01 de Julho, 2014 - 01:18 ( Brasília )

Pensamento

Comentário Gelio Fregapani - Convenção 169, O menos pior, Questão Indígena e Sem Noção



Assuntos: Convenção 169, O menos pior,
Questão Indígena e Sem Noção

 
 
Mais preocupante do que a Copa
     
A Convenção OIT n? 169 junto a ONU, Decretada por FHC, aprovada pelo Congresso e Promulgada por Lula, pode ser considerada o maior crime da nossa História moderna, pois é a maior ameaça à nossa integridade territorial desde a Guerra do Paraguai. Pelos  termos da convenção  até o dia 24 de julho ela pode ser denunciada e se  Dilma  o fizer terá anulado o perigo de perdermos a condição jurídica de impedir uma Declaração de Independência das  minorias étnicas.
     
Se a Presidente denunciar a Convenção terá justificado seu mandato apesar de todos os erros que tenha cometido até então, mas se não o fizer estará no mesmo patamar dos traidores acima citados, apesar das eventuais decisões corretas em algum outro setor. Receberá no futuro a maldição de mais de 190 milhões de brasileiros que verão o nosso País dividido e espoliado e ainda saberão identificar os responsáveis por esse crime.
 
Tema que não merece o gasto de nossa energia e onde a podemos concentrar
  
Consta na História que Ricardo Coração de Leão nas Cruzadas sentindo que mesmo vitorioso não conseguiria tomar Jerusalém, após vencer Saladino em combate negociou apenas autorização para que os peregrinos a visitassem e fizessem a devolução da verdadeira Cruz que estava em poder dos muçulmanos.

  
Dentro da nossa ótica nacionalista, também sentimos que não poderemos ter um presidente que corresponda minimamente a nossos ideais de soberania e teremos que reduzir nossas metas aos congressistas, pois nenhum dos principais candidatos a presidente parece compreender sequer as ameaças, levadas em frente através de cartéis transnacionais e coadjuvada por concentradores locais.
        
Ao nos ocuparmos das questões nacionais seria melhor não desperdiçarmos tempo em discussões de importância secundária ou em assuntos em que não podemos influir. Em artigo recente Adriano Benayon descreveu a situação: “O real sistema de poder manobra sempre para que todos os candidatos com chance de chegar ao 2º turno estejam comprometidos com a realização destes objetivos: ampliar e aprofundar a desnacionalização da economia, desindustrializá-la, servir a dívida – inflada pela composição de juros absurdos – e propiciar ganhos desmedidos às empresas transnacionais”.
  
- O grupo de um dos candidatos já demonstrou ser apátrida doando os ativos de nossa economia a corporações estrangeiras, em especial, os setores estratégicos de telecomunicações e de energia e submetendo-se às imposições de países hegemônicos e ainda se gaba disto. Nada podemos esperar dele a não ser mais submissão ao estrangeiro dominador.
     
Um outro grupo, atualmente no governo, se não teve intenção deliberada de destruir o país (como o anterior) também não teve coragem para se opor, além de, em nome da governabilidade ou das próprias ambições, elevou a corrupção a níveis nunca antes alcançados.
 
Devido às alianças espurias para reeleição e ao DNA corporativista de seu partido, podemos esperar desse grupo mais corrupção ainda.
    
O terceiro grupo talvez nem esteja pensando em vencer, mas sim em aparecer. Quase desconhecido, apenas a divulgação da programática do partido (a abolição da propriedade privada nos meios de produção) já tornaria o candidato inaceitável a não ser para protestar (como foi o macaco Tião, por exemplo), mas sua união com a bruxa do atraso prejudica até a aspiração de atrair os votos de protesto.

Em relação ao Executivo, com qualquer um teremos pouco mais do que frustrações, raiva e desespero. Que cada um escolha o “menos pior”, porque não existe o “melhor”
    
- Quanto ao Judiciário também não se espera nada de bom. Está sob a direção e com maioria composta por militantes a serviço de um partido e de inexpressivo saber jurídico, inclusive um foi reprovado até em concurso para juiz de primeiro grau e condenado por negócios escusos. Para o Judiciário nem podemos ao menos escolher o “menos pior”, tal como o Executivo, podemos esperar pouco mais do que frustrações, raiva e desespero e a primeira das frustrações será em relação aos mensaleiros.
 
- Resta-nos poder influir no Legislativo. Este sempre foi o pior dos Três Poderes o mais podre, o mais corrupto, o mais caro e o mais inútil, é verdade entretanto, nele podemos influir, ainda que minimamente. Sempre, em todos os Estados haverá entre os candidatos pessoas decentes e nacionalistas pergunte, antes de escolher a quem dará seu voto, qual a posição na questão indígena? a mais perigosa de todas,tolice seria votar em partidos e não em pessoas pois os partidos são balcões de negócios e as vezes também porta-vozes de ideologias nefastas.

 A serviço da Pátria, não há nenhum.  

A Questão indígena – estamos aprendendo
     
Pelos cálculos feitos ainda em 2007, já dava para perceber que o Brasil tinha se transformado, de vez, no paraíso das ONGs. Naquela época, o número de organizações não governamentais girava em torno de 250 mil, com aportes financeiros federais da ordem de mais de R$ 3 bilhões. Hoje, as estimativas indicam que há perto de 600 mil ONGs atuando no país, recebendo mais de R$ 18 bilhões por ano em repasses federais e verbas de valor desconhecido vindas de fora, inclusive de governos estrangeiros. Não possuímos registros confiáveis sobre os reais serviços prestados por essas ONGs, onde atuam de fato e como atuam além das denúncias de corrupção sobram informações de ingerência dessas entidades em assuntos de interesse do Estado, inclusive nas de Segurança Nacional enquanto os projetos de regulamentação dormem nas gavetas do Congresso. A maior parte das ONGs tem atuação na Amazônia e são direta ou indiretamente vinculadas a organismos internacionais, seus objetivos são claros para qualquer analista de Inteligência – o controle das jazidas minerais consideradas de extremo interesse estratégico.
     
Nos oito anos do FHC foram 145 áreas demarcadas e nos oito anos de Lula, 79, nos quatro de Dilma, 10. Segundo a FUNAI, 65 áreas já reconhecidas como indígenas aguardam a homologação da Presidente e o Conselho Indigenista Missionário, talvez o mais perigoso inimigo da nossa Nação, se queixa da morosidade do Governo nas demarcações, que visam, à primeira vista, proteger a cultura dos povos indígenas, para logo que possível os separarem do nosso País, de modo que possam  controlá-los efetivamente e dispor dos imensos recursos naturais.
     
Sem uma resposta efetiva por parte das autoridades, que consideram essas ameaças coisa de ficção ou história de caboclos perdidos na selva é claro que nossos problemas se agravarão.  Felizmente o período em que a Funai agia com superpoderes acabou. O nosso povo começa a tomar consciência da malignidade do uso do meio ambiente e do indigenismo mas nos manter no subdesenvolvimento, impedindo a construção de hidrelétricas, a expansão da agricultura e até o asfaltamento de estradas. De senhores do País  os ecoxiitas estão passando a repudiados, Veja-se a Marina, que pensava ter 20 milhões devotos cativos, hoje faz o Campos perder os votos de protesto que teria.

Estamos aprendendo.
 
Laivos de independência
    
Numa das poucas atitudes corajosas, há três anos o  Brasil não tem representação efetiva na OEA, apesar de sermos o segundo maior contribuinte da Organização. A relação fria vem da absurda exigência da entidade em 2011 para que fosse sustado “imediatamente” a obra de Belo Monte e que a usina não fosse construída.
     
Pela primeira vez o nosso País enfrentou as exigências de um organismo internacional, e manteve altivamente uma postura independente.

Lamentavelmente o Governo não teve a mesma atitude em outros setores, mas sabemos que o próximo governo pode ser ainda pior.  
 
O motivo real
     
Que há corrupção na Petrobras não há dúvida, mas a razão principal da campanha para denegrir a empresa é a disputa pelo lucro do pré-sal. O FHC  deu todo o petróleo para quem o produzir, pagando apenas Royalties e impostos em dinheiro. Lula fez um novo marco regulatório, forçando a partilha de produção e que a Petrobrás fosse a operadora única do pré-sal, isto causou uma reação brutal nos lobistas do Cartel internacional: Sendo a Petrobrás a operadora única ela impede que ocorra: o superdimensionamento dos custos de produção (ressarcidos em petróleo) e o subdimensionamento na medição da produção.
     
Mais perigoso que o aproveitamento da descoberta das inquestionáveis corrupções partidárias na Empresa, é a campanha difamatória que diz que a Petrobrás não tem recursos nem tecnologia para ser operadora única, afirmação que parece ser tão falaciosa quanto aquela que declarava o pré-sal ser uma farsa.
     
Não deixemos acabar com o que existe de bom só porque foi Lula que fez. Até um relógio parado estará certo duas vezes por dia.
 
Mordomias sem noção

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) é formado por 33 ministros. Foi criado pela Constituição de 1988 poucos conhecem ou acompanham sua atuação, pois as atenções nacionais estão concentradas no STF. No site oficial está escrito que é o Tribunal da Cidadania. Será? Um simples passeio pelo site permite obter algumas informações preocupantes – Para que serve? – Não sei.

Foi publicado que o tribunal teria 160 veículos, dos quais 112 são automóveis e os restantes 48 são vans, furgões e ônibus. É difícil entender as razões de tantos veículos para um simples tribunal. Mais estranho é o número de funcionários. São 2.741 efetivos, mas o número total é maior ainda. Os terceirizados representam 1.018. Desta forma, um simples tribunal tem 3.759 funcionários, com a média aproximada de mais de uma centena de trabalhadores por ministro.  Em 2010, a dotação orçamentária foi de 940 milhões. Para comunicação e divulgação institucional foram11 milhões e para assistência médica 47 milhões, 225 mil em vacinas.. Destinados para compra de água mineral 170 mil.

Ainda sem Noção

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E no Mundo?
    
Poucos milhares de fanáticos sunitas enfrentam vantajosamente forças mito superiores do Exército do Iraque. Os EUA decidem auxiliar o exército iraquiano com drones armados, o que é paradoxal pois os “inimigos” são os mesmos que eram auxiliados na Síria, contra o “presidente” Assad. O que assusta é a presença de ocidentais entre os rebeldes sunitas.

Os fanáticos declaram a criação de um califado que reuniria todos os islâmicos e se conseguirem vai alterar a atual balança do poder mundial e tenderá a unir a Civilização Ocidental contra o barbarismo dos massacres que realizam continuamente sobre os que julgam infiéis, criando condições para uma nova Cruzada.

A União Européia assina acordos de associação com Ucrânia e mais duas ex-repúblicas soviéticas.  O Presidente da Comissão Européia destaca que acordos "não são contra ninguém", mas Rússia alerta para graves consequências da assinatura.

 E daí? – Só aguardando para ver.   
 
Que Deus abençoe o que resta de decente em nosso País
 
Gelio Fregapani