24 de Abril, 2014 - 11:15 ( Brasília )

MB - Troca de conhecimentos operacionais e de doutrina de emprego entre o MH-16 “Seahawk” e a Força de Submarinos

Palestra abordou as principais características do modelo MH-16, que possibilitam à aeronave mais resistência e confiabilidade

Em março, o Submarino “Tapajó” recebeu a visita do Encarregado da Divisão de Voo do Comando do 1º Esquadrão de Helicópteros Anti-submarinos (EsqdHS-1), Capitão-Tenente Aviador Leandro dos Santos, que proferiu palestra sobre o MH-16 “Seahawk”, recém adquirido pela Marinha do Brasil.

Durante a palestra, realizada no compartimento de comando do submarino, foram abordadas, primeiramente, as principais características do MH-16, que conferem à aeronave mais resistência e confiabilidade, dentre elas a maior redundância dos sistemas de controle de voo e sistemas hidráulicos, além de tolerância balística das pás do rotor principal para calibres de até 20 mm.

Em seguida, tratou-se de seus equipamentos aviônicos e sensores de última geração, bem como os seguintes armamentos: metralhadora lateral, torpedos anti-submarino e míssil anti-navio. Por fim, observou-se o emprego do “Seahawk” em proveito das Forças Navais na “Amazônia Azul”, realizando tarefas de detecção, localização, acompanhamento, identificação e ataque a alvos de superfície e submarinos, além de ações de busca e salvamento.

Para o Comandante do “Tapajó”, Capitão-de-Fragata Horácio Cartier, a palestra serviu para assinalar a troca de conhecimentos operacionais e de doutrina de emprego entre o Esquadrão e a Força de Submarinos, fundamentais para fortalecer a interoperabilidade e o aprestamento dos meios envolvidos nas táticas de Operações Anti-Submarino na Marinha do Brasil.

Terceiro submarino brasileiro construído no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, e incorporado à Armada em 1998, o “Tapajó”, que pertence à Classe “Tupi”, participou recentemente da comissão “Deployment 2013”, operação militar conjunta com a marinha norte-americana, quando realizou 135 dias de mar, durante sete meses.

Na oportunidade, participou de adestramentos de ações de submarino, quando compôs, juntamente com o Submarino “USS ALBANY” (Classe “Los Angeles”), um “Grupo de Batalha” nucleado no Porta-Aviões “USS HARRY S. TRUMAN” (Classe “Nimitz”).