Ninguém
sabe
“Aos
cultores dessa ciência climática
vudu restou fazer ameaças,
frases feitas e reuniões estridentes para
salvarem a Terra”
José Carlos
de Azevedo
Doutor
em física pelo MIT (Instituto de Tecnologia
de Massachusetts, EUA),
e foi reitor da UnB (Universidade de Brasília)
Em janeiro de
2008 nevou em Bagdá e isso não ocorreu
em todo o século 20; no mesmo ano e no
atual, nevou na Síria, na Turquia, na Grécia
e em grande parte da Ásia.
Na Europa e nos
EUA o inverno é inclemente e nevou nos
desertos de Mojave e de Las Vegas. Nada disso
foi previsto pelos xamãs e videntes do
IPCC, que, há 20 anos, fazem "projeções
climáticas" para 20 ou mais anos depois.
Mas o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia)
previu as enchentes de Santa Catarina com acerto
e uma semana de antecedência. A frase é
de Mark Twain: "Clima é o que esperamos;
tempo, é o que recebemos".
Há hoje
apenas uma prova do "aquecimento antropogênico":
os computadores do IPCC e adeptos. É certo
que a quantidade de CO2 no ar cresce muito tempo
depois de a temperatura aumentar. Satélites
e sondas meteorológicos também comprovam
que, nos últimos 13 anos, a temperatura
ficou estável nos dez primeiros e caiu
nos três últimos.
O clima na Terra
muda há bilhões de anos e a temperatura
sobe há uns 20 mil, desde o fim da Era
Glacial, quando uma enorme parte do hemisfério
Norte esteve sob uma camada de gelo com mais de
um quilômetro de espessura e o nível
dos oceanos era uns 150 metros inferior ao atual.
Se não
existe a teoria do clima, que modelos climáticos
os videntes do IPCC processam nos seus supercomputadores?
Um estudo de Koutsoyianis e outros autores, de
2008, confirma que "o desempenho dos modelos
é fraco; em escala de 30 anos (...) as
projeções não são
confiáveis e o argumento comum de que o
seu desempenho é melhor em larga escala
não tem fundamento".
Em 2007, K.Trenberth,
meteorologista do IPCC, disse que "não
há previsões climáticas feitas
pelo IPCC. E nunca houve". Mas os xamãs
dizem que há "consenso científico"
sobre a influência do CO2 no clima, o que
fez R. Lindsay, do MIT (Instituto de Tecnologia
de Massachusetts, EUA), dizer: "Chegaram
ao consenso antes de a pesquisa ter começado".
O que significam
então os fatos mencionados no primeiro
parágrafo? Só os pobres em espírito
sabem. É ainda impossível provar
se a Terra aquece ou esfria ou se começou
a nova Era Glacial anunciada nos anos 1970 por
atuais videntes do IPCC.
O clima depende
de fatores físicos, químicos, geológicos,
biológicos, oceânicos, glaciais,
astronômicos e astrofísicos, mas
eles garantem que o CO2 é o responsável
e citam sempre dois estudos do século 19,
de Fourier e Arrhenius, ambos sem validade científica
atual e com muitos erros, mas por eles reverenciados
com enternecido fervor religioso.
O artigo de Fourier
é uma exposição literária,
sem uma só equação e com
muitos erros conceituais, apesar de não
ter sido assim àquela época. Arrhenius
errou ao calcular a temperatura da Terra se não
existisse o CO2 no ar e ao atribuir as eras glaciais
à diminuição desse gás;
prático, disse que a sua teoria só
poderia ser contestada se provassem que a retirada
do CO2 não esfriaria a Terra e assim deu
o mote para o "sumo sacerdote do aquecimento",
o norte-americano Al Gore: "A ciência
está feita". Quem quiser que prove
o contrário.
O IPCC desconhece
o que fez o físico meteorologista C.T.R.
Wilson, inventor da "cloud chamber"
-câmara de nuvens-, com a qual pretendia
reproduzi-las em laboratório; ganhou o
Nobel de Física de 1927 porque a câmara
possibilitou comprovar muitas previsões
das teorias da relatividade e quanta. Wilson é
o precursor dos importantes estudos sobre o clima
no Instituto de Pesquisas Espaciais da Dinamarca
e no Cern.
Às mudanças
drásticas no clima ocorridas nos últimos
10 mil anos são atribuídos os colapsos
das civilizações acadiana (Mesopotâmia,
2200 a.C); maia (Mesoamérica, há
1.200 anos); moche (Peru, há 1.500 anos);
e tiwanaku (Bolívia/Peru, há mil
anos).
Tudo isso ocorreu
sem um grama do CO2 "antropogênico"
no ar. Nem a devastação de cerca
de 400 mil quilômetros quadrados nas pradarias
dos EUA e do Canadá ("dust bowl",
1930 a 1936) é fruto desse gás,
pois foi causada pela seca e o mau uso da terra.
Aos cultores dessa
ciência climática vudu, sem teoria
nem comprovação experimental, restou
fazer ameaças, frases feitas e reuniões
estridentes no Rio, em Bali e em Poznam para salvarem
a Terra. E ungir mais um sumo pontífice,
o barão Stern of Brentwood, que, na Oxonia
Lectures de 2006, fez a cândida confissão:
"Em agosto ou julho do ano passado, eu tinha
uma ideia sobre o efeito estufa, mas não
estava seguro".
Meses depois,
sacramentado como sábio pelo governo inglês
para elaborar o relatório Stern, um cartapácio
de 700 páginas, quer fortalecer o ecoterrorismo.
O barão veio a esta Terra dos papagaios
e causou enorme sensação, apesar
da sua sabença oca.