11 de Abril, 2012 - 06:45 ( Brasília )

Nova fragata zarpa para substituir capitânia de força de paz no Líbano


A fragata F-43 Liberal (foto acima) partiu na tarde de ontem (10.04.2012) da Base Naval do Rio de Janeiro rumo a Beirute. O navio substituirá a fragata F-45 União como capitânia do componente marítimo da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil).

O navio conta com 251 oficiais e marinheiros e um helicóptero AH-11A Super Lynx. Os efetivos fazem parte da Armada, do Destacamento Aéreo Embarcado (DAE), dos Fuzileiros Navais, do Grupo de Reação contra Ameaças Assimétricas (GRAA) e do Destacamento de Mergulhadores de Combate (DSTMEC).

A Liberal fará escalas nas cidades de Las Palmas, na Espanha, entre os dias 23 e 26 de abril, e em Taranto, na Itália, entre 4 e 7 de maio. A chegada à capital do Líbano está prevista para o dia 11 de maio.

Participação na Unifil

O Brasil foi convidado a assumir o comando da Força Tarefa Marítima da Unifil (FTM-Unifil) em 2010. A iniciativa foi aprovada pelo Congresso Nacional em dezembro daquele ano. Em fevereiro de 2011, o contra-almirante Luiz Henrique Caroli assumiu a chefia do componente naval da missão das Nações Unidas. Ele permaneceu à frente da operação até fevereiro deste ano, quando passou o cargo ao contra-almirante Wagner Lopes de Moraes Zamith.

A Unifil foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1978, para certificar a retirada das tropas israelenses do território. Hoje, a missão conta com destacamentos de 36 países e possui mais de 13.500 integrantes, entre militares e civis.

Em 2006, a Força Tarefa-Marítima (FTM-Unifil) foi estabelecida. A FTM é a primeira força-tarefa naval criada para tomar parte de uma missão de paz da ONU.

Nessa mesma época, as Nações Unidas determinaram que a Unifil monitorasse a cessação de hostilidades; acompanhasse as forças armadas libanesas, inclusive ao longo da fronteira em disputa; e apoiasse o acesso de assistência à população civil e o retorno de habitantes deslocados.

Um dos maiores objetivos da operação é impedir a entrada de armamento no país, por meio da interdição marítima.

A fragata brasileira é o principal meio de um grupo multinacional de nove navios, sendo três deles da Alemanha, dois de Bangladesh, um da Grécia, um da Indonésia e um da Turquia.


Fotos: Marinha do Brasil