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Defesa
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La Nacion 08 Maio 2006
1
- Brasil teme una "guerra fría" regional
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2
- Rearme de Chile, Venezuela
y Colombia
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3 - Menos gastos en la Argentina
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Artigo Folha de São Paulo
Não
queremos Guerra Fria na AL
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Celso
Amorim: Não Posso Invadir a Bolívia
FSP 05 MAi 06
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Lula apóia Morales
e vê erro
estratégico em dependência
FSP 04 Maio 06
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Chávez
afirma estar "às ordens" da Bolívia
FSP
04 Maio 06
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Gen. Lessa: Lula subestimou o assunto
OESP 04 Maio 06
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Petrobras diz que não aceita aumento do gás
FSP 04 Maio 06
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PDVSA
inicia ofensiva em La Paz
OESP 05 Maio 06
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Decreto de Evo só atinge Petrobrás
OESP 05 Maio 06
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Notas
Estratégicas - Strategic Notes
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Defesanet
07 Maio 2006
Folha São Paulo 07 Maio 2006
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Não
queremos Guerra Fria na AL, diz Garcia
(
Artigo reproduzido no jornal argentino La Nacion, 08 Maio
2006,
Junto com considerações militares do continente
Links no box)
Kennedy
Alencar,
Sucursal de Brasília
Assessor
especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia
diferencia a política externa brasileira da pregação
anti-EUA do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
"Não queremos na América Latina um
clima de Guerra Fria." Ele afirma que, na crise do
gás, a Bolívia tem "menos alternativas"
do que o Brasil, pois não teria como vender seu
produto a outro país.
Garcia defende a "reação prudente"
de Lula ante a decisão do presidente da Bolívia,
Evo Morales, de nacionalizar
as reservas de hidrocarbonetos (petróleo e
gás).
Nega que "razões ideológicas"
movam a política externa brasileira. "A política
externa para a América do Sul e para o resto do
mundo não está movida pelo prefixo "anti".
Não somos "anti" ninguém. Somos
"pró'", diz, marcando diferenças
com o venezuelano.
Segundo Garcia, Chávez é "voluntarioso",
mas um presidente com o qual ele e Lula têm liberdade
para tecer críticas "na condição
de amigos". Afirma que Venezuela e Brasil possuem
"abordagens diferentes da política latina".
Considera ainda que "determinadas intervenções"
de Chávez "em determinados momentos"
não lhe "parecem as mais adequadas".
Leia a seguir trechos da entrevista, concedida na sexta.
Folha - O Brasil tem alternativa caso não chegue
a um acordo com a Bolívia? Quais?
Marco Aurélio Garcia - Pode fazer opções
pelo gás líquido. E a Bolívia tem
alternativa? Há dependência do Brasil, há.
Há dependência da Bolívia, há.
A maior parte da produção de gás
da Bolívia é exportada para o Brasil. Se
deixássemos de importar, a Bolívia teria
um gigantesco problema.
Folha - A Bolívia tem menos alternativas do
que o Brasil?
Garcia - Tão poucas quanto nós. No limite,
menos alternativas do que nós. Não só
matariam a galinha dos ovos de ouro. Mas também
terão problemas graves por razões de natureza
técnica. No processo de extração
do gás se faz a separação dos combustíveis
líquidos. Se não exportam gás, teriam
de queimá-lo, e eles não têm mecanismos
para isso. Eles se veriam privados de gasolina, diesel
e outros derivados. Mas nós vamos nos entender.
Não queremos chegar a um impasse.
Folha - Lula se queixou a Morales de não ter
sido avisado e da forma da nacionalização?
Garcia - Esse tipo de comportamento não corresponde
ao nível de relação que o Brasil
mantém na América Latina, em especial com
a Bolívia. Não se justificava.
Folha - Lula deixou isso claro para Morales em Porto
Iguazú?
Garcia - Absolutamente claro.
Folha - Morales respondeu?
Garcia - Deu resposta satisfatória. De certa
forma, reconheceu [que deveria ter avisado Lula].
Folha - Lula apoiou Morales na eleição,
que sempre disse que faria o que fez. O Brasil realmente
foi pego de surpresa?
Garcia - O presidente da República não
apóia candidatos em outros países. Manifestou
simpatias que nunca foram ocultadas. Todos os candidatos
na Bolívia defendiam a medida [nacionalização
dos hidrocarbonetos], inclusive o candidato caracterizado
como de direita. Esse problema teria se colocado para
o Brasil qualquer que fosse o vencedor da eleição.
Folha - Lula teme efeito eleitoral, um "apagão"
do gás"?
Garcia - Não haverá "apagão"
de gás. Nem há temor de impacto eleitoral.
Tenho visto muitas vezes uma crítica que não
oferece alternativa e que pretende atribuir à política
externa brasileira responsabilidade sobre esse episódio,
o que é um erro. A política externa ajudará
a resolver o problema. Outros que estão escrevendo
a respeito tiveram, no passado, responsabilidade diplomática.
Porém naquele tempo se revelaram servis nas suas
relações com os países poderosos.
Folha - A União é acionista majoritária
da Petrobras. A Bolívia anunciou que em 180 dias
expropriará o controle de seus bens no país.
Morales invadiu instalações com o Exército.
A reação do Brasil não foi tímida?
Garcia - Não houve invasão nem ocupação.
As instalações foram cercadas, não
invadidas. Mesmo assim, achamos que foi uma ação
desnecessária.
Folha - O Brasil não deveria ter reagido com
mais força?
Garcia - Todas as críticas são legítimas.
Essa é uma crise grave porque afeta o abastecimento
do país. Não queremos operar de forma irresponsável.
No passado, outros governos trabalharam de forma irresponsável
a questão energética.
A reação do Brasil foi prudente. O momento
não é para fazer bravata. É engraçado
que quem sempre baixou a cabeça para os poderosos
fique preocupado agora com nossa atitude prudente em relação
a um país pequeno como a Bolívia. É
engraçado. Ficaram bravos com os tanques na porta
da Petrobras na Bolívia, mas eles, quando estiveram
no poder, puseram tanques na Petrobras aqui.
Folha - No governo FHC, em 1995, na greve dos petroleiros?
Garcia - Isso. Quem sabe deve ter havido até
um conselho [de FHC a Morales, diz com ironia].
Folha - No governo, há quem suspeite que Hugo
Chávez tenha estimulado Morales e que tente tutelar
o presidente da Bolívia. O sr. concorda com essa
avaliação?
Garcia - Não. O presidente Chávez é
um homem sabidamente muito voluntarioso. Dá a suas
iniciativas caráter forte. Chávez tem relação
boa conosco, de antes do início do governo. Há
uma cooperação importante com a Venezuela.
Temos abordagens diferentes da política latina.
Folha - A revista britânica "The Economist"
diz que o episódio Bolívia é uma
vitória de Chávez sobre a política
externa de Lula. Seria uma vitória que reforçaria
uma tentativa do venezuelano de construir uma aliança
anti-EUA na América Latina. O sr. concorda?
Garcia - Não sei se ele tem esse projeto de
construir uma aliança anti-EUA. Sei que os EUA
têm problemas com ele, e ele, com os EUA. Lula tem
enfatizado que há um tom inadequado na relação
entre os dois países.
O que interessa ao governo Lula é que essa tensão
pudesse diminuir. Não queremos na América
Latina um clima de Guerra Fria. Até porque a Guerra
Fria já acabou. A política externa do Brasil
para a América do Sul e para o resto do mundo não
está movida pelo prefixo "anti". Não
somos "anti" ninguém. Somos "pró".
Folha - O sr. disse que Chávez é voluntarioso.
Sua retórica bolivariana para conquistar aliados
não está dividindo a América Latina,
em vez de unificá-la?
Garcia - Se me perguntar se estou de acordo com a
retórica de Chávez, direi que em muitos
aspectos não. Tenho a liberdade de dizer isso a
ele e já disse.
Folha
- Em quais aspectos?
Garcia - Determinadas intervenções que
Chávez faz em determinados momentos não
me parecem as mais adequadas. E digo para ele, como Lula
diz para ele, na condição de amigos
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