09 de Outubro, 2012 - 11:20 ( Brasília )

Navio Polar Almirante Maximiano suspende para a OPERANTAR XXXI, na Antártica


O Navio Polar (NPo) Almirante Maximiano suspendeu do Arsenal da Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), no dia 6 de outubro, com destino ao continente Antártico, para participar da Operação Antártica XXXI, que se realizará no período de novembro de 2012 a março de 2013. O retorno do navio está previsto para o dia 18 de abril do ano que vem.

Até chegar à Antártica, o navio passará pelos portos de Rio Grande (RS), Ushuaia (Argentina), Punta Arenas (Chile) e Buenos Aires (Argentina). Parentes e amigos estiveram no AMRJ para a despedida. "Ficaremos aproximadamente sete meses longe da família, mas o trabalho é gratificante. Sabemos que estamos apoiando diversas pesquisas científicas e colaborando para o desenvolvimento de nosso País. O mais importante de tudo é que nossos familiares, mesmo sabendo que ficaremos tanto tempo longe, nos apoiam e reconhecem nosso esforço", disse o Suboficial (ES) Elias dos Santos Costa. "Fizemos uma excelente preparação para a viagem, tanto na parte de equipamentos quanto no psicológico de nossos militares", afirmou o Capitão-de-Mar-e-Guerra Newton Calvoso Pinto Homem, Comandante do navio.

Além do NPo "Almirante Maximiano", participam da  OPERANTAR XXXI mais dois navios da Marinha do Brasil, Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel e Navio de Socorro Submarino Felinto Perry; o Navio de Apoio Logístico ARA San Blas, da Marinha argentina; e o Navio Mercante Germania, afretado para apoiar o desmonte da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) e a instalação dos Módulos Antárticos Emergenciais. A operação contará, ainda, com o apoio do Ministério do Meio Ambiente, que fará a análise de impacto ambiental do desmonte da ECAF, e da Força Aérea Brasileira, que apoiará com 10 voos para a Antártica empregando aeronaves C-130. No ano em que o Programa Antártico Brasileiro completa 30 anos, a Marinha do Brasil mobilizará toda a sua capacidade operacional e logística para manter ininterruptas as pesquisas e a presença do Brasil na Antártica.

O navio

Por possuir diversos equipamentos e instalações que potencializam as pesquisas, o NPo "Almirante Maximiano" funciona como uma plataforma flutuante. Nele, embarcam pesquisadores de diversas instituições de ensino e institutos de pesquisa científica. Entre seus equipamentos, destacam-se um guincho oceanográfico (capaz de recolher amostras de água em profundidades de até 8 mil metros); cinco laboratórios; uma estação meteorológica; sistema de posicionamento dinâmico (Dynamic Positioning, que permite ao navio manter-se parado em determinada latitude e longitude); ecobatímetro multifeixe (permite elaborar imagem 3D do fundo do mar); um perfilador de corrente marinha; um perfilador de sedimentos do subsolo; quatro embarcações infláveis; dois helicópteros orgânicos; e um recém-instalado guincho geológico.