Cia E F Paz
26 Dez 05
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5ª Patrulha
30 Dez 05
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6ª Entrevista Comandante Batalhão Haiti
Cel Inf Santiago
13 Jan 06
Link
7ªFinal - Retorno
28 Jan 06
Link
A
infãncia tumultuada em Porto Príncipe. Meninos de
Bel Air brincam no bairro de Bel Air.

Comandante
Veppo do Grupamento Operativo dos Fuzileiros no Haiti, despede-se
do autor.

Escolta
do comboio que levou os jornalistas ao aeroporto.

Cel
Eduardo do 2º/2ºGT Corsário e sua tripulação
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Reportagens
Defesa @ Net
Missão Haiti
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Defesanet
29 Janeiro 2006
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Exclusivo
Defesa @ Net
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Missão
Haiti
Retorno
Kaiser
Konrad
Enviado Especial ao Haiti
O repórter Kaiser Konrad com meninos moradores de Bel
Air O da direita carrega como troféus a bandeira do
Brasil e insignia retiradas dos soldados brasileiros..
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Amanhece
em Porto Príncipe. Já é hora de me preparar
para o retorno ao Brasil. Arrumo toda a minha bagagem, confiro
o equipamento e subo num caminhão do Exército
que esperava no lado de fora do Hotel. Todos estão
exaustos; as últimas horas foram de intenso trabalho.
Nosso
destino agora é o Aeroporto Internacional Toussaint
Lovertue. Fico de pé sobre o caminhão e começo
a registrar imagens de mais um dia no Haiti. Pequenas fogueiras
podem ser vistas; é a queima do lixo que fica acumulado
nas esquinas. O cheiro de fumaça é muito forte.
As ruas já estão lotadas, crianças uniformizadas
caminham em direção a escola e os adultos ao
trabalho - aqueles que têm um -. O trânsito é
caótico; quem pode buzina e tenta passar. Nossa escolta
vai na frente e abre caminho, assim fica mais fácil.
Mesmo
cedo, os militares de diversas nações já
estão em serviço. Primeiro passa por nós
um Urutu, depois um comboio cingalês de BTR-80. "O
trabalho aqui é árduo, mas é muito gratificante.
Só quem está aqui sabe a importância do
trabalho realizado pelas forças armadas brasileiras
nesse país", diz um oficial da Marinha..
Os
haitianos gostam dos brasileiros e acreditam que a missão
é importante e que os maiores beneficiados serão
eles. Quando estive em Bel Air, caminhei tranquilamente por
uma de suas principais ruas. Fui recebido de forma amistosa
pela população, conversei e brinquei com as
crianças. Acredito que o caso de Bel Air demonstra
a importância de nosso trabalho, e serve como exemplo
a contrapor todos aqueles que afirmam ser a missão
um fracasso.
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Soldado
do Batalhão Haiti, procedente de Unidade Aeromóvel
guarnece posição tomada aos rebeldes no
Bairro de Bel Air.
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O
Haiti tem realidades que achamos superadas há
muito tempo. Um açougue ao ar livre em Bel Air.
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BTR-80
Sri Lanka em opração na cidade de Porto
Príncipe
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O
comboio que leva os jornalistas e oficiais generais brasileiros
chega ao aeroporto. O KC-137 da FAB já está
pronto para a decolagem. Militares da Guatemala, Exército
e Fuzileiros Navais brasileiros fazem a segurança do
local. Os militares começam a se despedir. O Coronel
Santiago, novo comandante do Batalhão Haiti e o Capitão
de Fragata Veppo, dos Fuzileiros Navais, ficam ao lado da
escada e se despedem de todos que vão embarcar.
Vou
para o meu assento e aguardo a decolagem. Agora na volta,
seguem, também, os últimos integrantes do 3°
Contingente, entre eles o comandante, Cel Magiavacchi. Antes
de partir, recebemos a visita do General Bacellar, Force Commander
da Minustah. Ele circula pelo avião e cumprimenta todos
os militares e jornalistas. Com um sorriso no rosto se despede
de cada um. Essa é a manhã do dia 6 de dezembro.
Ninguém poderia imaginar que exatamente um mês
depois ele teria um trágico fim . Do meu assento me
despeço dele - na noite anterior havíamos conversado
rapidamante, me disse estar feliz por encontrar no Haiti mais
um gaúcho como ele - e ouço suas belas palavras,
dirigidas a um soldado que estava próximo de mim: "
Filho, parabéns pela missão cumprida!"
O
retorno ao Brasil é marcado por muita alegria. Durante
o vôo alguns militares aproveitam e assistem filmes
em aparelhos de DVD portáteis comprados durante o living
em Miami, enquanto outros dormem para não sentir o
tempo passar, tamanha é a ansiedade em retornar para
casa e rever a família.
Um
soldado pára-quedista do Exército vem conversar
comigo, conta que os seis meses que passou no Haiti foram
o mais difíceis de sua vida, mas a experiência
de participar de uma missão real e voltar vivo dela
já vale em parte, o sofrimento. Além disso,
diz que as memórias da missão são inesquecíveis,
"terei muitas histórias para contar para os meus
filhos, histórias de sofrimento e felicidade, guerra
e paz", finaliza o jovem de 22 anos que mora no Rio de
Janeiro.
Mais
uma vez o excelente serviço de bordo realizado pelos
sargentos da FAB é destaque, sendo muito melhor que
o oferecido por várias companhias aéreas. Já
passaram três horas de vôo e Boeing 707 da FAB
reduz a altitude e começa a aproximação
com Aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus, a primeira escala
em território nacional. Todos os militares mostram
a excitação de estar chegando em casa. A satisfação
propiciada pelo êxito no cumprimento do dever está
estampada no rosto de cada um. Quando o trem de pouso toca
a pista alguns deixam cair lágrimas dos olhos e dizem
com alívio "Graças à Deus, chegamos!".
Mas
o momento de maior emoção ainda estava por vir
e aconteceu quando o comandante da aeronave, Cel Eduardo,
abre o rádio na cabine e diz: " O Esquadrão
Corsário, da Força Aérea Brasileira,
parabeniza o Terceiro Contingente da Força de Paz no
Haiti pela missão cumprida, desejando um feliz regresso
ao solo Pátrio e aos seus familiares. BRASIL!!! CORSÁRIO!!!
" ( Ouça
a saudação do Cel Eduardo 1mb wav)
Assim
termina a primeira Missão Haiti.
Nota
do Autor.
No embarque o General Bacellar (06 Dez 05), esteve presente
para dar as despedidas . Sorridente, calmo e demonstrando
confiança, o General foi gentil com todos no embarque.
Estava longe, o tormentoso dia, de 07 de Janeiro de 2006., |
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Chegada
ao aeroporto
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A
criticada PNH (Polícia Nacional do Haiti)
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O
sucatão do
2º/ 2ºGT no aeroporto de
Porto Príncipe.
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A
vida?
A Perspectiva?
O
Futuro?
Moradora de Bel Air.

Pode ser uma
foto de propaganda, comum em ações militares? Não,
a ação das forças brasileiras já está
sendo reconhecida como um marco em ações da ONU. Ver
artigo New
York Times, 24 Jan 06.

Soldado
da Guatemala, que efetua a segurança do aeroporto de Porto
Príncipe. No dia 23 Jan 06, oito soldados da Guatemala morreram
no Congo ( MONUC).
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