COBERTURA ESPECIAL - Nuclear - Geopolítica

01 de Março, 2018 - 11:10 ( Brasília )

Moscou consideraria ataque nuclear contra aliados como ataque contra Rússia, diz Putin


O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira que Moscou consideraria um ataque nuclear contra seus aliados como um ataque nuclear contra a própria Rússia, e responderia imediatamente.

Putin disse que a Rússia testou uma série de novas armas nucleares no final de 2017, incluindo um novo míssil que poderia atingir quase todos os pontos do mundo e que não poderia ser interceptado por sistemas antimíssil.

“Nós consideraríamos qualquer uso de armas nucleares contra a Rússia ou aliados como um ataque nuclear contra o nosso país. A resposta seria imediata”, disse Putin, em discurso a parlamentares russos.

Rússia negligencia dever de impedir Síria de usar armas químicas, dizem EUA

A Rússia negligenciou sua tarefa de garantir a destruição das armas químicas da Síria e evitar que o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, use gases venenosos proibidos, disseram os Estados Unidos nesta quarta-feira.

“A Rússia afirmar que o regime Assad eliminou seu estoque químico é simplesmente absurdo. Sua insistência em negar a culpa do regime Assad no uso de armas químicas é simplesmente incrível”, disse o embaixador de desarmamento dos EUA, Robert Wood, à Conferência para o Desarmamento.

“A Rússia precisa estar do lado certo da história nesta questão. Atualmente ela está do lado errado da história”.

A Síria voltou a negar as alegações norte-americanas de que usou armas químicas em áreas dominadas pelos rebeldes, e disse que “grupos terroristas”, incluindo a Frente Al-Nusra e o Estado Islâmico, obtiveram algumas delas.

“Não é possível a Síria estar usando armas químicas, muito simplesmente porque não tem nenhuma em sua posse”, disse Hussam Aala, embaixador sírio na Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra, ao fórum.

Sediada em Haia, a Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) iniciou no domingo uma investigação sobre ataques à região síria rebelada e sitiada de Ghouta Oriental para determinar se munições proibidas foram usadas, disseram fontes diplomáticas à Reuters.

A Síria assinou uma proibição internacional às armas químicas em 2013, parte de um acordo mediado por Moscou para evitar ataques aéreos dos EUA em retaliação a um ataque com gás nervoso que matou centenas de pessoas e que Washington atribuiu a Damasco. Nos anos seguintes, o estoque sírio declarado de gases venenosos foi destruído por monitores internacionais.