27 de Janeiro, 2017 - 11:40 ( Brasília )

Trump diz em entrevista à Fox News que pretende reduzir preço de submarinos da Marinha


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que os EUA precisam de mais submarinos, mas quer comprá-los a um preço menor, renovando sua campanha para que fornecedores do setor de defesa reduzam os preços pagos pelo Pentágono.

"Estamos com poucos submarinos e iremos construir novos submarinos, mas o preço é muito alto, então estou cortando os preços", disse Trump em entrevista à Fox News na quinta-feira.

Duas companhias sediadas nos EUA, a Electric Boat, divisão da General Dynamics, e a Newport News Shipbuilding, da Huntington Ingalls Industries, fabricam os submarinos nucleares da Marinha dos EUA.

Nenhuma das duas empresas responderam a pedidos de comentários.

"Estamos trabalhando duro para diminuir os custos e estamos vendo os frutos deste trabalho", disse uma autoridade sênior da Marinha em resposta aos comentários de Trump. "Temos os submarinos mais avançados do mundo - quanto mais comprarmos, mais abaixaremos o preço", disse a autoridade.

Trump, que tomou posse na semana passada, prometeu reforçar as forças militares, que disse terem sido perigosamente enfraquecidas.

Desde que venceu a eleição em novembro, Trump tem pressionado fornecedores do setor de defesa dos EUA a reduzirem o custo de produtos vendidos ao Pentágono.

Theresa May adverte EUA sobre Putin¹

A primeira-ministra britânica, Theresa May, advertiu nesta quinta-feira os Estados Unidos para que tenham cuidado com o líder russo, Vladimir Putin, de quem o presidente americano, Donald Trump, pretende se aproximar.

"Quando falamos de Rússia, é sábio tomar o exemplo do presidente (Ronald) Reagan que, durante as negociações com seu homólogo russo, Mikhail Gorbachov, tinha o costume de seguir o refrão: 'confie, mas verifique'. Com o presidente Putin, o meu conselho é: cooperem, mas tenham cuidado", declarou May.

A chefe de governo britânico discursou para membros do Partido Republicano reunidos na Filadelfia.

May destacou a importância das instituições internacionais, como as Nações Unidas e a Otan, criticadas por Trump em várias oportunidades.

"As Nações Unidas precisam ser reformadas, mas ainda são vitais", em particular na luta contra o terrorismo e a mudança climática, afirmou May, que também defendeu o papel do Banco Mundial, do Fundo Monetário Internacional e da Otan, "pedra angular da defesa do Ocidente".

May, que chegou ao poder após os britânicos votarem pela saída da União Europeia (Brexit), será nesta sexta-feira a primeira dirigente estrangeira a ser recebida por Trump como presidente dos EUA.

Trump prepara corte radical no financiamento da ONU¹

O presidente americano, Donald Trump, prepara decretos para reduzir radicalmente o financiamento da ONU e para retirar os Estados Unidos de tratados multilaterais, informou nesta quarta-feira (25) o jornal The New York Times.

Se for confirmada, a decisão será um duro golpe para muitas agências das Nações Unidas que dependem dos bilhões de dólares em financiamento para ações como ajuda a refugiados e manutenção da paz, apontou o jornal.

Um decreto que o novo presidente se apressa para assinar, e cujo rascunho The New York Times teve acesso, ordena a eliminação do financiamento de agências da ONU e organismos internacionais que apoiem o aborto, que reconheçam a autoridade Palestina ou a Organização para Libertação da Palestina (OLP).

Também põe fim ao financiamento de agências ou organizações que promovam qualquer atividade contrária às sanções impostas ao Irã e à Coreia do Norte, ou que estejam controladas ou influenciadas pelos Estados considerados por Washington como "apoiadores do terrorismo", segundo o NYT.

Os decretos também falam em reduzir para menos de 40% todos os fundos destinados para organizações internacionais.

Os Estados Unidos são o país que mais contribui para a ONU: são responsáveis por 22% de seu orçamento operacional e financiam 28% das 16 missões de paz, que custam 7,8 bilhões de dólares anuais.

O rascunho do decreto estabelece a criação de uma comissão para estudar o que poderá cortar e menciona analisar as missões de paz da ONU, o Tribunal Internacional de Haia - principal órgão jurídico da organização -, a ajuda para o desenvolvimento de países "que se opõem a políticas importantes dos Estados Unidos" e ao Fundo de População da ONU, que supervisiona programas de saúde materna e reprodutiva, enumerou o jornal.

Um segundo decreto pede a revisão de todos os tratados multilaterais atuais e pendentes que não estejam diretamente relacionados com "a segurança nacional, a extradição ou o comércio internacional", indicou o NYT.

Isso poderia afetar o Acordo de Paris sobre mudança climática, que Trump questionou abertamente, e prometeu em sua campanha voltar atrás nos compromissos de reduzir as emissões de gases do efeito estufa e de fazer uma transição para uma economia mais verde.

"Quando viram as Nações Unidas resolverem problemas? Não resolvem. Causam problemas", indicou Trump em dezembro. A ONU "é apenas um clube para as pessoas se reunirem e passarem um bom tempo", considerou.

 


¹com AF