22 de Abril, 2016 - 11:00 ( Brasília )

Marinha simula ataque em navio com munição real


A Operação MISSILEX 2016, da Marinha do Brasil, realizada na área marítima compreendida entre o Rio de Janeiro (RJ) e Vitória (ES), termina hoje. O treinamento tem o objetivo de realizar exercícios no mar, de caráter estritamente militar. O exercício, que começou no dia 11 deste mês, possui tarefas básicas do Poder Naval, como executar lançamentos de mísseis sobre o casco de um navio, com o propósito de afundá-lo, além de efetuar testes exploratórios em proveito da Avaliação Operacional de um helicóptero Seahawk.

Nestes 10 dias de exercícios coordenados pelo Comando da 1ª Divisão da Esquadra (ComDiv-1), participaram do adestramento o Grupo-Tarefa composto pelos navios: Fragatas “União” (F45), “Constituição” (F42) e “Rademaker” (F49); de Desembarque de Carros de Combate e “Almirante Saboia” (G25). O treinamento contou ainda com seis aeronaves como o AH-11A Super Lynx, UH-13 Esquilo, Seahawk, UH-15 Super Cougar, caça AF-1 e por uma aeronave de busca com radar P-3 AM, da Força Aérea Brasileira. Alguns ataques tiveram destaques como os do último dia 13 de abril, em que dois caças AF-1 pertencentes ao 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (VF-1) participaram do lançamento de bombas BAFG-230 sobre “Killer Tomato”. E uma aeronave AF-1 realizou o lançamento de quatro bombas sobre o alvo de superfície.

O outro aconteceu no dia 12 de abril, no qual duas aeronaves SH-16, recém-adquiridas pela Marinha do Brasil e pertencentes ao 1º Esquadrão de Helicópteros Antissubmarino (HS-1), lançaram dois Mísseis Ar-Superfície Penguin sobre o casco de uma ex-corveta. Na sequência, a Fragatas “União”- navio que capitaneou o grupo - lançou o Míssil Superfície-Superfície Exocet sobre o casco deste mesmo navio, afundando-o em poucos minutos.

O êxito da Esquadra, obtido na execução do exercício de lançamento de mísseis, só foi possível em função do apoio prestado por diversas Organizações Militares do Setor do Material da Marinha do Brasil, que prepararam o armamento, o alvo, e os Rebocadores de Alto-Mar “Tridente” e “Guillobel”, subordinados ao Comando do 1º Distrito Naval, os quais conduziram o casco até a área de operação. A realização desse exercício contribuiu para o treinamento das tripulações e dos pilotos da Esquadra no lançamento desse tipo de armamento.