General chileno Eduardo Aldunate assume comando das forças
militares no Haiti
SANTIAGO,
7 jan (AFP) - O general chileno Eduardo Aldunate Herman
assumiu neste sábado como chefe interino da Missão
de Estabilização das Nações
Unidas no Haiti (Minustah), após a morte do general
brasileiro Urano Teixeira da Matta, que comandava estas
forças de paz, informou em Santiago o Ministério
da Defesa do país sul-americano.
O
boletim da Minustah destacou que o corpo do oficial brasileiro
- que havia assumido as funções no dia 31
de agosto passado - foi encontrado na manhã deste
sábado em seu quarto do hotel Montana com ferimento
de bala.
Um
comunicado do Ministério disse que o general Eduardo
Aldunate Herman assumiu o comando interino da Minustah,
de quem tinha total apoio.
Aldunate
desempenhou até agora a função de
segundo comandante da missão das Nações
Unidas, integrada pela Argentina, Brasil, Chile, Espanha,
Jordânia, Marrocos, Nepal, Peru e Uruguai.
O
ministro da Defesa, Jaime Ravinet, lamentou a morte do
general brasileiro, destacando que manifestara as condolências
do Chile ao Governo brasileiro pelo lamentável
acontecimento.
O
chanceler Ignacio Walker, por sua vez, analisou neste
sábado a crítica situação
do Haiti em uma conferência telefônica com
a secretária de Estado americana, Condolezza Rice;
com os chanceleres da França, Canadá, Brasil
e Argentina, e com o secretário-geral da Organização
dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza,
informou o Governo chileno.
"A
situação do Haiti é altamente preocupante
tanto em termos de segurança, com 200 seqüestros
por mês, como na incerteza em torno do processo
eleitoral", destacou Walker para a imprensa.
O
ministro afirmou que há setores interessados em
impedir as eleições que deveriam ser celebradas
no dia 7 de fevereiro próximo, segundo recomendara
na sexta-feira o Conselho de Segurança das Nações
Unidas.
O
general Aldunate foi designado em dezembro passado como
segundo comandante dos sete mil homens da força
multinacional no Haiti, em substituição
ao general argentino Eduardo Alfredo Lugani, que permaneceu
durante um ano no cargo.