28 de Novembro, 2012 - 09:11 ( Brasília )

Rússia testa novo submarino atômico

O Severodvinsk, submarino atômico multifuncional de última geração do projeto 885 Yassen, efetuou o primeiro lançamento de um míssil de cruzeiro supersônico contra um alvo terrestre.

Os ensaios de fabrição do submarino aproximam-se do fim, esperando-se em breve a entrada do navio na composição da Marinha. O Severodvinsk será o primeiro dos oito submarinos multifuncionais que a Força Naval Russa irá receber no quadro do programa nacional de armamentos para 2011-2020.

A construção do submarino principal do projeto 885 iniciou ainda em 1993, mas demorou mais de dez anos devido a falta de financiamento. Com o aumento dos investimentos militares, surgiu a possibilidade de concluir a construção do submarino. Mas foi necessário aperfeiçoar o projeto, prevendo modernos equipamentos e armamentos. Por esta motivo, os prazos da construção foram adiados.

Em junho de 2011, o Severodvinsk começou os testes de navegação. O submarino tem muitos equipamentos introduzidos pela primeira vez na prática da construção naval russa. Trata-se em primeiro lugar de um sistema hidroacústico Irtych-Amfora com uma antena esférica de grandes dimensões, que ocupa toda a proa do navio, semelhante à que existe nos submarinos dos Estados Unidos. Tal solução permite melhorar consideravelmente as caraterísticas do sistema. A instalação de tal antena obrigou a alterar a disposição dos lança-torpedos que, da parte da proa, foram transferidos para a parte central.

A arma principal do submarino é o seu complexo de mísseis que inclui oito rampas universais de lançamento que podem carregar até 24 mísseis de tipos diferentes. São mísseis supersônicos anti-navios Onix, diferentes mísseis e mísseis-torpedos Kalibr, assim como mísseis de cruzeiro estratégicos Granat. A variedade de mísseis utilizados torna os submarinos do projeto 885 versáteis e capazes de cumprir quaisquer missões.

As grandes capacidades determinam também um alto preço do submarino, que ultrapassa 3 bilhões de dólares por unidade. A sua diminuição potencial em 20-30% à medida do desenvolvimento da série irá melhorar parcialmente a situação. Mas não se pode compensar um número  insuficiente de novos submarinos na composição da Força Naval através exclusivamente de grandes navios dispendiosos.

A reparação e modernização dos submarinos atômicos existentes de construção soviética podem apenas manter em parte a Marinha. O prazo de serviço destes navios não é ilimitado, enquanto a modernização completa exige meios que podem ser equiparados à construção de um novo submarino. A solução do problema consiste na construção de submarinos de um novo projeto, unificado com o Yassen quanto aos principais equipamentos, mas de menores dimensões.

É possível também reduzir o custo à conta dos armamentos. Dez lança-torpedos e oito rampas universais de lançamento, cada das quais pode carregar até três misseis, não são necessários para todas as missões. Um novo submarino versátil com um preço de até 2 bilhões de dólares e um deslocamento de água de até 7000 toneladas seria ideal para a Marinha russa, podendo substituir os antiquados submarinos do projeto 671 de diferentes modificações, classificados pela OTAN como Victor e intitulados de Príncipe Negro pelos marinheiros britânicos.