COBERTURA ESPECIAL - Panorama Haiti - Geopolítica

10 de Setembro, 2011 - 11:46 ( Brasília )

Países sul-americanos defendem continuação do apoio ao Haiti com diminuição de tropas


Publicado MD 09 Setembro 2011

Montevidéu, 09/09/2011
– Os ministros da Defesa, Celso Amorim, e das Relações Exteriores, Antonio Patriota, participaram ontem (08/09), em Montevidéu, Uruguai, da reunião dos países sul-americanos que participam da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah).

O encontro, o segundo desde a criação do grupo, teve o objetivo de discutir as posições desses países sobre os temas relativos à Missão – e que serão debatidos no âmbito do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em outubro próximo. Na ocasião, o Conselho definirá a renovação do mandato que dá suporte à atuação da missão internacional no país caribenho. O mandato vence no próximo dia 15 de outubro.

Ao final do encontro, os participantes manifestaram a intenção de continuar a auxiliar o processo de estabilidade e de fortalecimento sócio-econômico e institucional do Haiti. Também expressaram posição de consenso no sentido de que são favoráveis à redução do contingente militar da missão aos níveis anteriores ao terremoto ocorrido em janeiro de 2010. Essa redução deve ser feita sem desconsiderar as necessidades de segurança e estabilidade do país.

Nove países sul-americanos (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai) contribuem atualmente com cerca de 5.300 militares e policiais à Minustah, o que corresponde a aproximadamente 44% do total de efetivos da Missão. A maior parte desse contingente é brasileira (cerca de 2.200 homens).

O governo brasileiro ainda não definiu o total de militares que deverão retornar ao país, nem o cronograma de eventual retirada de tropas. Isso deverá ser definido após entendimentos mantidos entre a ONU e os governos brasileiro e haitiano.

No encontro de ontem, os representantes também discutiram outras questões relativas ao futuro da missão de paz. Um dos aspectos debatidos foi a possibilidade de atendimento do pedido feito por autoridades haitianas de fortalecimento do componente civil da missão, algo que consideram fundamental para propiciar o desenvolvimento econômico e social do país.