10 de Maio, 2017 - 22:00 ( Brasília )

Pensamento

Comentário Gelio Fregapani - da Guerra; Internamente e Há possibilidade de Guerra Civil ainda neste Governo?



Assuntos: da Guerra; Internamente e Há possibilidade de Guerra Civil ainda neste Governo?
 
 
Da Guerra

Todos os povos gostam de se declarar pacíficos ou até mesmo pacifistas, mas todos, sem exceção, conquistaram e mantiveram o território onde vivem com a força das armas. A guerra pode ser uma estupidez, mas sempre houve e continuará havendo enquanto existir a humanidade e talvez ainda mais adiante.

Neste momento em que pairam ameaças de recrudescimento da Guerra fria, onde uma faísca mal controlada pode desencadear uma guerra limitada e esta pode escalar para uma guerra total, é hora de filosofarmos sem censura sobre o assunto, visando especialmente a nossa posição em face a algumas hipóteses mais prováveis.

Uma guerra inicia por divergências irreversíveis e mal administradas suficientemente importantes para um dos lados tentarem impor suas exigências pela força e que o outro resista também pela força e termina quando for quebrada a vontade de um dos lados ou faltar-lhe os meios para prosseguir, por exaustão de ambos ou ainda por imposição de terceiros.

Tentativas de imposição por meio de sanções econômicas, guerra psicológica, sabotagens, terrorismo e operações de falsa bandeira ainda não caracteriza a guerra clássica, mas já é parte da guerra, chamada hodiernamente de Guerra de Quarta Geração. Este tipo de guerra costuma preceder aos embates clássicos e por vezes servem de provocação para seu desencadeamento. De qualquer forma, com ou sem os métodos de Guerra de Quarta Geração, o embate moral precede ao embate físico e com frequência decide a vitória

Geopoliticamente se consegue vislumbrar os prováveis cenários de guerra, que hoje seriam no Oriente Médio, podendo envolver o Irã, a Síria, a Arábia, Israel e a Turquia; no nordeste da Ásia envolvendo as duas Coréias e o Japão e na América do Sul, envolvendo a Venezuela e a Colômbia, sempre com as grandes potências por trás do conflito e apoiando-o com Forças Aéreas e ou Forças Especiais, sendo que contra a Coréia do Norte e a Venezuela tornam-se provável o emprego de Forças Terrestres Norte Americanas. 

A Nossa Posição

Em todas essas áreas de conflito enfrentam-se na realidade os EUA  e seus aliados e a Rússia e seus aliados. Nas guerras em outros continentes nossa posição oficial será de neutralidade com ligeira inclinação emocional para o partido norte-americano. Certamente, apenas seremos chamados para fazer parte de Forças de Pacificação após a guerra, até por nossa posição de neutralidade, mas em caso de guerra na América do Sul o conflito nos afetaria mais de perto.

Há três anos certamente nos oporíamos a uma intervenção americana na Venezuela, apesar de que esta oposição seria quase só retórica. Hoje nem mais isto, pois os EUA já conseguiram "demonizá-la" auxiliados pela bizarrice mesmo imbecilidade do presidente daquele país. A hostilidade deste para com os EUA, a aproximação com a Rússia e o possuir enormes jazidas de petróleo tornam quase certa uma intervenção, direta ou indireta.  

Caso alguma das guerras por procuração, em qualquer dos continentes, evolua para o confronto direto entre as duas superpotências, nada evitará a invasão da Venezuela, mas essa invasão não será pelo nosso território pois a nossa fronteira é constituída por montanhas altas e íngremes, com uma única passagem na cidadezinha de Pacaraima e passando por ali um exército teria de ultrapassar uns mil Km da Gran Savana, terreno propício a guerrilhas até se aproximar do espaço ecúmeno da Venezuela. É muito mais fácil atacá-la por mar ou pela Colômbia ou ainda pela Guiana, ambas prováveis aliadas dos EUA.

A simples constatação geográfica já indica que o nosso País não interviria no caso de invasão na Venezuela, mas o mais importante é que a nova situação está causando uma nova aproximação entre os EUA e nós tal como aconteceu nas vésperas da II Guerra, os EUA tornam-se camaradas. Anunciou-se recentemente que estão dispostos a participar do pré-sal "para ajudar", se desejado e que o nosso País poderá comprar as armas que quiser e contará ainda com transferência de tecnologia. Até agora os EUA tem procurado travar o nosso desenvolvimento principalmente na área nuclear/espacial. Estão procurando novamente a nossa amizade de olho em uma parceria. Aguardemos, mas com um pé atrás.

Também a Rússia tem procurado se aproximar e não mais sendo comunista parou de auxiliar a subversão e de fomentar revoluções em nosso território como fazia até recentemente. Naturalmente procura a nossa amizade para contrabalançar a nossa aproximação com os EUA, não por ser "boazinha", mas talvez pela distância não nos tem tentado prejudicar como os EUA tem feito.

Pode ser que a partir da semelhança com o pré-II Guerra possamos tirar proveito da rivalidade entre os beligerantes e seguirmos a nossa própria política de desenvolvimento. Entretanto, que fique em nossa memória como fomos induzidos a entrar na II Guerra por brilhante manobra psicológica que incluiu pressões, chantagem e ameaça de invasão, culminando pelos primeiros torpedeamentos, cuja autoria até hoje levanta controversas. Todas as situações já vividas podem se repetir, mas agora temos experiência.

Entretanto, essa guerra total dificilmente será desencadeada pois já é um consenso que nenhuma das superpotências conseguirá seus objetivos pela Força. As guerras limitadas e as de Quarta Geração prosseguirão, criadas por pretextos, mas tão cedo não haverá escaladas. Isto é quase certo.
 
Internamente

Nem tudo é bom.- A exposição das vísceras da corrupção e consequente punição de figurões da política foi um dos melhores serviços que alguém já prestou ao nosso País. A corrupção, não mais será como antes, mas isto não justifica o fatiamento da Petrobras apesar da indiscutível corrupção e roubalheira ocorrida nos contratos e negociatas. Entretanto, só se apuram os fatos da Petrobrás e das empresas nacionais que operavam no exterior. Sabemos que as empresas transnacionais também operam com subornos e corrupção em vários países.

Empresas da Holanda, da Inglaterra e até dos EUA declaram as suas despesas tipo "abre portas e conquistas de corações e mentes", que naturalmente engloba os subornos. Muitos banqueiros e comerciantes são experientes na arte de corromper e subornar líderes políticos dos países onde operam.

Por que só as operações da Petrobrás são investigadas? Temos motivos para suspeitar que, na melhor das hipóteses, haja grupos de traidores aproveitando para destruir o País, a moda do FHC.  Há algo oculto que não foi ainda colocado às claras. O caso do almirante Othon nos deixa com a convicção que, ao menos neste caso, a finalidade foi interromper o nosso desenvolvimento nuclear.

Nem tudo é ruim - Uma medida benéfica de longo alcance é a atual preparação de um projeto atenuando as absurdas exigências ambientais que tem retardado e até travado o nosso desenvolvimento, por exemplo, não mais será exigida licença ambiental para asfaltamento de estradas. Este tipo de exigência atrasava por anos asfaltamentos que poupariam até 30 US$ por tonelada do frete da soja, dando grande vantagem competitiva ao concorrente estrangeiro.

O pior de tudo é que a orientação ambiental vinha do exterior – "Farms here, forest there ", atendidas pelos traidores IBAMA e FUNAI através de uma corrupção comparável a tratada pelo Lava-jato e em grande parte dos casos, de gente do mesmo partido.

O fato é que esse governo entreguista tem algumas coisas de bom. Este projeto deve ser creditado a ele.

O Setor Elétrico Brasileiro foi um dos mais, senão o mais, prejudicado pela ação criminosa dos órgãos ambientais que faziam o que queriam, a mando de organismos internacionais que se utilizam de "ambientalistas" traidores.

O país que detém o quarto maior potencial hidrelétrico do mundo não pode aproveitá-lo porque iria inundar um pedacinho da floresta, atingir um naco das monstruosas reservas indígenas ou prejudicar as milhares de "comunidades quilombolas" que, de repente, começaram a aparecer no Brasil.

Não interessa se as termelétricas movidas a petróleo poluam mais e menos ainda que a operação delas seja muito mais cara.

Óbvio, os ambientalistas, comprados ou iludidos vão gritar. Dirão até que isto destruirá a vida na terra! A Rede Globo e outras mostrarão pobres índios em seus rituais folclóricos aparentando felicidade até a primeira dor de dente e também injustiçados quilombolas afirmando que seu bisavô um dia teria caçado naquelas serras depois de liberto, o que os torna proprietários em toda a extensão.

Felizmente agora será dado um basta nos abusos cometidos pelos órgãos licenciadores, que faziam o possível para evitar o progresso, ignorando o interesse do Estado, que deveria vir em primeiro lugar.

Há possibilidade de Guerra Civil ainda neste Governo?

Certamente não! Poderíamos facilmente identificar quais os grupos capazes de combater, se julgassem indispensável e com possibilidade de vitória.

Iniciemos pelos comunistas e seus aliados, liderados pelo PT. Estes sabem que não teriam possibilidade de vitória pois teriam contra si as Forças Armadas apoiadas pela grande massa humana do País, de todas as classes.

As Forças Armadas, apesar de tradicionalmente terem intervido em todas as crises da República, desta vez está decidida a só intervir em caso de convulsão ou caos completo. Preferentemente se for a pedido de um dos Três Poderes. Considerando que as esquerdas sabem que não tem possibilidade de vitória, a convulsão criada por eles pode ser descartada.

Vejamos ainda o grupo nacionalista (muito forte nas Forças Armadas) e cada vez mais descontente com o entreguismo. Estes esperam a próxima eleição onde pode subir seu candidato natural – o Bolsonaro- ou outro candidato palatável. Este grupo somente se sublevaria se o entreguismo continuar forte no próximo governo e se conseguisse apoio da maioria da população – muitas condicionantes, como se vê e não neste Governo. A vitória desse grupo estaria condicionada a adesão das Forças Armadas.

Finalmente, podemos considerar como grupo (semi) capaz de combater na amorfa classe média quando ameaçada em suas casas. Isto poderia ter acontecido no Governo PT. Agora não mais, portanto uma revolução de classe média neste Governo pode ser descartada.

Observe-se, entretanto, que esses grupos analisados não são totalmente estanques. Em cada um deles haverá parcelas minoritárias de outros grupos.

Portanto, quem estiver preocupado com a possibilidade de iminente guerra civil, que descanse. Vá cuidar das ameaças na insegurança pública, muito mais perigosas.

Que o Bom Deus olhe para a nossa Pátria e nos inspire a nos livrar dos maus políticos.

Gelio Fregapani