COBERTURA ESPECIAL - Panorama Haiti - Defesa

21 de Julho, 2015 - 11:40 ( Brasília )

Ministro da Defesa realiza primeira visita oficial ao Haiti


Ascom/MD


O ministro da Defesa, Jaques Wagner, realiza nesta terça-feira (21) sua primeira visita oficial ao Haiti, onde o Brasil comanda há 11 anos a missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU).

Na ocasião, o ministro acompanhará a apresentação de todo o contingente brasileiro que integra a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH) e participará de cerimonia em homenagem aos soldados que morreram durante um grave terremoto que se abateu sob o país em 2010.

Ele será recebido pelo Force Commander, general José Luiz Jaborandy Júnior, que fará uma palestra detalhando como se dá a atuação das tropas.

Também está prevista na agenda oficial uma reunião com a secretária-geral das Nações Unidas, Sandra Honoré.

Fazem parte da comitiva que acompanha o ministro da Defesa os comandantes da Marinha, almirante Eduardo Leal Ferreira Bacelar, do Exército, general Eduardo Dias Villas-Bôas e da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato.

A missão

Em 2004, as tropas brasileiras assumiram o comando da Minustah com o propósito de assegurar um ambiente seguro e estável no Haiti, com atuação nas áreas mais violentas onde eram intensas as movimentações de gangues, além de prestar apoio às atividades de assistência humanitária e de fortalecimento das instituições nacionais.

 

Em 2010, após o terremoto, o apoio à assistência humanitária passou a ocupar papel de destaque e os militares brasileiros passaram a desempenhar ações que foram fundamentais para a população haitiana. Distribuição de água potável, eventos com o apoio das lideranças locais, assistência médica e odontológica. Além disso, também foram realizadas obras da engenharia, como a limpeza de valões, retirada de lixo e de terra acumulada para evitar enchentes.

"Soft Power"

A atuação de soldados brasileiros nessa missão de paz fez com que o país ficasse conhecido mundialmente como exemplo do chamado “soft power”, que alia a parte operacional militar à ações sociais, com um contato mais direto com a população. Para autoridades da ONU, a tropa brasileira é a que mais consegue aliar seriedade ao relacionamento cordial e respeitoso, o que resultou numa relação de confiança entre os militares e a população.