01 de Dezembro, 2015 - 00:10 ( Brasília )

Pensamento

Comentário Gelio Fregapani - Turquia, Russia e OTAN, Sem noção e Um problema financeiro



Assuntos: Turquia, Russia e OTAN, Sem noção e Um problema financeiro


Lance temerário no Grande Jogo Geopoítico

 

O ataque turco a um caça russo colocou Putin numa situação difícil, se reagir possivelmente desencadeará uma guerra mundial. Não reagindo perde prestígio e confiança, quer ante seus aliados quer no âmbito de sua própria nação.

Quase sempre quem ousa vence. Se a Russia castigar a Turquia, qual seria a resposta da OTAN? Desencadearia a guerra? Ninguém sabe, mas  afinal o que realmente o Erdogan queria?

Como tudo indica que  a Russia não reagirá militarmente, a ousadia de Erdogan terá sido bem sucedida, sem maiores danos para a Turquia. Poderiam ser os próprios EUA puchando os cordéis? – Não há a menor evidência disto, até agora.

Sem contar a responsabilidade americana na criação do ISIS, deve-se considerar que nenhum dos membros da coalisão criada para combater o "Califado" tem atuado com efetividade, os turcos preferem matar aos curdos e todos querem mesmo é derrubar o governo Sírio. Para isto utilizavam o ISIS, a quem fingiam combater e veladamente apoiam. A Russia, ao tomar a defesa do governo Sírio (e dos seus próprios interesses) entrou de verdade na guerra mudando o quadro do fingimento da coalisão.

Na nova Guerra Fria, a Russia que é a única com política razoavelmente honesta, ia comendo pelas beiradas. Vencedora no "afair" da Crimeia, vinha superando a todos no combate ao ISIS até que o lance de abatimento de uma de suas aeronaves a colocou em cheque.  As notícias de que o caça russo teria sido abatido sem aviso e sobre o território sírio e ainda que o piloto teria sido criminosamente morto estando ainda no paraquedas, ainda precisa de confirmação, mas quem conhece a História do Império Otomano não estranhará se for verdade.

Os EUA haviam devastado o Iraque, o Afeganistão e Líbia para derrubar seus governos hostis e o mesmo queriam fazer com a Síria. A Turquia foi pivô do esforço para usar o ISIS com esse objetivo. Escancarou a fronteira e permitiu a passagem de  milhares de fundamentalistas e enorme quantidade de material militar que alimentara o ISIS, ao qual fingia combater.

Quando Moscou aliou-se ao governo Sírio e atacou o ISIS, Washington viu que não mais poderia manter sua atitude dúbia no combate ao ISIS e deu apoio militar às guerrilhas curdas, contrariando Ancara, que promove uma guerra implacável contra o irridentismo curdo, agora mais forte.  

Erdogan teme que os EUA passem a apoiar a independência curda e quem sabe, teria ensaiado uma jogada ousada para forçar aos EUA  a um confronto com a Russia, quando teriam que retirar o auxílio aos curdos. O ataque ao avião russo pode ter sido uma provocação deliberada com objetivo de sacudir o tabuleiro.
       
A pedido da Turquia, a OTAN realizará uma reunião e terá que se definir, masl como Washington estará dividida. Manterá o apoio militar aos curdos, correspondendo à pressão internacional ou cederá à Turquia, um aliado que não deseja abandonar?


É licito pensar que o ataque teria sido planejado com antecedência por Erdogan para dificultar uma posivel coperacão entre Rusia e a OTAN no combate ao ISIS, principalmente agora que a França, descrente da atuação norte-americana, cogita  unir-se a Russia no combate ao Estado Islâmico.

 

 

Observa-se que os EUA parecem estar perdendo o controle sobre o seu "império". As principais expectativas são  que os EUA não reajam a pequenas retalhações por parte da Russia, desde que não atinjam militarmente o território turco, mas ninguém pode saber até aonde levará essa jogada de Erdogan. 

Nós brasileiros, quase unanimamente, não gostamos do ISIS pelo barbarismo de suas execuções. Os que estudam História sabem que essas atitudes são uma repetição das atitudes do Império  Turco-Otomano,  que abrigava o Califado, ideia rediviva agora no Estado Islâmico. Sabem que essa guerra não terminará por si, mas que a ofensiva deles terá que ser contida pelas armas, como foi o Califado turco na batalha de Lepanto.
    
Caso rompam combates entre a Russia e a OTAN a vitória será do ISIS. Então podemos nos preparar que a guerra entre os muçulmanos e os infiéis (cristão, principalmente) chegará inevitavelmente às nossas casas.
 
Sem Noção

1 -  Da Maria do Rosário: "É um crime alguém resistir a um assalto, pois põe em perigo a sua vida e também a vida do pobre explorado que teve que praticar o assalto para viver"
 
2 - A “fabricação” de terras indígenas  e comunidades quilombolas está fomentando, no país, mais um “Apharteid Étnico” a exemplo do implantado pelos indígenas da Raposa e Serra do Sol, em relação aos não índios.
 
3 - A demarcação de áreas em nome de um “Resgate Histórico” é um engodo, criado pelas ONGs  e governos estrangeiros, infelizmente  encampado por todos governos desde o final do período militar. Atualmente, se vê índio preto com cabelo pichaim. Trata-se de mais uma farsa montada por ONGs fajutas e petistas ladrões.
 
4 - A privatização da Companhia Vale do Rio Doce – (FHC em 1997) desnacionalizou  um dos mais rentáveis patrimônios do país e deixou a exploração do minério brasileiro totalmente à mercê do capital internacional. O que sobrou esvaiu-se na corrupção do PT.

5 - O PSDB  mudou  o estatuto da Petrobras para  em 1999 para fazer os golpes mortais contra a Petrobras - a entrega das ações na Bolsa de NY, a entrega das petroquímicas, a venda da petroquimicas para um grupo turco. O PT interrompeu a desnacionalização apenas por um pequeno período enquanto ampliava a corrupção pré existente e em seguida retomou a desnacionalização. Nenhum deles tem noção de Pátria. Imagine-se o que sobrará se a principal traidora, Marina Silva, for eleita um dia .

Um Problema nacional – Setor financeiro

Ao contrário do badalado Impostometro, o Jurometro da Fiesp não é divulgado pela mídia, mas segundo ele o País já pagou este ano 450 bilhões de juros. Com esse dinheiro seria possível construir 430 mil escolas ou 7 milhões de casas populares ou mais do que dobrar a malha rodoviária ou ainda,  se quiséssemos, fazer algumas centenas de bombas atômicas.        
     
No ritmo que vamos o País pagará mais de 530 bilhões até o final do ano. Pior ainda que a sangria aos cofres do tesouro é que ninguém arriscará a fazer um investimento produtivo  se ganhar mais empregando o dinheiro a juros. Acabando os empreendimentos acabam também os empregos. Isto só é comparável ao que aconteceu por causa da dívida imposta à Alemanha pelo Tratado de Versalhes, que resultou no nazismo.
     
No nosso País também pode ter consequências funestas, pode desaguar no nazismo ou no comunismo ou em coisa ainda pior.
     
Mas, não vamos perder a esperança. Soluções existem. Só não serão implantadas pela atual Presidente nem pelo governo de algum dos postulantes, com exceção talvez de um governo forte.
 

Que Deus proteja este pobre nosso País

Gelio Fregapani