08 de Agosto, 2012 - 08:54 ( Brasília )

Graça Foster destaca bom momento da indústria de petróleo e gás no Brasil


A presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, participou nesta terça-feira (07/08), em São Paulo, do painel de encerramento do 13º Encontro Internacional de Energia. No evento, promovido pela Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP), ela abordou o tema "Petróleo, Gás Natural e o Futuro do Brasil" e apresentou as oportunidades para o setor no país, principalmente para a indústria nacional.

"A indústria de petróleo no Brasil vai muito bem. No país, nós temos 278 blocos exploratórios em concessão, sendo praticamente metade da Petrobras. São 78 empresas conduzindo atividades exploratórias, metade delas brasileiras", afirmou Graça Foster. Para a presidente da Petrobras, o marco regulatório estável do país dá segurança às empresas do setor que pretendem investir no Brasil. "Nós temos leis claras, que trazem tranquilidade".

O Brasil, com 15,7 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), é o 14º país em tamanho de reservas provadas, 92% delas offshore. "Nós temos um futuro bastante promissor, com um crescimento potencial de 15,8 bi de boe. Para 2020, esse volume já deverá constar como reservas provadas", destacou a presidente.

Com os requisitos de conteúdo local, as oportunidades para os fornecedores nacionais aumentam ainda mais, além de agregar vantagens operacionais para a Companhia. "A política de conteúdo local da Petrobras não é um dogma, é decisão gerencial que representa ganho de competitividade", ressaltou. "De 2004 a 2011, o conteúdo local cresceu de 55% para 62% na área de E&P e de 70% para 90% em Gás e Energia".

No evento, a presidente reforçou a prioridade da Petrobras em Exploração e Produção, uma vez que o Plano de Negócios de Gestão 2012-2016 da Companhia prevê investimentos de US$ 131,6 bilhões em projetos da área no Brasil, o que equivale a 55,6% do total de US$ 236,5 bilhões. "Tudo começa no E&P. Do sucesso da produção de petróleo e gás dependem todas as outras cadeias de valor da Petrobras", destacou.

A necessidade de integração entre os 980 projetos contemplados no Plano de Negócios da Petrobras exige um monitoramento constante, envolvendo um grande trabalho de gestão.
"Os projetos têm interface. Não adianta concluir o gasoduto submarino de escoamento do gás natural se o projeto do FPSO Ilhabela, por exemplo, estiver atrasado; não adianta  terminar o FPSO Ilhabela se não tiver cumprido a campanha de perfuração e interligação dos poços do campo de Sapinhoá Norte", disse Graça Foster. "A diretoria da Petrobras, que se reúne agora duas vezes por semana, acompanha a curva S de evolução física e financeira de cada projeto, que é a linguagem única que utilizamos para a gestão integrada do nosso portfólio.