Dirigente da Embraer destaca êxito da
empresa em feira chinesa de aeronáutica
Arthur Braga
Repórter da Agência Brasil
São Paulo - O vice-presidente executivo de Comunicação Empresarial da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), Horacio Aragonés Forjaz, considerou um êxito a participação da empresa na quinta edição do China Air Show, feira do setor realizada no aeroporto de Zhuhai, de 1º a 7 deste mês. "Dentro dos nossos objetivos, a feira foi coroada de êxito, tivemos uma grande exposição, uma grande visibilidade", disse Forjaz, satisfeito com a divulgação da marca.
A exposição, vista como uma das mais importantes da Ásia, contou com a participação de fabricantes de aviões e operadores, agências reguladoras e autoridades governamentais.
Horacio Forjaz ressaltou que o mercado chinês "é estratégico" pelo grande potencial comercial do país, que vem registrando crescimento econômico significativo nos últimos anos.
Os números do gigante asiático mostram crescimento constante no que se refere ao Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, a soma de todos os bens e serviços que o país produz durante um ano. De 1978 a 2003, o PIB da China passou de US$ 147,3 bilhões para US$ 1,4 trilhão.
Uma forma de se aproximar e de se ampliarem as relações comerciais é por meio de
joint-ventures. E a Embraer já avançou neste sentido, firmando uma associação com duas empresas chinesas, na qual detém 51 % do capital.
De acordo com Horacio Forjaz, a indústria aeronáutica que, por natureza, é exportadora, "não pode negligenciar" uma parceria desse potencial.
A Harbin Embraer Aircraft Industry (HEAI) foi legalmente constituída em fevereiro de 2003, pela Embraer e seus sócios, Harbin Aviation Industry (Group) Co., Ltd. e Hafei Aviation Industry Co., Ltd (companhias controladas pela AVIC II - China Aviation Industry Corporation II).
A parceria foi criada para fabricar na China as aeronaves ERJ 145.
A primeira encomenda foi feita em fevereiro de 2004 pela empresa China Southern Airlines, maior empresa aérea do país, que encomendou seis jatos ERJ 145, que vieram a se somar a uma frota de cinco aviões regionais da Embraer que já voavam na China, desde 2000, pela empresa Sichuan Airlines. As entregas para a China Southern come