COBERTURA ESPECIAL - OTAN - Geopolítica

30 de Janeiro, 2017 - 08:50 ( Brasília )

Encontro de Trump com premiê britânica terá foco em OTAN, Rússia e comércio

Reunião será a primeira de Trump com um líder estrangeiro desde que tomou posse uma semana atrás

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, que compartilham um laço incomum por serem produtos de reações antissistema, irão se reunir nesta sexta-feira para o que pode ser uma difícil busca de unidade em questões como OTAN, Rússia e comércio.

O encontro será o primeiro de Trump com um líder estrangeiro desde que tomou posse uma semana atrás, e pode ter grande peso para determinar o quão crucial Trump considera a "relação especial" tradicional entre os dois países.

Trump reafirma a Hollande compromisso com OTAN¹

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou neste sábado a seu colega da França, François Hollande, "o compromisso do país com a OTAN", em sua primeira conversa por telefone desde que o empresário assumiu o cargo no último dia 20 de janeiro, informou a Casa Branca em um breve comunicado.

Ambos também abordaram os "esforços combinados para eliminar o Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria", segundo a nota oficial.

Trump expressou suas "condolências pela perda de vidas em ataques terroristas na França durante os últimos dois anos".

Os dois presidentes concordaram em "continuar a estreita coordenação entre Washington e Paris em assuntos de preocupação mútua", acrescentou o comunicado da Casa Branca, que não inclui vários temas da conversa assinalados anteriormente pelo Eliseu em nota.

Segundo o governo francês, Hollande advertiu a Trump que o protecionismo é "uma resposta sem saída", em referência às receitas protecionistas do empresário, baseadas em sua ideia de "EUA, primeiro", apesar da Casa Branca não se referir a essa questão.

O chefe de Governo francês, segundo o Eliseu, também ressaltou a seu colega americano que a defesa da democracia implica no respeito dos princípios nos quais se sustenta, "em particular o apoio dos refugiados".

A França reagiu assim ao decreto lei assinado por Trump nesta sexta-feira que suspende por 120 dias a entrada de todos os refugiados e por 90 dias a concessão de vistos aos de sete países de maioria muçulmana com histórico terrorista (Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Iêmen e Irã) até que se estabeleçam novos mecanismos de apuração.

A Casa Branca também não repercutiu essa reprovação em seu comunicado oficial.

Trump também criticou no ano passado os parceiros europeus da OTAN por não fornecerem fundos suficientes à Aliança, e sugeriu que poderia reduzir o apoio americano a esse bloco transatlântico, ao mesmo tempo que expressava sua vontade de melhorar as relações com a Rússia.

¹com EFE