08 de Maio, 2013 - 10:10 ( Brasília )

Filme sobre brasileiros em pontos isolados retrata militares da Marinha


Brasileiros que trabalham em locais isolados e de acesso difícil foram tema do documentário “Nos confins do Brasil e do mundo”, lançado ontem à noite no centro cultural Oi Futuro, em Ipanema, na Zona Sul do Rio. O vídeo traz depoimentos de homens e mulheres – militares e civis – que se dedicam em missões na Base Comandante Ferraz, na Antártica, e na Ilha da Trindade, a 1,2 mil quilômetros da costa do estado do Espírito Santo.

Na plateia, o ministro da Defesa, Celso Amorim, e o comandante da Marinha, almirante Júlio Soares de Moura Neto, dividiram espaço com intelectuais, jornalistas e fotógrafos. No palco, antes de exibir a fita, a diretora e produtora Glaucia Camargos explicou que o filme deixaria o público muito melhor do que quando chegou ao espaço cultural.

O diretor, Marco Schiavon, assegurou que há uma parceria em curso com a Marinha para divulgar à sociedade as atividades da Força Naval. “Iniciamos o trabalho em 2004. Esse documentário é resultado daquilo que estamos produzindo”, contou Schiavon.

O filme

“Nos confins do Brasil e do mundo” intercala informações do projeto antártico e da ocupação da ilha. No vídeo, destacam-se as estórias de militares e pesquisadores que deixaram suas famílias no Brasil e assumiram o desafio do embarque para regiões inóspitas. Os depoimentos, que revelam estórias de amor à causa de projetos apoiados pelo governo brasileiro, arrancaram lágrimas dos depoentes e da plateia.

Entre as situações apresentadas, o documentário mostra as manobras feitas pela Marinha no sentido de embarcar e desembarcar tropas e suprimentos nas duas regiões. O filme resgata também as imagens do incêndio da base antártica e os escombros que sobraram após serem debeladas as chamas.

A sequência de imagens mostra a retirada dos destroços e o embarque dos contêineres para o Brasil. Ao final, nos créditos, os produtores dedicam o documentário aos dois militares mortos quando tentavam controlar o fogo.

Após a exibição do filme, o ministro Amorim conversou com o diretor Schiavon, a produtora Gláucia e o almirante Moura Neto. Para o ministro, o documentário ilustra o trabalho realizado pela Marinha e a dedicação da tropa e dos pesquisadores. “Todos estão de parabéns. Quero me congratular com os produtores por essa iniciativa”, disse.