COBERTURA ESPECIAL - Prosub - Naval

17 de Outubro, 2006 - 12:00 ( Brasília )

Novos Torpedos para os Submarinos


MARINHA DO BRASIL
 

Novos Torpedos para os Submarinos


 

Nelson Düring
Editor-Chefe DefesaNet


A Marinha do Brasil através do Centro de Comunicação Social da Marinha enviou à Redação de DefesaNet vários posicionamentos referentes à escolha de um futuro Sistema Torpédico de Armas para substituir os BAE Systems Tigerfish Mk-24 em uso atualmente na Classe Tupi.

Segue a informação da Marinha:

Tendo que selecionar um novo torpedo. em face do cancelamento do contrato de aquisição do Sistema Torpédico de Armas SAAB T2OOO (sueco), a Marinha para evitar situações semelhantes, estabeleceu que, para concorrer à seleção os torpedos, além de serem tecnologicamente atuais e atenderem às características operacionais requeridas, deveriam estar em uso corrente nas Marinhas dos países que os produzissem. Qualquer torpedo que ainda. fosse mero projeto estaria liminarmente descartado, posto que não interessava à MB participar, com os parcos recursos do seu orçamento, do financiamento de tais desenvolvimentos, com todas as incertezas que os cercam. À época (2003), e ainda hoje -, somente dois torpedos satistaziam tais condições: o Mk-48 Mod 6AT, americano, e o SEA HAKE DM2 A4, alemão.

A MB mantém negociações paralelas, tanto com a Marinha dos Estados Unidos, detentora do MK-48, como com a. ATLAS ELEKTRONIK, fàbricante do DM2 A4, Até o momento, não houve decisão, porquanto a seleção do torpedo está vinculada à seleção do sistema de combate a ser adquirido pala a modernização dos submarinos Classe Tupi e, no devido tempo, do submarino Tikuna, Dependendo das circunstâncias, poderão ser de origem alemã ou americana; as negociações ainda estão em curso. A intenção da MB é a de obter torpedos e sistemas de combate naturalmente integrados, de modo a evitar problemas resultantes das restrições impostas, por todos os países, no que se refere à cessão de dados para a integração de seus produtos com os de outros fabricantes.

Concorrente ítalo-francês, o BLACK SHARK (DCNS / Whitehead Alenia Sistemi Subacquei -Wass), ainda não foi adquirido pelas Marinhas da França nem pela da Itália, países que o fabricam, em razão do que. não atende ao parâmetro estabelecido pela MB.

Além disso, dos países da OTAN, o único que encomendou o Black Shark, até o momento foi Portugal, que ainda não os recebeu, Somente o Chile possui esse torpedo. Assim, a MB não pode considerá-lo um armamento homologado.

Por outro lado, o Mk-48 é empregado por diversas Marinhas, a começar pela dos Estados Unidosl e o DM2 A4 e empregado pelas Marinhas da Alemanha, que o homologou, de Israel, Noruega, Turquia, Grécia. (em aquisicão) e Espanha.


Assim a Marinha do Brasil não vê possibilidade de aquisição do torpedo Black Shark.

Dados Comporativos Torpedos
(somente referência - ver nota)
tabela DefesaNet
Modelo
Tigerfish Mk-24
MK-48 Mod 6AT
SeaHake DM2 A4
Fabricante BAE Systems
Reino Unido
Raytheon
USA
ATLAS Elektronik
Alemanha
Entrada Serviço Operacional Fim dos Anos 70 Mk-48 - 1972
Mk-48 ADCPA 1988
(Nota 1)
2004
Comprimento 6,5 m 5,79 m 7 m
Diâmetro 533 mm 533 mm 533 mm
Peso 1.550 kg 1.662 kg 1370 kg
Alcance 39 km a baixa velocidade, 13 km em alta velocidade (Nota 1) 50 km
Velocidade Máxima 64 km/h + 52 km/h
Algumas fontes indicam a velocidade máxima do ADCAP como 131 km/h
92,6 km/h
Carga Explosiva 134 to 340 kg Torpex 300 kg 260 kg (composto explosivo equivalente a 460 kg deTNT)
Nota - os dados de performance e técnicos dos torpedos variam muito, dependendo da fonte consultada.
Nota 1 - Os dados do torpedo Mk-48 geralmente referem-se ao Mk-48 ADCPA, 1988, não incluindo as versões mais recentes.


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Última atualização 19 AGO, 11:00

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