COBERTURA ESPECIAL - Nuclear - Geopolítica

15 de Junho, 2015 - 11:00 ( Brasília )

Indústria nuclear faz movimento global para fortalecer geração de energia limpa no mundo


petronoticias.com.br


O presidente da Associação Brasileira para o Desenvolvimento das Atividades Nucleares (ABDAN), Antonio Müller (foto), representou o Brasil num encontro global do setor recentemente na França, e colocou o País no grupo de nações que pretendem impulsionar o uso da energia nuclear em defesa do clima global.

Para isso, foi assinado o acordo “Nuclear for Climate”, reunindo associações de 39 países, que visa fomentar este processo e que já vem sendo estimulado no Brasil, onde o governo começou a divulgar informações há poucos meses sobre a construção de novas usinas nucleares nos próximos anos.

O executivo e a ABDAN foram um dos destaques do evento, em função do grande interesse das empresas internacionais em participarem do setor nuclear brasileiro. Na ocasião, Müller foi entrevistado para falar em nome do acordo pelo clima, em vídeo que o Petronotícias traz agora ao público (na seção Vídeo em Destaque, à direita da página), e ressaltou a importância do trabalho que vem sendo feito no Brasil e das ações a favor do clima que já foram desenvolvidas pela indústria nuclear no País.

“O Brasil é considerado um país verde, já tendo assinado uma série de acordos internacionais para reduzir os impactos ambientais de suas ações, e hoje tem cerca de 70% de sua energia produzida a partir de hidrelétricas”, afirma o presidente da Abdan no vídeo, ressaltando que esse cenário não será mais possível no futuro, porque a capacidade de geração de energia a partir de hidrelétricas será esgotada por volta de 2025. “Então precisaremos de uma tecnologia de geração que possa suprir a carência deixada pela hidroeletricidade sem gerar impactos ambientais no País. E a nuclear é a melhor opção para isso”, conclui.

Müller explica ainda que hoje a matriz brasileira conta com duas usinas nucleares em operação – Angra I e Angra II, com capacidade somada de aproximadamente 2.000 MW –, além de uma terceira em construção – Angra III, com potência prevista de 1.405 MW –, e enfatiza que o Ministério de Minas e Energia já anunciou a necessidade de construir novas usinas.

De fato, o governo brasileiro deu um novo sinal de avanço do Programa Nuclear nacional recentemente, com a previsão de construir 12 novas usinas até 2050, sendo quatro até 2030 e oito nos 20 anos seguintes, o que tem gerado um aumento do interesse da indústria internacional pelo Brasil.

“Nós acreditamos, de uma maneira muito orgulhosa, que a energia nuclear é a solução para ter um ambiente muito amigável no Brasil, sem poluição”, finaliza.