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A modalidade de exercício
de campo do Dragão 08, denominada de FTX,
permitiu, à semelhança de outros anos,
o treino conjunto de forças portuguesas e
espanholas para operações de resposta
a crises. Com esta fase do Dragão 08, FTX
foi possível testar, na prática, as
ameaças simuladas na modalidade de comando
(CPX, ver artigo
do Defesa Net).
De fato, a cooperação entre a BrigInt
e a espanhola BRILAT surge, também, como
parte do exercício Sagitário 08, no
âmbito dos estados-maiores peninsulares. Ambos
os exercícios decorreram em simultâneo
e, por este motivo, o conjunto de incidentes a que
as forças tiveram que responderam visou os
objetivos dos dois.
As forças envolvidas
A região de Vila Pouca
de Aguiar, no norte de Portugal, foi o local escolhido
para o exercício, o qual durou cinco dias.
Em termos de números, o Dragão 08
mobilizou 1.135 efetivos e 160 viaturas tácticas,
designadamente 27 viaturas blindadas da BrigInt
(12 viaturas V-150 com peça de 90mm; 13 Chaimite
V-200 para transporte de pessoal; 2 Chaimite V-600
armadas com morteiro de 81mm).
Em termos de forças no terreno, todo o dispositivo
da BrigInt esteve envolvido. Por exemplo, o Grupo
de AutometraMetralhadoras (GAM) de Braga serviu
de base ao Agrupamento Mike com 269 militares –
o qual irá partir, ainda este ano, para uma
missão no Kosovo. Por sua vez, o Batalhão
de Infantaria nº 2, de Viseu, mobilizou aproximadamente
uma centena de elementos em funções
de arbítrio e força oponente. No que
se refere à participação espanhola,
a BRILAT, com comando na cidade de Zamora, destacou
uma companhia de infantaria de 100 militares.
Esta integrou a Task-Force Alfa e, como sublinhou
ao Defesa Net um oficial da BrigInt, houve uma plena
integração dos militares espanhóis
na força e a sua distribuição
por missões era feita conforme as necessidades
operacionais à imagem do que aconteceria
com uma força multinacional numa missão
no estrangeiro.
Treinar a guerra em paz
O FTX permitiu, também,
testar cenários e ameaças que não
foram ensaiadas no CPX. Como explicou ao Defesa
Net o Major Inf João Paulino, o VIGRESTE
é um sistema de informática que simula
apenas operações convencionais e,
portanto, operações não convencionais
(como patrulhas e ações de fiscalização)
não são passíveis de serem
simuladas nesta fase do Dragão 08. Por outro
lado, os procedimentos e treino individual e coletivo
dos militares apenas podem ser ensaiados no terreno.
O Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME),
General Pinto Ramalho, visitou, no seu último
dia, o local do exercício onde assistiu a
uma demonstração de capacidades, na
qual a mobilidade e capacidade de choque das forças
blindadas portuguesas ficou visível. Após
a mesma, e em declarações à
imprensa, o General CEME salientou a importância
deste exercício, designadamente para o treinamento
de forças para missões no exterior
e para vertentes como o apoio de fogos e comando
e controle.
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