General
americano comunica
relativa calma no Haiti
Defesanet com informações do
Serviço de Imprensa das Forças Armadas
dos EUA
WASHINGTON – Pelo segundo dia consecutivo, oficiais
militares consideraram a situação da segurança
no Haiti “relativamente calma”, dentro da
luta do país para se recuperar depois de um terremoto
devastador.
Com o esperado crescimento da cobertura militar dos
Estados Unidos para mais de 10 mil até o final
do dia, a avaliação positiva vem um dia
depois que fontes oficiais dos Estados Unidos e habitantes
do Haiti informaram que o número de incidentes
violentos está reduzido aos níveis pré-terremoto.
“A situação da segurança
aqui no Haiti permanece relativamente calma”,
disse o general do Exército Daniel Allyn, o segundo
no comando das operações dos Estados Unidos
no Haiti. “Pontos de distribuição
se mantêm em ordem com nossos esforços
de assistência humanitária, e o retorno
do povo haitiano tem sido positivo”.
Essas observações foram feitas enquanto
7 mil militares americanos atuam no Haiti, incluindo
2 mil em terra e mais de 5 mil a bordo na costa haitiana.
A Equipe de Combate da 2ª Brigada da 82ª Divisão
de Transporte Aéreo continua a chegar ao país,
com a chegada da última parte da brigada prevista
para as próximas 48 horas, e cerca de 800 Fuzileiros
da 22ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros
que chegaram à costa na noite passada.
Entretanto, apesar da crescente cobertura militar para
reforçar a situação de segurança
que viveu dois dias de progresso, o comandante chefe
dos Estados Unidos no Haiti comunicou, ontem, que incidentes
envolvendo a segurança no país devastado
continuam a prejudicar os esforços para levar
a assistência humanitária. Hoje Allyn enfatizou
o crescente potencial para a violência.
“Obviamente prestamos atenção a
sinais de instabilidade”, disse Allyn. “No
momento, existem ‘pontos’ em regiões
do Haiti, e as forças de segurança da
ONU estão trabalhando com a polícia nacional
do Haiti para eliminar esses pontos à medida
em que eles aparecem. E eles estão conseguindo
lidar efetivamente com isso, e estamos confiantes de
que continuarão a fazê-lo”.
Essa instabilidade é causada às vezes
por pessoas que querem alimentos, água ou outra
necessidade básica, disse Allyn, e eventualmente
a instabilidade vem da atividade criminosa. Prisões
haitianas desmoronaram no terremoto, acrescentou, permitindo
que os detentos voltassem a se misturar com a sociedade.
O general citou os progressos entre as fileiras dizimadas
da polícia haitiana, que foi reduzida a 500 membros
logo após o terremoto, mas que quadruplicou desde
então, com 2 mil policiais se apresentando ao
serviço na noite de ontem. “Obviamente
é necessário que as forças de segurança
do governo do Haiti, a polícia nacional haitiana,
aumentem sua capacidade”, acrescentou Allyn.
O general elogiou as Nações Unidas, que
lideram a segurança no Haiti, pela ajuda ao restabelecimento
da segurança do povo haitiano e seu governo.
Sob essa égide, os esforços militares
dos Estados Unidos estão trabalhando para apoiar
a Agência Internacional de Desenvolvimento dos
Estados Unidos (USAID), que organiza as contribuições
do governo americano na missão de alívio.
De sua parte, o Departamento de Defesa se comprometeu
a liberar fundos emergenciais de alívio de até
20 milhões de dólares para o Haiti, e
espalhou tropas em ação depois do terremoto,
com a cobertura militar dos Estados Unidos prevista
para aumentar com mais tropas e a iminente chegada do
USNS Comfort, um navio-hospital militar.
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