COBERTURA ESPECIAL - Panorama Haiti - Terrestre

26 de Junho, 2014 - 10:55 ( Brasília )

Primeira Operação Integrada do BRABAT 20 em Porto Príncipe


Porto Príncipe (Haiti) - De 23 para 24 de junho, o 20º Contingente Brasileiro no Haiti do Batalhão de Infantaria de Força de Paz (BRABAT 20) participou de uma operação de cerco destinada a assegurar o cadastramento de habitantes de Campos de Deslocados (sigla em inglês, IDP) na região de Cité Militaire.

As tarefas do Batalhão – check-points, pontos de bloqueio e ocupação de áreas formando um cordão de isolamento – visaram garantir que não houvesse invasões nos IDP de Hancho II e Boulos, nem ocorressem atos de violência nas áreas vizinhas, para que as pessoas realmente necessitadas pudessem ser registradas e integradas aos bancos de dados de beneficiários de futuras oportunidades de ocupação de novo lar.

As ações se iniciaram a partir das 23 horas e permaneceram por toda a madrugada até as 0900h de 24 de junho. As tarefas foram executadas pela 3ª Companhia de Fuzileiros de Força de Paz, reforçada com um pelotão de fuzileiros mecanizado, e pelo Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais em Boulos e Hancho II respectivamente.

Tratava-se de uma operação interagências envolvendo, também, o governo haitiano, a Polícia haitiana, a Polícia das Nações Unidas e a ONG International Organization for Migration (IOM). Os maiores desafios enfrentados foram a necessidade de estreita coordenação, o desconhecimento do terreno e as condições de baixa luminosidade.

Estima-se que mais de 1000 pessoas foram cadastradas e poderão começar a sonhar com futuro melhor. Uma dessas pessoas, Sra Marriete Pierre, que ocupa o IDP de Boulos, disse esperar poder sair logo das difíceis condições em que vive no IDP e poder viver melhor numa nova casa. Ela afirmou que se sente bastante segura com o patrulhamento efetuado pelos integrantes do BRABAT na sua área de responsabilidade.

Os IDP foram a alternativa encontrada para abrigar as pessoas que perderam suas casas durante o terremoto de janeiro de 2010 que arrasou Porto Príncipe. Paulatinamente, percebe-se um grande interesse dos órgãos envolvidos em buscar soluções para as pessoas que ainda se encontram sem uma moradia definitiva.