27 de Abril, 2014 - 01:29 ( Brasília )

Pensamento

Comentário Gelio Fregapani - O tabuleiro do Grande Jogo



Assunto: O tabuleiro do Grande Jogo


        
O que está em jogo na guerra civil na Ucrânia: para os EUA, trata-se de aumentar sua área de influência hegemônica e para a Rússia, de deslocar essa hegemonia.

O desafio foi lançado quando os EUA e aliados da OTAN distorceram a intenção do Conselho de Segurança sobre a Líbia e “ampliaram” uma “zona aérea de exclusão”, para “zona de tiro-livre” para atacar e bombardear a Líbia.

A Rússia não encarou, mas  decidiu conter o avanço dos EUA e conseguiu conter na Síria. Lá os EUA não recuaram, mas não conseguiram avançar. Na Criméia a Rússia avançou. Desafiou ostensivamente à hegemonia mundial dos EUA e tudo indica que será vencedora, até porque os EUA não desejam encarar uma guerra que pouco lhes será  útil.

Ao contrario do que parece a influência dos EUA não está em declínio em todo globo. A América Latina ainda depende pesadamente dos EUA e apesar do esquerdismo infantil da alguns de seus governantes inicia um refluxo da (merecida) hostilidade  aos EUA. Seu principal inimigo – o Maduro, na Venezuela, não conseguirá manter-se sem uma sangrenta repressão. Os governos esquerdistas sul-americanos, todos, estão pressionados quer pelos governos do 1º mundo quer pela própria incompetência. Há perspectiva de mudanças e nessa área os EUA sairão ganhando, talvez até consigam bloquear a relação comercial China-Brasil, vista como ameaça aos interesses dos EUA, que não vê com bons olhos a expansão da economia brasileira, cada vez mais apoiada na China, esta interessada na formação de outro bloco econômico envolvendo os Brics, para se contrapor ao bloco ainda hegemônico do dólar. O desenvolvimento econômico dos BRICS é o fato portador de mudanças no grande tabuleiro muito dele depende do desenvolvimento da China e muito deste depende da agricultura e dos recursos naturais do nosso País.

O Oriente Médio, com exceção do Irã e da Síria, está aliado uns para os EUA, outros para a Arábia Saudita, o que dá no mesmo. E a África? – Por enquanto nem conta

Neste jogo.
 
O quadro político nacional

A imagem do PT já estava bastante desgastada. A da presidente Dilma, construída por marqueteiros, teve dois pilares de sustentação: ética e competência gerencial. O perfil ético de combate “os malfeitos” não resistiu às pressões de seus partidários e aliados e a suposta competência foi diluída por falhas amplamente divulgadas, entre elas o lamentável episódio da compra da refinaria de Pasadena. Num passe de mágica o prestígio da Presidente desmanchou em um mês com as manifestações do ano passado e continua caindo. Só dá certo as tarefas atribuídas aos militares. Seu governo, virtualmente acabou e suas chances de reeleição, ainda existentes, diminuem dia a dia.

Estamos diante de alternativas péssimas. Ou a quadrilha do PT ou a Oligarquia Financeira Transnacional ou ainda o indianismo/ambientalismo retrogrado da Marina. A previsão é de vitória dos entreguistas do PSDB. O PMDB talvez abandone o barco assim que a candidatura do Aécio Neves ou a do Campos se consolide, levando consigo uma boa parcela da ladroeira, juntamente com seus votos de cabresto. A oligarquia financeira tudo fará para evitar a reeleição da Dilma e do Lula.

A corrupta atuação do PT/PMDB no atual governo dá legitimidade a mudança de governo, cuja real finalidade é corrigir os rumos da política externa, sob a ótica dos EUA. Uma eleição do Campos /Marina seria a  pior hipótese pois travaria todo o progresso e terminaria por dividir o País em pequenas nações étnicas atreladas às ONGs da casa real inglesa. De uma corrente de Nacionalismo Honesto há poucos sinais, ela existe, mas a mídia estrangeira convenceu o nosso povo que é coisa de militares truculentos e assim ainda não encontra eco na nossa gente.

O que podemos esperar da provável vitória do Aécio? Certamente também não será o melhor dos mundos: De bom resultará a interrupção dos incríveis amores à Cuba e a outros governos esquerdistas a quem os governos Lula/Dilma se subordinaram e a uma utópica unidade sul-americana. De mal a desnacionalização do que restou, o fim da política externa independente, a total subordinação à oligarquia financeira internacional que resultará em miséria sob o controle do FMI. É claro que muitos petistas em seus cargos comissionados procurarão inviabilizar a administração antes da substituição e que os “movimentos sociais (MST, MAB Etc.) tentarão criar um caos que exigirá uma intervenção militar de consequencia imprevisíveis.
 
Devemos considerar ainda que, no nosso País como em muitos outros, sempre houve fraude eleitoral. Que haja fraudes também nas urnas eletrônicas não será novidade e é provável que o nível de desconfiança tire a legitimidade da eleição. Pior ainda se algum juiz eleitoral confirmar que está mais a serviço do PT do que à lisura nas eleições. Afinal, assim que operam os partidos quando tem oportunidade.
 
O mundo Ocidental e a Oligarquia Financeira não ajudariam o novo governo se este lhe for favorável? – É melhor não contar com isto! São muito generosos até conseguirem o que querem. Já vimos isto no apoio à criação da Reserva Raposa-Serra do Sol. Foi só até a homologação. Depois, o abandono.
 
O  problema mais imediato

A sociedade brasileira está sendo artificialmente desunida e segmentada em negros, índios, feministas, gays, ambientalistas e assim por diante. Antagonismos semeados por milhares de ONGs, incitando a quem se sente injustiçado para que se torne inimigo da sociedade e que o Estado deve impor sua causa em detrimento de todos os demais.

Naturalmente, a defesa dos duvidosos direitos de grupos é mero pretexto criado pela oligarquia internacional para dividir o País ou no mínimo para quebrar-lhe a coesão. No caso da campanha indigenista está provocando uma escalada nos conflitos em vários Estados e revela potencial de uma guerra civil. Agora o risco será maior se o Governo não denunciar a Convenção dos Direitos dos Povos Indígenas até julho,pois perderemos as condições jurídicas de recusar a independência e a secessão de quaisquer das reservas que assim o desejar.

A campanha indigenista, orientada do estrangeiro visa também quebrar o setor produtivo rural, como se viu em Roraima, e não serve aos índios que desejam prosperar ( como todo ser humano) pois retira deles  a liberdade, porque eles ficam confinados e o direito de desenvolvimento pleno de sua própria vida forçando-os a voltar a viver como na idade da pedra.

Não é de admirar que os maiores inimigos do movimento indigenista sejam os índios esclarecidos. Enquanto isto, gente de visão curta, fica discutindo somente a política partidária.
 
O Exercito - O Grande Mudo

Quem inaugurou a criação das gigantescas reservas indígenas foi o Collor, mas para ser fiel aos fatos, foi FHC quem começou com a destruição das Forças Armadas, com as escandalosas indenizações aos ex-terroristas, deu os primeiros passos para instalação da tal Comissão da Verdade, achatou os soldos, prosseguiu com o sucateamento do material bélico e, ao criar o Ministério da Defesa, nomeou como Ministro uma pessoa suspeita de envolvimento com o crime organizado. O Lula manteve a mesma política e, mais realista cedendo, quando a pressão ficava mais forte, e seguindo a orientação dele, Dilma nomeou o Celso Amorim, o mesmo que assinou a convenção dos povos indígenas, que nos conduzirá a guerra ou a mutilação do território.

É óbvio que o Exército está descontente, como toda a camada pensante da população e esta pede diariamente por uma intervenção, que seria legitimada porque as Forças Armadas gozam do mais alto índice de confiança da população, entretanto,  o Exército tende a continuar mudo, evidenciando não ter apetite por novamente ter que consertaros estragos da administração civil. Não são as Forças Armadas que devem dizer qual o nível de corrupção tolerável e qual o não tolerável, nem mesmo se o País deve ser uma democracia ou de ter um regime comunista. De qualquer forma terá que intervir se houver uma guerra civil ou em caso de ameaça de separatismo, este muito mais provável.
 
Que Deus proteja o nosso Brasil de uma Guerra Civil
 
Gelio Fregapani