COBERTURA ESPECIAL - OTAN - Geopolítica

12 de Dezembro, 2016 - 15:50 ( Brasília )

OTAN vs Rússia: as 10 armas mais perigosas

O jornal norte-americano National Interest elaborou uma lista de cinco tipos de armas mais perigosos da OTAN e de outros 5 armamentos mortíferos russos tentando prognosticar quem teria a primazia.

Segundo diz o National Interest, a Aliança está lidando bem com inimigos que dispõem de sistemas antiaéreos antiquados e capacidade ofensiva baixa e que nem têm uma força aérea. Porém, é difícil dizer quais seriam os resultados obtidos pelo bloco militar em combate contra um adversário resoluto e bem preparado que possua equipamento militar moderno, tal como a Rússia.

Rússia

1 - Mísseis balísticos Iskander

O alcance do sistema móvel de mísseis russo Iskander-M é de 400 quilômetros, sendo que cada míssil é capaz de portar ogivas de vários tipos com um peso de 700 quilos. O eventual desvio circular do míssil é mínimo: não ultrapassa 5 metros.

"Graças a essas caraterísticas este sistema representa uma ameaça letal para aeródromos, postos de retaguarda e outras infraestruturas fixas", diz no artigo.

Segundo diz o NI, o Iskander pode ser reajustar sua pontaria durante o próprio voo, por isso ele pode ser usado para atacar alvos em movimento, inclusive navios. O sistema incorporado de manobra evasiva faz deste míssil um alvo dificilmente atingível por sistemas de defesa antimíssil.

2 - Caça Su-27 e suas modificações

As dimensões, alcance, velocidade e capacidade de manobra das aeronaves da gama Su-27 tornam este caça em uma "plataforma mortífera", diz a matéria. "Até pela sua aparência, o Su-27 mostra até que ponto ele é perigoso", afirma o NI. A célula do avião está bem adaptado para ser modernizado, por isso os compradores exigentes lhe dão sua preferência. Além disso, a velocidade e o corpo pesado do caça lhe permitem efetuar um ataque forte contra o inimigo e desaparecer logo sem ser interceptado.

3 - Sistema de mísseis antiaéreos S-400

Há vários tipos de mísseis usados no sistema S-400, sendo cada um deles destinado a atacar alvos aéreos a diferentes distâncias. O maior alcance é de 400 quilômetros.

Os mísseis de alcance mais curto têm melhor capacidade para eliminar alvos muito rápidos e manobráveis", afirma o artigo.

O S-400 também pode ser utilizado contra mísseis balísticos. O sistema de sensores do S-400 é considerado altamente eficaz, tanto mais que a Rússia pode criar zonas defensivas usando este sistema em qualquer teatro de operações, frisa o autor.

4 - Submarinos do projeto 941

Akula Na época em que a URSS construiu os submarinos do projeto 941 Akula (Tubarão em russo), eles eram navios extremamente furtivos e pouco detectáveis. Já mais tarde, os engenheiros russos os aperfeiçoaram graças a uma tecnologia adicional da redução do ruído.

"O mais importante é que os submarinos Akula transportam a bordo um arsenal imponente de armamentos, incluindo torpedos e mísseis de cruzeiro que são capazes de destruir alvos tanto no mar como em terra", ressalta o NI.

A furtividade e armamento poderoso destes submarinos continuam representando uma ameaça considerável tanto para navios como para objetivos terrestres da Aliança, frisa o autor da matéria.

5 - Forças Especiais russas

O Spetsnaz, as forças especiais russas, são uma imponente ferramenta militar e política que é capaz de influir no desenrolar da batalha em todas as áreas de operações, afirma o jornal. "As Forças Especiais não são uma 'arma', mas elas representam um dos meios mais eficazes do arsenal russo", adianta a matéria.

OTAN

6 - Submarinos da classe Virginia

Quanto ao equipamento militar da OTAN, vale ressaltar os submarinos Virginia, um concorrente forte dos Akula russos. Os EUA, planejam comprar 9 desses submarinos ao longo dos próximos cinco anos. Além disso, o módulo de carga útil destes submarinos será modernizado, o que permitirá triplicar seu potencial de ataque.

7 - Caça F-35 Joint Strike Fighter

A produção dos caças Lockheed Martin F-35 Joint Strike está atrasada em relação aos prazos previstos, enquanto o próprio avião sobre de falhas técnicas intermináveis, diz o NI.

Para desenvolvê-los foi necessário gastar muito mais dinheiro do que tinha sido planejado, sendo que este caça talvez nunca seja capaz de demonstrar as capacidades inicialmente anunciadas.

Contudo, com o tempo o F-35 tem todas as hipóteses de se tornar em uma "arma ameaçadora", destaca o autor. Por exemplo, entre as vantagens deste caças se pode enumerar sua baixa visibilidade e os potentes sistemas de guerra eletrônica.

8 - Bombardeiro B-3

A Rússia tem conseguido sucessos consideráveis no desenvolvimento de sistemas antiaéreos e seus componentes, como os radares de baixa frequência capazes de detectar aviões furtivos, por isso os EUA se estão debruçando sobre a criação de um bombardeiro estratégico de ataque que possa "ameaçar alvos no interior do território russo", ressalta a matéria.

"O programa do LRS-B é absolutamente secreto, e hoje há muitos que protestam contra ele", comunica o autor. Segundo ele diz, o novo bombardeiro deverá poder ultrapassar até os sistemas antiaéreos de maior densidade.

9 - CC Leopard 2

O carro de combate alemão Leopard 2A7 constituirá a base do Bundeswehr e dos exércitos de outros países da OTAN, diz o National Interest.

O veículo blindado foi modernizado com um canhão mais longo L55 com melhores caraterísticas que permitem combater carros de combate com blindagem reforçada do adversário.

"Devido à escassez de munições de volfrâmio, os militares alemães duvidam que seus projéteis possam perfurar a blindagem dos tanques russos mais recentes", afirma o autor. Os projéteis poderão não ter energia cinética suficiente para incapacitar os carros de combate russos T-80, T-90 e T-14 Armata.

10 - Helicóptero AH-64 Apache

O helicóptero de ataque AH-64 Apache da empresa Boeing começou sendo utilizado pelos países da OTAN em 1986. A aeronave é capaz de transportar 16 mísseis antitanque Hellfire, o que é suficiente para eliminar uma companhia inteira de tanques de uma só vez, afirma o autor. Resumindo, os autores da matéria expressam a esperança de que tanto as armas russas como as da OTAN sejam utilizadas exclusivamente como ferramentas de dissuasão.


Outras coberturas especiais


Guerra Hibrida Brasil

Guerra Hibrida Brasil

Última atualização 20 JAN, 11:30

MAIS LIDAS

OTAN