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O 5 º Vôo de Apoio à Antártida
Kaiser
Konrad - Defesa@Net
Enviado
Especial à Antártida
A
participação de Defesanet no 5º Vôo
de Apoio à Antártica adveio de convite realizado
pela Secretaria da Comissão Interministerial para
os Recursos do Mar (SECIRM), através de autorização
prévia do Comando da Marinha do Brasil.
A
aeronave da FAB, que partiu no dia 15 de maio da Base Aérea
do Galeão, no Rio de Janeiro, fez escala na cidade
gaúcha de Pelotas, onde foi carregada com suprimentos
destinados a EACF e onde os participantes do vôo receberam
as andainas e equipamentos necessários à viagem.
No mesmo dia, a comitiva visitou a Estação de
Apoio Antártico (ESANTAR) em Rio Grande. Lá
foi feita uma apresentação sobre a história
e funcionamento do Programa Antártico Brasileiro e
a importância de o Brasil possuir uma base no continente
gelado. A explanação foi feita pelo Capitão-de-Mar-e-Guerra
Dieter, supervisor do vôo. A necessidade de investimentos
para a manutenção do programa foi um dos pontos
altos da palestra.
Já
no dia 16 o Hércules C-130 partiu com destino a Punta
Arenas, Chile. Após 6 horas de vôo, pousamos
na cidade continental mais austral do planeta, situada na
província de Magalhanes, na patagônia chilena.
Assim que desembarcamos, numa ala reservada do aeroporto,
ficamos sabendo a restrição de fotos. Há
uma base da Fuerza Aérea Chilena ao lado e que opera
caças de instrução T-33. Punta Arenas
possui uma presença militar muito expressiva. Em todos
os lugares pode-se ver militares da Armada, Ejército
e Fuerza Aérea. A região sul do Chile sempre
foi uma zona de grande tensão, já que é
reivindicada pela Argentina, também. A fronteira entre
os dois países situa-se há menos de 30 quilômetros.
Falar de argentinos é quase uma ofensa entre os habitantes
da região. Há um animosidade latente. O exaltação
de patriotismo dos chilenos é sentida em todos os lugares.
É
comum ver nas ruas paradas militares e pessoas em posição
de sentido observando o hasteamento da bandeira nacional.
No
início da manhã do dia 17, após trajar
os uniformes polares, embarcamos com destino a Antártida.
Depois de duas horas de vôo começamos a aproximação
com a Ilha do Rei George. Nesse momento eu estava na cabine
e o comandante da aeronave, Major-Aviador Valladares apontou
para o horizonte e perguntou se eu sabia o que eram aquelas
formações brancas; sim eu disse, são
nuvens; e ele me corrigiu afirmando serem geleiras. A vista
aérea da Antártida é incrível.
Pousar na neve é mais ainda. Após o estacionamento
da aeronave, fomos recebidos cordialmente pelos militares
chilenos, que nos conduziram às instalações
da Base Aérea Antártida Presidente Eduardo Frei,
onde foi servido um delicioso café com biscoitos.
Nossa
permanência, de acordo com um rigoroso programa de viagem,
era de somente 4 horas no continente. Enquanto parlamentares
brasileiros se dirigiam de helicóptero a Comandante
Ferraz, os demais foram conhecer uma vila chilena onde vivem
42 pessoas, algumas delas crianças. O Chile é
um dos países que reivindica uma parcela do território
antártico.
A
antártida tem uma paisagem lunar. Não há
vegetação aparente, só se vêem
rochas, gelo e neve. Conhecemos também a Estação
russa e uma bela igreja ortodoxa construída por eles.
Após muitas fotos e passeios, sempre acompanhados por
militares chilenos, fomos reunidos no saguão da Base
Eduardo Frei onde seu comandante Lt Harvey, junto com o CMG
Dieter agradeceram a presença de todos e externaram
a importância dessa cooperação binacional
na Antártida.
Nos
dias seguintes, os militares da Força Aérea
Brasileira retornaram à Antártida, onde realizaram
treinamento de pouso e decolagem no gelo e lançamento
de carga aérea para re-suprimento da Estação
Antártica Comandante Ferraz. Conhecer o continente
gelado foi uma experiência marcante. O Brasil necessita
investir mais no Proantar para garantir a manutenção
de nossa Estação e a continuação
e desenvolvimento de importantes projetos científicos.
Defesanet agradece ao Comando da Marinha do Brasil, à
Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos
do Mar (www.secirm.mar.mil.br),
ao professor Martin Sander o ao Laboratório de Ornitologia
e Animais Marinhos da Unisinos (www.saude.unisinos.br/loam).
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