23 de Janeiro, 2017 - 09:00 ( Brasília )

Pensamento

Comentário Gelio Fregapani - eleição de Donald Trump, o renascimento do nosso nacionalismo


Assuntos: Consequências prováveis da eleição de Donald Trump - O renascimento do nosso nacionalismo. É hora de despertar.
 

- Consequências prováveis da eleição de Donald Trump


Na plataforma eleitoral do novo presidente dos Estados Unidos constavam o nacionalismo, o protecionismo, o atendimento da vontade popular que se realmente forem implantados levantarão as forças vivas daquele país o reconduzindo ao seu antigo "sonho americano" de grandeza, oportunidades e isolamento em relação ao resto do mundo .

Para nós, brasileiros, é tudo que podemos querer, - que não meta o bedelho aqui, que não atrapalhe o nosso desenvolvimento aeroespacial e que não sabote nossos veículos lançadores, que não nos empurre, guela abaixo, suas malditas ONGs, na verdade braços da CIA, para nos prejudicar e que não mais procure matar a nossa industria com os métodos de guerra de 4º geração.

Podemos então, voltar a ser amigos e até aliados. Quem sabe Trump possa até nos servir de exemplo nos ideais de nacionalismo e com o protecionismo das indústrias e firmas nacionais Para os EUA também será bom, sendo autossuficiente em energia, voltará a ser a magnífica potencia industrial que o caracterizava anteriormente, pois os produtos serão menos baratos do que os produzidos na China, mas os americanos voltarão a ter seus empregos, hoje perdidos para o exterior.

Para eles será difícil competir com a China no setor de exportação, mas os EUA até poucas décadas, não dependiam de exportações, mas de seu gigantesco mercado interno. Agora com os empregos transferidos para o exterior, foi-se o mercado interno.

Sem empregos e sem condições de competir com os baixos salários da China no seu próprio mercado interno ficando num plano inclinado em direção a decadência, da qual só sairá com ações protecionistas como se propõe o novo presidente.

Não é garantido que ele consiga nem mesmo que ele tente pois contrariará o poderoso sistema financeiro internacional, o qual se oporá dentro do próprio EUA e em todo o mundo e se não conseguir neutralizá-lo de algum modo procurará provocar uma guerra onde possa surgir uma nova oportunidade.

Presume-se que, sendo a China a mais prejudicada seria a que mais facilmente entraria em confronto. Embora, ninguém queira uma Guerra Total, as restrições às importações de artigos da China conduziria a guerra comercial e poderia ser que os Estados Unidos e seus aliados venham a estabelecer um controle do transporte marítimo.

Então as importações e exportações marítimas chinesas seriam reduzidas drasticamente, a produção das fábricas cairia e dezenas de milhões de trabalhadores seriam demitidos.

Logo eles começariam a protestar… A China estaria contida. Mas se o governo ordenasse que o Exército Popular rompesse o bloqueio? A China ainda não tem o tipo certo de Marinha para isto e o Japão e os pequenos países em volta da China aproveitariam para fortalecer suas reivindicações em aliança com os EUA.

A propaganda chinesa declararia que ensinou uma lição ao cão estrangeiro mas buscaria uma conferência [de paz] em Genebra .Este cenário,levantado por pensadores da oligarquia financeira, poderia tornar-real?

Est – Não parece provável. O cenário simplificado é ingênuo, tudo o que Pequim teria a fazer seria despejar dólares americanos e se recusar a financiar a dívida americana. Sem bens chineses baratos a indústria e o comércio americano precisarão de tempo para se reciclar e a população chinesa certamente culpará o Ocidente por instigar esta guerra e dificilmente se voltará contra o seu governo e os demais países da região dependem muito da China para entrarem de graça numa "guerra" comercial.

A “análise” acima é composta por mentes que confundem seus desejos com a realidade. O problema é quando essa fantasia é confundida com análise política. Talvez vise mais o enfraquecimento e queda do governo americano do que a contenção da China.

Não se pode saber como evoluirá o atrito comercial em função das restrições aos produtos chineses por parte dos EUA, mas dificilmente será da forma descrita. Mais provavelmente Trump se contente comum acordo param valorização da moeda chinesa, o Yuan.

Na Europa Oriental e Central, a Criméia será reconhecida como russa e as sanções retiradas ou abrandadas. As relações entre os EUA e a Rússia melhoram significativamente interrompendo ao menos momentaneamente o clima de guerra fria.

Entretanto, serão fortes os efeitos sobre outros países, a começar pela China, que em face dos acordos entre os EUA com a Rússia, percebe brechas em sua aliança com esta última, já que Rússia não mais precisará dela como antes. A Alemanha, a Ucrania , a Polônia e outros da OTAN se sentem abandonados senão traídos, e procuram acordos com a Rússia, esta agora em posição vantajosa.

No Oriente Médio os EUA desmontam seu apoio semi-velado ao ISIS e passam a combatê-lo efetivamente em conjunto com a Rússia. O ISIS não tendo a quem (de peso) recorrer, definha e tende a desaparecer, não sem antes multiplicar atos de terrorismo.

A Arábia Saudita vendo-se quase isolada em sua guerra contra a Síria cogitará em baixar fortemente o preço do petróleo a fim de inviabilizar o shale gás dos EUA e abalar a economia russa e faz que ambos se virem contra ela, que até certo ponto receberá apoio de Israel e de importadores de petróleo, como a China. Enfim, nenhum desses cenários acontecerá se Trump não tentar implantar sua plataforma eleitoral ou não conseguir fazê-lo.


- O renascimento do nosso nacionalismo. É hora de despertar.

Sabemos, existe quem não tenha compromisso com o “interesse nacional”, que aceitaria submeter a Amazônia ao regime de patrimônio da Humanidade e entregaria a "Petrobrax" à Chevron e o Ministério da Fazenda a um auxiliar de George Soros.

Há pouco tempo todos os principais dirigentes mundiais proclamavam que a Amazônia não era dos brasileiros, mas do mundo, que o Brasil deveria ceder parte da soberania e que depois da fase propagandista fariam operações militares.

Recentemente, um suposto brasileiro teria escrito no jornal Le Monde que a diplomacia brasileira deveria se preparar para duas próximas derrotas: a internacionalização da área Ianomâmi, entre a Amazônia do Brasil e Venezuela e a devolução do Acre à Bolívia … a que ponto chegou... E qual a resposta?a resposta do nosso Governo? - Nenhum dos sucessivos governos empunhou bandeira nacionalista.

Desde o final do Governo Militar, pendulam entre os americanófilos que simplesmente tudo cediam aos EUA e os americanófobos, que se opunham aos EUA não por nacionalismo, mas por ideologia esquerdista, pois para os países comunistóides cediam, desde as propriedades da Petrobras até os financiamentos a fundo perdido sem se importar com o interesse nacional.

É hora de despertarmos. Criemos orgulho! Temos a melhor agricultura do mundo e só nós podemos alimentar o mundo todo. Temos energia limpa e barata. Temos o pré-sal, a dádiva da hidroeletricidade e nos preparamos para ser o maior produtor de energia eólica do mundo. Temos um gigantesco patrimônio mineral ainda por explorar.

Quantos Carajás, Quantos Pitingas, quantos Porto Trombetas, quantos Morros dos Seis Lagos se escondem ainda em nosso território? Principalmente nas reservas indígenas onde ainda há restrições para pesquisa e exploração? Temos condições de ser o maior produtor de urânio do mundo e sabemos enriquece-lo com tecnologia nossa. Temos várias hidrovias em uso e muitas outras prontas para utilizar.

Com tantos rios navegáveis quase tudo poderá ser transportado nas hidrovias. Por que ainda não deu certo? Por causa dos maus governos (e foram todos a partir da "Nova República") que descapitalizaram as mais estratégicas empresas estatais para vende-las de preferência a estrangeiros, que assinaram os Tratado de Não-Proliferação e o de Tlateloco, sem contrapartida alguma, que aceitaram a divisão do País em terras indígenas e terras não indígenas, que se corromperam, que ampliaram as corrupções e os que se valeram do combate a corrupção para desmanchar a engenharia nacional, que destruíram a lucrativa industria bélica quer por aversão aos militares, quer para contentar aos EUA, que estão desmanchando a Petrobras por esse ou outro motivo e os que expulsaram os agricultores de suas terras para entregá-las às ONGs indigenistas.

Entretanto, face aos nossos imensos recursos naturais é fácil fazer dar certo: chega baixar os juros, proteger a engenharia nacional e reativar a industria bélica, que é a matriz das inovações tecnológicas isto e algum equilíbrio no exagerado assistencialismo já seria suficiente para a felicidade geral e para ocuparmos o lugar que nos cabe por direito entre as grandes nações Algum dia, talvez no próximo ano, algum candidato apresentará uma plataforma nacional-desenvimentista que inclua modernizar a industria local via encomendas da Petrobras e das Forças Armadas além de manter um protecionismo inteligente.

Que proponha incentivar aos empreendedores agrícolas gaúchos (ou não gaúchos) que abram o Brasil inteiro, de Sul a Norte para criar uma agricultura inigualável, que dá três safras por ano: e que acabe com as firulas prejudiciais do ambientalismo e indianismo, que se proponha incentivar o orgulho de nossa Pátria e da nossa gente e é esse o Nacionalismo que o nosso Brasil precisa.

Um nacionalismo para aproveitar as riquezas que serão produzidas para beneficiar, antes de tudo, o nosso povo! Só temos antes que acabar com o acovardamento causado pelo desarmamento civil e que não devemos resistir a ameaças porque a vida seria o bem supremo.

Não, o bem supremo é a honra! A opinião "publicada" ridiculariza o nacionalismo e é possível que alguns compatriotas, guiando-se apenas por essa imprensa tendenciosa considere que o nosso País não tenha jeito, que é sujo, inculto, burro, incompetente e safado.

Estes, apoiando-se na parcela de verdade do atual momento de descrença, nada farão para recuperar a dignidade da Pátria, pois estão derrotados mentalmente, mas eles estão enganados. A grande aspiração da maioria de nós é superar todos os obstáculos e está chegando a hora do grande salto. A maioria dos povos é fortemente nacionalista e não somos exceção.

Assim como na pirâmide de Maslov, o mais importante para um povo é o que parece que falta. Parece que nos falta honestidade? Então jamais elegeremos outro corrupto. Parece que nos falta coragem? Então não elegeremos outro covarde. Nos falta dignidade? Certamente não mais elegeremos outro mentiroso. Nos falta nacionalismo? Então alguém vai levantar a bandeira do verdadeiro nacionalismo, e se for sincero arrastará a todos nós , que ansiamos por isto. E ele, mesmo contra a opinião publicada, de surpresa poderá vencer, como aconteceu com o Trump.

Gelio Fregapani