20 de Abril, 2013 - 10:15 ( Brasília )

Pensamento

Comentário Gelio Fregapani - Como se acovarda um povo, Novas privatizações, Juros, Na ABIN, Raposa-Serra do Sol, Atentado em Boston e Boa notícia


Assuntos: Como se acovarda um povo, Novas privatizações, Juros, Na ABIN, Raposa-Serra do Sol, Atentado em Boston e Boa notícia

 

 Como se acovarda um povo brioso

Uma análise desapaixonada consegue ver na progressão da insegurança e a violência do nosso País um efeito mais profundo do que aparenta: o acovardamento da nossa nação, em uma incrível manobra de guerra de 4ª geração.

Partindo da situação então existente em 1988 a insegurança se agravou com a “Constituição Cidadã”, que para defender o indivíduo contra o Estado, ignorou a defesa do Estado, gerando a impunidade. Isto só por si já incentivou a criminalidade, logo agravada pelo ingênuo e utópico Estatuto da Criança e do Adolescente.

Aí entrou o aproveitamento: o incentivo a não reação e a proibição de armas às pessoas de bem....

Juntando a impunidade com a retirada dos meios de reagir, mais a insidiosa propaganda de que o bem mais precioso seria a vida e não a honra, estão reunidas todas as condições para a nação ser subjugada quase sem esforço. Desarmada e alquebrada a vontade nada mais resta a não ser a submissão, a rendição implorando apenas por misericórdia, do bandido ou do estrangeiro saqueador. A Pacificação das Favelas com avisos dos dias das operações pelas forças de segurança, parece feita para evitar o confronto. Histórias da carochinha.

Ainda tem jeito? Claro que sim, é só armar as pessoas honestas e incentivá-las a reagir. Mudar a legislação para acabar com a impunidade também ajudará, mas só a filosofia da reação pode ter efeito seguro.

Um povo pode escolher entre a submissão e a honra. Não pode ter as duas juntas.  
 
Novas privatizações

 

O neoliberalismo de FHC não nos considerava um país, mas um mercado, e integrado a outros mercados do mundo. Sem cidadania, sem história, sem passado, sem futuros, como mercado, apenas consumidores e fornecedores de matéria prima. Como à época da campanha da mídia e dos neoliberais pela destruição da Rede Ferroviária Federal, a privatização dos portos públicos sofre hoje um forçamento terrível. A Globo e a Veja lideram a tropa de choque. Pedem em uníssono a privatização dos portos. O governo atende e a Globo e a Veja elogiam o governo, pelo seu pragmatismo, sua adesão à racionalidade, à eficiência, à “redução do Custo Brasil”.

 O principal executor da privatização da Rede Ferroviária, à época a mando de FHC, novamente vai à banca internacional combinar o modelo de nova privatização dos portos, com idênticos objetivos, agora em nome de um governo que ainda cremos nacionalista...

Alega-se que não há outra saída porque o Estado não tem como financiar os investimentos e é incompetente para gerir. Ora, o Estado tem uma capacidade de financiamento muito maior que qualquer empresa privada. Além disso, é o Estado, via BNDES, que financia as privatizações, como vimos anteriormente. O argumento da falta de recursos não se sustenta. É falacioso e desonesto. Quanto a competência, se não for encontrada nos quadros técnicos ou políticos, a temos nos empresários bem sucedidos. Se não for suficiente, encarregue-se as Forças Armadas que elas darão conta do recado.

 

Os portos privados estarão ligados a empresas multinacionais de navegação marítima, grandes grupos internacionais, que estabelecerão preços artificialmente baixos (dumping), transferindo os custos para os demais itens (fretes etc). Quebrarão os portos nacionais que estejam na sua área de influência. Quando tiverem a logística portuária sob seu controle e quebrado os portos nacionais, públicos ou não, os oligopólios estabelecerão suas condições e seus preços ao país, aos produtores, exportadores e importadores brasileiros.  Contudo, aos poucos vamos tomando consciência.
Brasil, desperta!
 

O efeito dos juros

Quando os juros caem, a população tem maior acesso ao crédito e consome mais. O aumento da demanda pode pressionar os preços caso a indústria não esteja preparada para atender, mas facilita os empreendimentos, o que tende a aumentar a produção e logo satisfazer a demanda.

Quando os juros sobem, inibem o consumo. Momentaneamente evita-se que os preços subam, ou seja, que haja inflação, mas também inibem os investimentos, que ficam mais caros. A economia desacelera e a produção também, causando, em médio prazo, mais inflação e em longo prazo a temida recessão se não for corrigido a tempo.   

Com uma baixa taxa básica diminui a despesa governamental com os juros.  Assim, começa a "sobrar" um pouco mais de dinheiro para obras de infraestrutura, para diminuir os impostos e até (infelizmente) para roubar. Se a taxa sobe, ocorre o inverso. Deve ser assinalada ainda a evasão de divisas, se considerarmos que o grosso dos “investimentos” especulativos é de estrangeiros.

A atual Presidente parece compreender isto, mas não teve força ou coragem de enfrentar os monetaristas do Banco Central, muito ligados ao capital internacional, o principal interessado nos juros altos, que tudo tem feito para o conseguir.
 
Na ABIN

Vazou o informe que um dos oficiais de inteligência em Foz do Iguaçu passava conhecimentos aos norte americanos, por dinheiro. Também que a direção Geral da ABIN teria tentado abafar o caso, apenas o destituindo de um cargo de chefia.

Se for verdade, é melhor acabar com esse serviço e criar um novo e mais eficiente.
 
Necessidade de união

No momento em que sentimos uma grave ameaça à unidade Nacional os radicais de ambos os lados insistem em nos manter divididos. Os da Esquerda falam em punições. Deviam lembrar-se que os quedeflagraram a guerra suja também torturaram e executaram, tem que aceitar o mesmo remédio, pois os termos do enfrentamento foram por eles lançados.  Por enquanto, os radicais da Direita reagem apenas com palavras.

Por enquanto...

Seria melhor pararem com isto. Enquanto é tempo.
 
Pós-demarcação na Raposa-Serra do Sol
 
A comitiva parlamentar que foi a Raposa –Serra do Sol está pasma; desde a demarcação, a maioria dos índios preferiu morar nas favelas de  Pacaraima e em Boa Vista, onde também se encontram agricultores expulsos de suas terras para a formação da reserva. São milhares, constatou a comitiva.

Os nativos que ainda vivem na reserva não mais tem o que comer, além da bolsa família. Seria isto que queriam?
 
Índios no Congresso e no Palácio do Planalto
 
Mais de 600 índios de 73 etnias diferentes ocupam nesta terça-feira (16) o plenário da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara. Eles participaram da reunião da Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Indígenas que ocorre na Casa.
Com chocalhos, tambores e lanças, os índios dizem que só deixarão o Congresso quando o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), assumir o compromisso de cancelar a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 215, que transfere a competência das demarcações que hoje é feita pela Funai (Fundação Nacional do Índio), para o Congresso Nacional.

Tinha índios muito pretos, de carapinha. Tinha índios de bigode. Tinha mestiços e brancos puros.

Será que a cúpula governamental agora percebe que a questão étnica é uma falácia, e que está sendo usada contra os interesses nacionais?
 
Atentado em Boston

Descobriram rápido. Os EUA demonstram em todas as ocasiões defender seu povo, parabéns. Como gostaríamos que nossos governos agissem assim. Uma boa ocasião seria em relação aos nossos compatriotas presos injustamente na Bolívia, sem esquecer os nossos agricultores perseguidos na Bolívia e no Paraguai. Entretanto, há pouca esperança de que nosso Governo os defenda, como fariam os EUA com os seus, pois até em nosso território permite que brasileiros sejam expulsos de suas terras  pelas ONGs , índios e pelos baderneiros que se intitulam sem terra.  

 
Enfim, uma boa notícia

Em São José dos Campos SP, uma aeronave mais avançada ganha forma. Batizado de 14-X,. Em comum o pioneiro 14-bis de Santos Dumont, o 14-X pode garantir para o País um lugar no pódio da tecnologia aeroespacial. Não tripulado, o modelo é hipersônico, capaz de atingir dez vezes a velocidade do som (mais de 11.000 km/h).

As propriedades do 14-X colocam o Brasil no seleto grupo de nações – ao lado de Estados Unidos, França, Rússia e Austrália – que pesquisam os motores scramjet, que não têm partes móveis e utilizam ar em altíssimas velocidades para queimar combustível (no caso, hidrogênio). Parabéns para nossa industria aeronáutica.

 
Que Deus guarde a todos nós

Gelio Fregapani

ADENDO

 
Muito se fala das ONGs ambientalistas radicais, porém pouco se diz claramente sobre elas. Sem dúvida são muito numerosas, mas o prof.
Denis Lerrer Rosenfield,estudioso dos assuntos indigenista-ambientalista, fez uma relação das ONGs mais ativas.

E por isso mesmo mais perigosas para o Brasil
 
WWF Brasil, ONG sediada nos EUA, tem fortes financiadores e apoiadores.

Sua atuação no Brasil, além de militar contra a revisão do Código Florestal, situa-se na área de infraestrutura e agricultura. É contra a construção do Terminal Portuário de Morrinhos (MT), a construção do Complexo Intermodal Porto Sul que envolve o traçado final da Ferrovia de Integração Oeste – Leste (FIOL) no Sul da Bahia,um Terminal Portuário Privado da Bamin, do Porto do Sul e um aeroporto Internacional (BA) .

*Na região se aliou ao Instituto Arapyaú, bancado pelo empresário Guilherme Leal da Natura e por Roberto Marinho Filho, da rede Globo, ao Instituto Floresta Viva e ao IESB e a inúmeros estrangeiros que compraram áreas ao norte do litoral de Ilhéus e que lutam contra o desenvolvimento sócio econômico da Região.

O Greenpeace, ONG cada vez mais acusada de fraudes na Europa e de utilização dos recursos coletados para os seus dirigentes, é contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte, os transgênicos, a pecuária na Amazônia, além de ser evidentemente contra a revisão do Código Florestal. Seus financiadores e apoiadores são expressivos.

O ISA (Instituto Socioambiental), ONG ambientalista e indigenista, além de ser contra a revisão do Código Florestal, é contra a construção de novas hidrelétricas, centrando seus ataques em Belo Monte. Seus apoiadores e financiadores se dizem defensores dos “povos da floresta”. Entre eles, além de empresas e fundações e institutos, temos governos estrangeiros. O ISA compartilha as mesmas posições do Cimi, da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do MST. Por sua vez, seguem os princípios da Teologia da Libertação, advogando pelo fim do agronegócio brasileiro e da economia de mercado, contra a construção de hidrelétricas e impondo severas restrições à mineração. Junto com as demais ONGs, lutam por uma substancial redução da soberania nacional.

(CIMI)- Conselho Indigenista Missionário,tem Dom Erwin Krautler como presidente. Possui o mais completo mapeamento dos povos indígenas do Brasil.

Sua posição é evidentemente contrária à revisão do Código Florestal. Dentre seus apoiadores e financiadores, destacam-se a Icco (Organização Intereclesiástica de Cooperação para o Desenvolvimento), a NCA(Ajuda da Igreja da Noruega), as Embaixadas da Noruega, Britânica, da Finlândia, do Canadá, a União Europeia, a Funai, a Natura e a Fundação Ford (dados foram extraídos de seu site).

O Centro de Apoio Socioambiental (CASA), por sua vez, segue a orientação da Teologia da Libertação, no sentido de promover no país as “nações indígenas”. Além de suas ações contrárias à revisão do Código Florestal, ele se posiciona contra a construção de hidrelétricas, em particular a de Belo Monte.

Procura igualmente condicionar os financiamentos do BNDES às suas próprias condições, evidentemente apresentadas como de “preservação da natureza”.

Seus apoiadores internacionais são importantes, misturando-se igrejas, empresas, ONGs e fundações.

O Movimento dos Atingidos pelas Barragens (MAB), braço do MST, além de ser contra a revisão do Código Florestal, é contra a transposição do Rio São Francisco e a construção das hidrelétricas em geral. Centra suas ações nos projetos de Jirau (vitima de saqueamento recente veja neste site) e Santo Antônio no Rio Madeira, de Belo Monte, Riacho Seco e Pedra Branca,  Itapiranga, na divisa de Rio Grande do Sul e Santa Catarina e na Bahia entre outras.

A Via Campesina MST, por sua vez, atua também contra a revisão do Código Florestal, os transgênicos, o agronegócio, a cultura de cana-de-açúcar e produção de etanol, florestas de eucaliptos e a cultura da soja. Ademais, tem forte atuação junto aos movimentos indigenistas e qu ilombolas.

Conservation International tem vasta atuação internacional, estando presente no Peru, no Equador, na Selva Lacandona, México, centro operacional dos zapatistas.
No Brasil, posiciona se contra a revisão do Código Florestal, contra a agricultura em Minas Gerais e Bahia, através da ampliação em 150 mil hectares do Parque Nacional Grande Sertão Veredas.

É contra a construção do Terminal Portuário de Bamin, do Porto do Sul (BA), e do traçado final da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). Tem fortes apoiadores empresariais (Natura, Rede Globo,Redes Hoteleiras,estrangeiros, principalmente suiços e alemães), fundações e governos estrangeiros.Usam como pano de fundo falsas imagens e propagandas fascistas verdes.

Amigos da Terra, forte ONG internacional, te m, entre seus fundadores, Brice Lalonde, que foi ministro do Meio Ambiente de Mitterrand. Ele chegou a declarar que o Brasil deveria “renunciar a parcelas de sua soberania sobre a região amazônica”.
Destaca-se, na Europa, por sua campanha contra o etanol brasileiro.

A lista apresentada não é, evidentemente, exaustiva. Ela permite, porém, um olhar um pouco mais abrangente dos interesses em jogo. Todas lutam pela preservação da “reserva legal”, isentando-se de toda ação do mesmo tipo em seus países de origem.

Observe-se que a ONG Conservation International reaparece como parceira da WWF. Ora, essa mesma consultora é sócia-fundadora do Instituto Socioambiental ? ISA, ONG ambientalista e indigenista. A atuação dessa ONG nacional está centrada na luta dita pelo meio ambiente e pelos “povos da floresta”. Advoga claramente pela constituição de “nações indígenas” no Brasil, defendendo para elas uma clara autonomia, etapa preliminar de sua independência posterior, nos termos da Declaração dos Povos Indígenas da ONU.