Gen Div Urano Teixeira da Matta Bacellar

Panorama Haiti
Coordenador

Kaiser Konrad

 



Cerimônias fúnebres em Brasília DF
11 Jan 2006



Gen Urano Bacellar comprimenta o jornalista Kaiser Konrad, enviado de Defesa@Net ao Haiti.
Dezembro 2005

Reunião Inusitada
Gen Albuquerque e o Sec Geral da ONU Kofi Annan


Integração de diferentes culturas. Soldado brasileiro toma café com soldados jordanianos.



Interação da Força Brasileira com a comunidade haitiana.



Entrevista
Prof Seitenfus
Rádio Guaíba Som
1,2 MB wma

 

Recomendamos a leitura da série Missão Haiti.
Artigos do jornalista
Kaiser Konradda viagem ao Haiti.

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1ª - Viagem
13 Dez 05
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Panorama Haiti

Defesanet 24 Fevereiro 2006
Correio Braziliense 24 Fevereiro 2006

Importante: Leia o tópico "Suicídio sob investigação"
Importante informação.

Missão de paz terá novo chefe

Ex-chanceler chileno Juan Gabriel Valdés está para deixar a liderança da
força de estabilização da ONU. Correio antecipa os nomes dos dois candidatos
ao cargo: um sociólogo peruano e um advogado uruguaio

Claudio Dantas Sequeira
Da equipe do Correio

O embaixador chileno Juan Gabriel Valdés está de malas prontas para deixar o comando geral da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) em abril próximo, logo depois da posse do presidente René Préval, em 29 de março.

Para substituí-lo, a ONU avalia os currículos de dois outros sul-americanos, cujos nomes foram obtidos com exclusividade pelo Correio: o sociólogo peruano Luis Alberto Thais Díaz e o advogado uruguaio Renzo Pomi, especialista em direitos humanos.

A escolha será feita nos próximos dias pelo secretário-geral, Kofi Annan, que vem contando com o auxílio do Departamento de Missões de Paz (DPKO) e doItamaraty - o Brasil tem o comando militar da missão, que se tornou uma dasprincipais frentes de política externa do governo Lula. Consultada pelareportagem, a ONU não quis confirmar a data para a saída de Valdés, masainda ontem nomeou o diplomata americano Lawrence Rossin como representanteespecial adjunto do secretário-geral no Haiti. Rossin foi assistenteespecial do Departamento de Estado dos EUA até setembro de 2004 .

Na disputa de bastidores, o peruano vem ganhando terreno por ter longaexperiência na administração de programas de desenvolvimento, redução dapobreza e manejo de conflitos, especialmente na América Latina. Depois daseleições gerais, o próximo desafio da ONU no Haiti é conseguir a liberaçãode US$ 1,2 bilhão de ajuda prometidos pela comunidade internacional. Aos 62anos, Díaz já foi diretor do programa regional do Programa das Nações Unidaspara o Desenvolvimento (PNUD) para redução da pobreza, e é considerado umaespécie de "pai" do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Sua últimafunção foi de presidente do Conselho Nacional de Descentralização do Peru.

Apesar de o peruano contar com apoio do Brasil e se ajustar à nova etapa de atuação da Minustah, sua vitória não é certa. Enquanto Díaz articulou sua candidatura, por canais diplomáticos próprios, o uruguaio Pomi teria sido indicado pela cúpula da ONU. Além disso, ele é atualmente o representante da ONG britânica Anistia Internacional (AI) na sede da ONU, em Nova York.

Também foi secretário-adjunto da Corte Interamericana de Direitos Humanos, na Costa Rica. Sua escolha serviria para acalmar os ânimos das organizações humanitárias, que em 2005 publicaram uma série de relatórios acusando os "capacetes azuis" de usar a força contra a população civil.

Cansaço

A própria AI, no relatório Haiti: desarmamento adiado, justiça negada, criticou o governo do premiê Gerard Latortue por demonstrar "pouca determinação para trabalhar com a Minustah em favor da estabilização do país". O informe foi especialmente duro com a polícia haitiana, acusada de praticar abusos contra mulheres. As denúncias de violações de direitos humanos e as críticas pela ausência dos recursos financeiros prometidos pela comunidade internacional foram apenas alguns dos principais problemas enfrentados por Valdés desde que foi nomeado representante especial de Annan para o Haiti, em junho de 2004.

Das metas previstas no mandato da missão, foi cumprida apenas a realização das eleições gerais - depois de quatro adiamentos, e com indícios de fraude na apuração. Em janeiro, Valdés enfrentou sua pior crise com a morte do comandante militar da Minustah, o general brasileiro Urano Bacellar (leia abaixo). No final do ano passado, o ex-chanceler chileno se disse cansado e pediu a Annan um substituto, mas a solicitação estava condicionada ao sucesso do pleito. Valdés já confessou a amigos que planeja voltar para a política. A presidenta eleita, Michelle Bachelet, chegou a cogitá-lo para assumir a Defesa ou retornar à Chancelaria.

Suicídio sob investigação

A comissão investigadora da ONU tenta juntar as peças do quebra-cabeças que se tornou a morte do general brasileiro Urano Teixeira da Matta Bacellar, cujo corpo foi encontrado na manhã do dia 7 de janeiro no quarto onde morava, no luxuoso hotel Montana, em Porto Príncipe. Depois de um mês e meio de interrogatórios e levantamento de pistas sobre o ocorrido, a tese do suicídio prevalece sobre a de um possível assassinato, mas não é consenso no grupo de especialistas.

No final do mês passado, um laudo do Instituto Médico Legal de Brasília confirmou que Urano foi morto com um tiro na boca. A bala teria saído de sua pistola 9 milímetros, e havia vestígios de pólvora em sua mão direita. Esse relatório foi acrescido de um exame toxicológico e encaminhado em caráter sigiloso ao Departamento de Missões de Paz da ONU, em Nova York. Enquanto isso, investigadores internacionais fizeram uma série de entrevistas com pessoas ligadas ao general, funcionários do hotel e da Minustah. Também revisaram seu computador pessoal à procura de pistas.

Um dos depoimentos confirmou que Bacellar e o embaixador Valdés tiveram uma discussão acalorada entre 17h e 19h da véspera da morte. Na conversa, o chileno teria pressionado o brasileiro a empreender uma operação de impacto em Porto Príncipe, a fim de acabar com a violência. Bacellar não queria interferir na área sob responsabilidade do general jordaniano Mahmoud Al-Husban e piorar o relacionamento entre os dois. O relatório ressalta o perfil introspectivo de Bacellar e como sua forma de agir expunha Valdés demasiadamente, o que não ocorria com seu antecessor, o general Augusto Heleno Ribeiro. Também diz que Bacellar sofria de depressão e se
automedicava. O quadro clínico teria avançado, levando-o a sentir-se fracassado na missão. Embora venha perdendo força, a hipótese de o brasileiro ter sido assassinado por um comando paramilitar sul-africano não foi descartada.

Editorial - Um Tiro e Muitos Alvos - 16 Fevereiro 2006
http://www.defesanet.com.br/editorial/minustah.htm

Defesa@Net

Morte de Bacellar não é caso encerrado - 14 Fevereiro 2006
http://www.defesanet.com.br/panoramahaiti/oesp_14fev06.htm

Recomendamos o relatório do Gen Heleno: " A Radiografia de uma Missão".

1ª Parte Começa a Missão http://www.defesanet.com.br/panoramahaiti/gen_heleno.htm
2ª Parte A Força de Paz Atuando
http://www.defesanet.com.br/panoramahaiti/gen_heleno_1.htm

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