CMS
envia 4º Contingente da Companhia
de
Engenharia de Força de Paz - HAITI
O
Comando Militar do Sul (CMS) recebeu a tarefa de preparar
o 4º contingente da Companhia de Engenharia do Haiti.
O núcleo dessa tropa é o 3º Batalhão
de Engenharia de Combate de Cachoeira do Sul/RS, que cooperará
com dois pelotões.
Outro pelotão será enviado de Lages/SC,
do 10º Batalhão de Engenharia de Construção.
A Companhia será completada por um pelotão
do 2º Batalhão de Engenharia de Combate de
Pindamonhangaba/SP, este subordinado ao Comando Militar
do Sudeste. O Comando da Companhia foi escolhido pelo
Comandante do Exército, e será exercido
pelo tenente coronel PAULO ROBERTO VIANA RABELO, que até
então, servia na Brigada de Infantaria Pára-quedista,
Rio de Janeiro/RJ. TODOS os militares são voluntários
para a missão!
Em
1º de junho de 2004 iniciaram-se as atividades da
Missão das Nações Unidas para a Estabilização
do Haiti (MINUSTAH). Desde o primeiro momento, o Governo
Brasileiro aceitou a solicitação da ONU
para integrar essa Força Internacional com a finalidade
de restabelecer a normalidade institucional naquela nação
amiga. Nove países atualmente cooperam com tropas,
além de forças policiais e observadores
civis e militares de diversas procedências.
Para
o Brasil, a importância da missão reside
na sua projeção internacional e na cooperação
espontânea em prol da paz mundial. Já, para
o Exército, significa a possibilidade de cumprir
uma das missões previstas na Política de
Defesa Nacional, além de dar experiência
às suas tropas em operações de paz.
A tropa
brasileira está composta por 1.200 militares, sendo
950 do chamado BATALHÃO BRASILEIRO (BRABAT) e 150
da Companhia de Engenharia de Força de Paz
HAITI. Esta última foi enviada para o Caribe após
solicitação da ONU, tendo em vista a necessidade
de uma tropa especializada em trabalhos de construção.
Observa-se que cada contingente é substituído
a cada seis meses de operações.
A Companhia
de Engenharia tem como principal missão apoiar
as forças que compõem a MINUSTAH, construindo
fortificações, perfurando poços artesianos
para abastecer a tropa, auxiliando na instalação
dos quartéis do contingente da ONU, dentre outras
atividades. Extensivamente, apóia o governo haitiano
em trabalhos de recuperação da infra-estrutura
local, com a finalidade de reduzir o sofrimento da população
do país.
A Companhia
está aparelhada por uma variada gama de modernos
equipamentos de engenharia, inclusive com uma usina de
asfalto. Ela se compõe de um Pelotão de
Comando, um Pelotão de Apoio e dois Pelotões
de Engenharia, variando o efetivo de cada pelotão
entre 30 e 40 militares. A Companhia ficará aquartelada
em Porto Príncipe. Salienta-se que a ONU ressarci
os custos da aquisição e manutenção
dos equipamentos que são enviados às Forças
de Paz no mundo todo após prestação
de contas dos países signatários.
A preparação
da tropa durará um total de seis meses, sendo que
ela iniciou os preparativos em junho. Após diversas
medidas administrativas, uma bateria de exames médicos,
odontológicos, físicos e psicológicos
se certificará que os militares estão nas
melhores condições de se afastarem do Brasil
por seis meses. É importante observar que a infra-estrutura
existente no Haiti e a intensidade das missões
a serem desenvolvidas sinalizam para que o militar esteja
com 100% de sua capacidade física e psicológica.
Em
agosto, os militares iniciaram um intenso programa de
instrução militar, com a finalidade de igualar
conhecimentos em atividades gerais, como tiro, educação
física, orientação, técnicas
e táticas individuais, dentre outras. Também
serão ministradas instruções determinadas
pela ONU, aulas de inglês (idioma oficial da missão)
e francês e estágios técnicos específicos.
Estes últimos têm a finalidade de ambientar
os militares com os equipamentos adquiridos para a missão,
ou seja, não basta que o militar saiba operar uma
moto niveladora; tem que saber trabalhar com o modelo
disponível no Haiti.
Em
14 de outubro próximo, todos os integrantes da
Companhia se reunirão em Cachoeira do Sul para
a última etapa do treinamento. Lá, serão
treinadas atividades com a totalidade da tropa em situações
simuladas, o mais próximo do contexto que encontrarão
em Porto Príncipe. Integrantes do Centro de Avaliação
do Exército (Rio de Janeiro/RJ) aplicarão
um exercício final para "testar" os engenheiros
do CMS. Finalmente, então, a tropa estará
em condições de embarcar para o Haiti. Serão
transportados em aviões da FAB a partir da Base
Aérea de Canoas. A saída prevista para o
primeiro escalão é dia 20 de novembro de
2006.
RISCOS
O
risco é uma realidade inerente à profissão
das armas. No Haiti, essa situação não
se modifica e toma contornos especiais.
A MINUSTAH
é uma "missão de paz!" Ela tem
por objetivo auxiliar o Haiti a recompor sua normalidade
institucional após graves crises que lá
vêm ocorrendo desde a década de 1990. Apesar
dos diversos grupos rivais terem concordado com a paz,
não há garantia de que atos violentos isolados
possam ocorrer.
Outro
problema crônico em Porto Príncipe é
a ação de gangues e delinqüentes que
ganharam força durante as crises já citadas.
FAMILIARES
Os
familiares dos militares que seguirem para o Haiti são
uma preocupação especial do Exército
Brasileiro. Além da estrutura de Comunicação
Social já existente, um esquema especial chamado
"Grupo de Apoio aos Familiares" foram criados
nas unidades que cooperam com pessoal para a missão,
em especial, Cachoeira do Sul, Lages e Pindamonhangaba.
Esses
Grupos tem por objetivo dar apoio aos familiares, facilitar
o contado com o Haiti e divulgar notícias. O Exército
entende que é fundamental tratar de maneira especial
"a família militar", além de dar
total transparência de suas ações
para toda a sociedade.
O 1°
Contingente da Companhia de Engenharia de Força de
Paz Haiti (Cia E F Paz) produziu a primeira carga
de asfalto no exterior.