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Da
vitória ao desastre
Casa Azul marca glória e tragédia
da presença
militar brasileira no Haiti
Kaiser Konrad
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Foto do autor frente à casa azul
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A tomada por parte das forças de paz da ONU da
Casa Azul, em Cité Soleil, marcou o início
do processo de pacificação da capital
haitiana, em 2007. À época, o Force Commander
da Minustah, General-de-Brigada Carlos Alberto dos Santos
Cruz, responsável pela ação, disse
ao Defesanet que houve uma operação de
grande magnitude com intensa confrontação.
O planejamento inicial teve o objetivo de tomar dos
criminosos o local. Para isso, foi realizada no dia
24 de janeiro uma operação que ficou conhecida
por “Blue House”.
Este era um ponto extremamente importante pois além
de consolidar toda a ocupação militar
já feita em Cité Militaire, dominava a
rodovia Nacional 1, que é uma importante via
de acesso à cidade e à Cite Soleil. Sempre
que as tropas da ONU passavam pelo local eram recebidas
por tiros. Vinte e três trincheiras haviam sido
cavadas para impedir a entrada de blindados no local.
Tomar a Casa azul era estratégico. Durante mais
de 15 dias após a realização dessa
operação, as tropas da ONU receberam fogo
direto e muitas vezes pesado quando passavam pela região.

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A
Casa Azul (Blue House) ponto forte de gangues
tomada pelas Forças Brasileiras em fevereiro
de 2007 |
Em 9 de fevereiro chegou a vez da Jauru Sudamericano,
quando foi decidido ocupar toda área ao redor
da Casa Azul, objetivando extinguir os criminosos, que
eram profissionais, estavam preparados e bem posicionados,
tendo uma quantidade enorme de armamento e prontos para
receber as tropas da ONU. “Usamos todo o nosso
pessoal disponível. A maioria dos militares era
do Batalhão Brasileiro e tínhamos uma
Cia. de blindados M113 da Jordânia, além
de tropas peruanas, chilenas, nepalesas, bolivianas,
paraguaias e uruguaias realizando atividades específicas.
O hospital argentino foi posto em alerta e seus helicópteros
sobrevoavam o local transmitindo imagens. Uma operação
com enorme complexidade e que resultou num grande sucesso”,
disse o General Santos Cruz.

Após a retomada do prédio, que foi alvejado
por centenas de tiros, os militares brasileiros reforçaram
sua estrutura e o transformaram no Ponto Forte 22. O
local se tornou o símbolo da pacificação
do Haiti e do sucesso do comando brasileiro do componente
militar da missão das Nações Unidas.
Quase três anos se passaram quando a Casa Azul
retornou às manchetes, se tornando agora o símbolo
da tragédia para os militares. Com o forte tremor
de terra o prédio não resistiu e desabou,
causando a morte de pelo menos 10 militares do Brasil.
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