COBERTURA ESPECIAL - Presidência da República - Inteligência

06 de Janeiro, 2019 - 18:00 ( Brasília )

Dilma: A “inteligência” na qual não se deve acreditar

Ex-presidente rebate declarações do General Heleno e aponta falhas do GSI na espionagem realizada pela NSA, no grampo feito no Planalto e no atentado na campanha presidencial

 

Dilma Rousseff
Publicado em dilma.com.br
06 Dezemro 2019

 

A “senhora Rousseff não acreditava na inteligência”. A declaração é do “senhor Heleno” ao assumir o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Tal afirmação vem sendo feita pelo “senhor Heleno” em todas entrevistas dadas à imprensa. Em vista disso, é inevitável tratar do assunto.

De fato, durante meu mandato, tive várias situações de manifesta ineficácia do GSI e do sistema de inteligência a ele articulado.

Houve falha, por exemplo, ao não detectar e impedir o grampo feito ilegalmente no meu gabinete, em março de 2016 – sem autorização do Supremo Tribunal Federal –, quando foi captado e divulgado meu diálogo com Luiz Inácio Lula da Silva, às vésperas dele ser nomeado para a Casa Civil (Nota DefesaNet 1)

O caso mais grave, entretanto, ocorreu em 2013, por ocasião da espionagem feita em meu gabinete, no avião presidencial e na Petrobras pela National Security Agency (NSA), a agência de inteligência dos EUA. (Nota DefesaNet 2)

Os setores da inteligência brasileira não só desconheciam que a interferência vinha ocorrendo há tempo – só souberam após o caso Snowden – como sequer sabiam os meios necessários para bloqueá-la. Nem mesmo sabiam o que havia sido captado pela NSA nos referidos grampos.(Nota DefesaNet 3)

Uma “inteligência” ligada à Presidência da República que não tem conhecimento, capacidade e tecnologia para enfrentar a moderna espionagem cibernética não é crível.

Na verdade, a própria defesa da soberania do país exige que nela não se acredite para que se possa tomar todas as medidas necessárias para torná-la efetiva e contemporânea. Negar tal fato só atrasa o processo.

Aliás, a falha mais recente ocorreu no governo Temer, o que evidencia que tudo continua igual no setor de inteligência. Durante a campanha, quando o atual presidente, então candidato, foi alvo de atentado em Juiz de Fora, a “inteligência” já supostamente reconstruída, desconhecia a ameaça e, portanto, não pode impedi-la.

Tais exemplos mostram que a inteligência do governo ainda não é credível.


Notas DefesaNet


1 - A ligação de Dilma para o ex-presidente Luis Inácio, para que ele esperasse um emissário, que estava levando sua nomeação para a Casa Civil, o que lhe daria Foro Privilegiado. O conttao foi realizado em telefones sem criptografia. Captáveis por qualquer hacker de mediana capacidade.

2 - O espectro do Planalto Central é monitorado não só pela NSA (Estados Unidos) como a DGSE (França), agência da China eem menor escala FSB (Rússia) e GHQC (Reino Unido). Fora dezena de hackers. O Senador Renan montou um sistrema de escuta próprio do Senado (?). O Procurador-Geral Rodrigo Janot, segundo informes também tinha uma rede de escutas na PGR.

3 - A ex-presidente desconsiderava as análises da ABIN e do GSI. Aceitava as análises de inteligência recebidas da Rússia (FSB) e de Cuba. O último ministro-chefe do GSI, antes de ser dissolvido e passado ao controle de Berzoini, foi o General Elito Siqueira. Todos os dias recebia a preidente com um análise de inteligência. Ele a acompanhava até o 2º andar e era invariavelmente destratado.

4 - Há uma história, ou estória, de que os equipamentos de comunicação segura (Criptografada) colocados à disposição de Dilma Rousseff foram usados uma vez. Para encomendar pizza..........
 

 


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