COBERTURA ESPECIAL - Pacífico - Geopolítica

28 de Fevereiro, 2019 - 11:55 ( Brasília )

China espera que diálogo entre EUA e Coreia do Norte possa continuar


O Ministério das Relações Exteriores da China disse nesta quinta-feira que espera que o diálogo e a comunicação entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte possam continuar.

O porta-voz do ministério, Lu Kang, afirmou em Pequim que ambos os lados mostraram sinceridade, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, não chegarem a um acordo sobre a desnuclearização da península coreana.

Trump diz que Kim prometeu não testar armas e mísseis nucleares

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que ainda deseja manter seu relacionamento com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e que Kim prometeu não testar armas nucleares ou mísseis.

Trump disse a repórteres depois de sua segunda cúpula com Kim, realizada na capital vietnamita, terminar sem que nenhum acordo fosse finalizado.

Premiê japonês apoia Trump após reunião sem acordo com Coreia do Norte

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse na quinta-feira que apoia totalmente a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de encerrar sua cúpula com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, sem um acordo.

“Eu apoio totalmente a decisão do presidente Trump de não fazer a escolha mais fácil”, disse Abe após um telefonema com Trump. “Estou determinado a encontrar o líder Kim em seguida”, acrescentou, reiterando seu desejo de realizar uma cúpula com o líder norte-coreano.

Abe disse que Trump, em sua reunião com Kim no Vietnã, levantou a questão dos cidadãos japoneses sequestrados por agentes norte-coreanos. Abe disse que o Japão não normalizará os laços diplomáticos com Pyongyang ou fornecerá assistência econômica até que a Coreia do Norte forneça dados completos de todos os sequestrados e devolva aqueles que ainda estiverem vivos.

Coreia do Sul lamenta falta de acordo entre Kim e Trump, mas diz que progresso foi feito

A Coreia do Sul disse que lamenta não ter havido um acordo entre o líder norte-coreano Kim Jong Un e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira, em uma reunião de cúpula entre ambos, mas avaliou que os dois lados fizeram progressos significativos.

Trump disse que se afastou de um acordo nuclear em sua segunda reunião com Kim, no Vietnã, porque o líder norte-coreano fez exigências inaceitáveis ao mencionar sanções lideradas pelos EUA impostas ao país.

O gabinete presidencial da Coreia do Sul, conhecido como Casa Azul, disse em um comunicado que Trump e Kim fizeram “progresso mais significativo do que nunca” e a disposição de Trump de continuar o diálogo iluminaria as perspectivas de outra reunião.

Trump diz que não houve acordo com Coreia do Norte por exigência de Kim sobre sanções

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que não houve acordo em sua reunião com o líder norte-coreano Kim Jong Un por causa de exigências inaceitáveis da Coreia do Norte para que sanções impostas pelos EUA ao país fossem retiradas.

Trump disse que houve um bom progresso nos dois dias de negociações em Hanói, capital do Vietnã, na construção de relações e na questão-chave da desnuclearização, mas afirmou que é importante não se precipitar e acabar em um acordo ruim.

“Foi tudo por causa das sanções”, disse Trump em entrevista coletiva após as negociações serem encerradas antes do previsto. “Basicamente, eles queriam que as sanções fossem retiradas por completo, e não podemos fazer isso.”

A Organização das Nações Unidas (ONU) e os EUA intensificaram as sanções sobre a Coreia do Norte quando o país realizou uma série de testes de mísseis nucleares balísticos em 2017, cortando as principais fontes de recursos do país.

Tanto Trump quanto Kim deixaram o local onde aconteceram as negociações, o hotel Metropole, da era colonial francesa, sem participar de um almoço a que, inicialmente, os dois iriam comparecer.

“Às vezes você tem que ir embora, e esta foi uma dessas vezes”, disse Trump acrescentando: “foi um abandono amigável”.

O fracasso em obter um acordo é um revés para Trump, um negociador de estilo próprio que está sendo pressionado nos EUA por suas relações com a Rússia e pelo depoimento de seu ex-advogado Michael Cohen, que o acusa de violar a lei no governo.

Trump disse que Cohen “mentiu muito” no depoimento que prestou ao Congresso em Washington na quarta-feira, embora tenha afirmado que seu ex-advogado falou a verdade quando disse que “não houve conluio” com a Rússia.

O fracasso das negociações com Kim também levantará questões sobre o preparo do governo Trump e sobre as críticas de alguns ao estilo de diplomacia adotado por ele.


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