14 de Abril, 2014 - 14:23 ( Brasília )

Suécia – SAAB inicia a compra da Kockums da TKMS

A SAAB e a ThyssenKrupp assinaram um MoU para a aquisição da ThyssenKrupp Marine Systems AB.(ex- Kockums)


Nota SAAB:

A ThyssenKrupp Industrial Solutions AG, subsidiária da  ThyssenKrupp AG (Alemanha), e a SAAB AB (Suécia), assinaram um Memorandum of Understanding (MoU), referente a venda da filial sueca da ThyssenKrupp Marine Systems AB (ex-Kockums), com instalações em  Malmö, Karlskrona e Muskö para a  SAAB AB.

Ambas as partes acordaram que a integralidade das operações da ThyssenKrupp Marine Systems AB precisam ser protegidas. A transação estará sujeita à aprovação pelos órgãos reguladores. As negociações entre a SAAB AB e a ThyssenKrupp Marine Systems AB estão no estágio inicial e novas Informações serão liberadas quando disponíveis.

O MoU está em linha com as ambições da  da SAAB de expander suas atividades  e atender às demandas de uma solução industrial referente ao: projeto, produção e  manutenção de submarinos e navios. A aquisição da ThyssenKrupp Marine Systems AB (KOCKUMS), atenderá esta meta.
 
Nota DefesaNet

Em comentário na newsletter DN, 12DEZ02, DefesaNet, mencionava os quatro símbolos alemães:  os submarinos (HDW - TKMS),  os panzer (KMW),  o FussBall (futebol) e a Bier (Cerveja).
 
No campo dos submarinos a TKMS, que adquiriu o Grupo Kockums, em 2005, tomou a postura de torpedear o ramo de submarinos da sua filial sueca. O mercado analisava como seria a convivência entre a Kockums e a HDW dois projetistas e estaleiros de submarinos. Em 2011 a TKMS proibiu a filial sueca de participar em concorrência na Cingapura e também manter-se afastada das tratativas da Austrália, na oferta a uma geração que sucederia a Classe Collins, que foi adquirida da Kockums nos anos 90. São previstos doze submarinos.
 
Cingapura, também é ex-cliente da Kockums.
 
Mas o caldo realmente entornou quando a organização de Armamentos da Suécia (FMV) deu partida ao projeto do Submarino A26, projetado especialmente para operar em águas litorâneas.

Incorporaria um novos sensores e também teria capacidade oceânica. Será propelido  por motor diesel convencional e com o exclusivo Sistema Kockums Stirling AIP (air-independent propulsion).
 
"A aquisição da  Kockums não tinha o objetivo de consolidar a indústria  naval e criar sinergias,mas somente tirar um competidor do mercado," publicou o informativo The Local, edição alemã, em Outubro 2013, citando fonte germânica..

Mas de acordo dom uma fonte alemã com ligações com a TKMS, o objetivo real era de realmente sabotar os esforços de exportação da Kockums, favorecendo as ações da  HDW, a estratégia tinha o codinome "TKMS über alles" (TKMS acima de tudo).

O próprio CEO da TKMS, Hans Christoph Atzpodien, afirmou para autoridades de Cingapura, que  a Kockums "não teria mais capacidade de projetar e construir submarinos ", em fonte citada pelo The Local.

Entre outras citações, Atzpodien afirmou que os planos suecos  para o novo submarino A26 da Kockums, sofreria atrasos e aumento de custos pois a empresa não tinha o número de engenheiros suficientes para completar o projeto.

Mantendo a Kockums, independente resta a pergunta. Haverá mercado suficiente para a manter empresas ativas, entre outras: DCNS (França), Navantia (Espanha), Kockums (Suécia), HDW-TKMS (Alemanha) e da Rússia.


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