28 de Fevereiro, 2012 - 08:16 ( Brasília )

Ministro da Defesa contata novo comandante naval da Unifil


O ministro Celso Amorim visitou o 1º Distrito Naval (1º DN), no Rio de Janeiro, e teve a oportunidade de conversar por vídeo-conferência com o novo comandante da Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FTM-Unifil), contra-almirante Wagner Lopes de Moraes Zamith.

Ele recebeu o cargo do contra-almirante Luiz Henrique Caroli no dia 25 de fevereiro, em cerimônia realizada, em Beirute, a bordo da fragata F-45 União, da Marinha do Brasil — capitânia da componente naval da Unifil.

A Unifil foi criada em 1978 com o propósito de manter a estabilidade na região, durante a retirada das tropas israelenses do território libanês. Atualmente, possui um contingente de aproximadamente 13.500 pessoas, entre militares e civis de mais de 30 países (dentre eles o Brasil) e se encontra sob o comando do General Paolo Serra, da Itália.

A FTM-Unifil, estabelecida em 2006, é a primeira Força-Tarefa Naval criada para uma missão de manutenção de paz da ONU e será comandada, pela segunda vez consecutiva, por um brasileiro.

O almirante Zamith exercerá o comando de, aproximadamente, 1.100 oficiais e marinheiros lotados em nove navios de seis nacionalidades, sendo três da Alemanha, dois de Bangladesh, um da Grécia, um da Indonésia e um da Turquia, além da fragata União.

Para o comandante da Marinha do Brasil, almirante-de-esquadra Julio Soares de Moura Neto, a participação brasileira na Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) é motivo de orgulho para a Marinha do Brasil.

“Esta é a primeira vez que o comando da Força-Tarefa Marítima (FTM) da Unifil está a cargo de um país não-membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)”, destacou o almirante. “A presença da fragata União, além de contribuir para o cumprimento das tarefas atribuídas à FTM, tem um grande significado para o Brasil no campo das relações internacionais, na medida em que demonstra o comprometimento do País com a Unifil, com a manutenção da paz no Líbano e com a estabilidade do Oriente-Médio.”