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Panorama
Haiti
Responsável
Kaiser Konrad
Matérias
publicadas na Reportagem Missão Haiti
1ª - Viagem
13 Dez 05
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2ª Entrevista Comandante Veppo, Grupamento Fuzileiros
15 Dez 05
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3ª Entrevista a UNPOL
Capt Osório
20 Dez 05
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4ª Cia E F Paz
26 Dez 05
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5ª Patrulha
30 Dez 05
Link
6ª Entrevista Comandante Batalhão Haiti
Cel Inf Santiago
13 Jan 06
Link
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Defesanet 17 Janeiro 2006
MRE 16 Janeiro 2006
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MRE
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Governo
Brasileiro
Ministério das Relações Exteriores
Participação do Brasil na Missão
das
Nações Unidas no Haiti
A propósito de matérias veiculadas sobre
a participação do Brasil na Missão
de Estabilização das Nações
Unidas no Haiti, cabe salientar que a decisão de
enviar tropas para a MINUSTAH originou-se de iniciativa
das Nações Unidas que resultou na aprovação
da Resolução 1542 (2004) do Conselho de
Segurança. Além do Brasil, outros 20 países
contribuem com pessoal militar e 32 com pessoal policial
para a MINUSTAH. A Missão é, hoje, composta
por 7.265 militares (1.222 do Brasil) e 1.741 policiais,
além de cerca de 1.100 funcionários civis
das Nações Unidas.
O
Governo brasileiro, ao aceitar o convite das Nações
Unidas para designar o Comandante da Força Militar
e ceder tropa, atendeu aos preceitos constitucionais enunciados
no artigo 4º da Constituição Federal
- entre os quais a prevalência dos direitos humanos,
a defesa da paz e a cooperação entre os
povos para o progresso da humanidade. Ademais, o Brasil
cumpriu sua obrigação como membro fundador
das Nações Unidas, cuja Carta traz como
propósitos fundamentais a ação coletiva
para prevenir ameaças à paz e a promoção
dos direitos humanos. Somou-se a esses pilares da política
externa brasileira a necessidade de demonstrar solidariedade
com uma nação das Américas que passava
por terrível provação e que, sem
ajuda internacional, experimentaria agravamento de seus
conflitos, com maior perda de vidas inocentes. A finalidade
mesma da Missão é a retomada, pelo povo
haitiano, da plena soberania sobre seu país, pela
realização de eleições democráticas,
em conformidade com a Constituição do Haiti.
Não
se pode colocar preço para o cumprimento das obrigações
mais fundamentais de solidariedade do Brasil. Mas, ainda
que se ponha de lado a impossibilidade de se abandonar
o Haiti à própria sorte, alguns reparos
devem ser feitos. Montantes divulgados em matérias
de imprensa incluem gastos com a manutenção
da tropa, que teriam de ser feitos mesmo que as forças
tivessem permanecido no Brasil. As Nações
Unidas, pelo sistema de reembolso aplicado a todos os
países contribuintes de tropas e equipamentos para
operações de paz, já ressarciram
o Brasil em mais de R$ 80 milhões, sem contar os
pedidos de reembolso em tramitação, que
cobrem meses de 2005. Ao final do processo de tramitação
desses pedidos, deverá ser reembolsada parcela
ainda maior dos gastos do Brasil com a MINUSTAH. Ademais,
os equipamentos adquiridos ou reformados para a Missão
reverterão, ao término da mesma, para o
uso das Forças Armadas brasileiras. Acrescente-se
a isso a experiência obtida pelos militares brasileiros
na operação de paz no Haiti.
Apesar
das dificuldades estruturais do Haiti, o período
desde o início das atividades da MINUSTAH testemunhou
progressos consideráveis. O caos que se instalara
no país foi contido e as atividades violentas de
grupos armados ilegais estão praticamente restritas
a um bairro de Porto Príncipe : Cité Soleil
. O Haiti se encaminha para a realização,
em
fevereiro e março do corrente ano, de um processo
eleitoral sem precedentes em sua história, do ponto
de vista da transparência e inclusividade. Cerca
de 4 milhões de eleitores estão inscritos,
graças aos esforços da MINUSTAH e da OEA,
para comparecer às urnas e escolherão para
Presidente o candidato que considerarem o mais adequado,
cumprindo preceito básico da democracia.
Em muitos casos, o título eleitoral fornecido com
apoio da MINUSTAH é a primeira prova formal de
cidadania.
O
Brasil vem auxiliando o Haiti com cooperação
bilateral em áreas como segurança alimentar,
administração pública, treinamento
técnico e meio ambiente, entre outras. Além
disso, mobiliza esforços de organismos regionais
e internacionais para que o Haiti obtenha os recursos
e apoio necessários para retomar o desenvolvimento.
O Governo brasileiro tem também insistido junto
aos demais Estados para que ampliem sua cooperação
com o Haiti, em especial com recursos para o desenvolvimento
que beneficiem direta e imediatamente a população
haitiana mais pobre. A comunidade internacional, em particular
os países da América Latina e do Caribe,
tem reiteradamente demonstrado reconhecimento e apreço
pela contribuição brasileira à MINUSTAH.
O
desempenho da tropa brasileira é unanimemente elogiado,
a exemplo do que aconteceu em operações
de paz anteriores, em Angola, Moçambique, Timor
Leste e outros países.
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