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23 de Novembro, 2013 - 18:12 ( Brasília )

MB + USP - Faculdade de Eng Nuclear em ARAMAR

O projeto de instalação da Faculdade de Engenharia Nuclear será uma parceria entre a Poli/USP e Marinha do Brasil


Publicado Jornal Cruzeiro do Sul 23 Nov 2013


José Antonio Rosa

 

O projeto de instalação da Faculdade de Engenharia Nuclear em área próxima ao Centro Experimental de Aramar, no município de Iperó, será detalhado na palestra que o professor José Roberto Castilho Piqueira faz na próxima segunda-feira, 25, às 19h30, na sede do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba (IHGGS). O empreendimento será capitaneado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), em parceria com a Marinha do Brasil (MB).

Piqueira, que é vice-diretor da escola, prestou a informação com exclusividade ao Cruzeiro do Sul em agosto deste ano. Na ocasião, disse que o termo de cessão de uso do terreno da Marinha para a USP deverá ser assinado até o final deste ano. A construção dos prédios envolverá espaços para salas de aula, laboratórios de ensino e pesquisa, além de moradias estudantis. O montante de investimentos ainda não foi anunciado, porém a previsão para o início das obras está marcada para meados de 2014.

 De acordo ainda com o vice-diretor, a proposta de criar o curso já estava nos planos desde 2008. À repórter Simone Sanches ele disse que o curso de Engenharia Nuclear já estava sendo pensado, em parceria com a Marinha e o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), há cerca de três anos. "As ideias, agora, ganharam corpo e o apoio da nova Reitoria da USP e da Diretoria da Poli", acrescentou. Piqueira disse que a Poli não iniciará o curso sem laboratórios de pesquisa associados.

O curso deverá formar engenheiros capazes de planejar, produzir, implantar, gerenciar e manter instalações nucleares para fins de geração de energia e para a produção de equipamentos médicos e fármacos. Para a região de Iperó, Piqueira acredita numa mudança significativa com a instalação da nova unidade de ensino e pesquisa na área de engenharia nuclear. "Um progresso cultural e industrial bastante grande, pela geração de empregos e pela formação de profissionais que, uma vez fixados na região, contribuirão de maneira decisiva para o desenvolvimento", concluiu.